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EntornoInteligente | Almirante se torna peça central da política externa do governo Bolsonaro

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Viana Rocha viajou pessoalmente à Argentina em janeiro passado  —  mais alta autoridade brasileira a viajar ao país desde a ida do vice-presidente, Hamilton Mourão, à posse de Fernández no final de 2019 —   e foi recebido pelo presidente, pelo chanceler, Felipe Solá, e o secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Béliz. Como o almirante, Béliz é braço direito do presidente e com sala na Casa Rosada. A próxima meta de Viana Rocha, também visto como uma presença positiva por diplomatas ativos do Itamaraty, é organizar o encontro entre os dois presidentes, provavelmente no final de março

Vários embaixadores estrangeiros têm seu número de WhatsApp e se comunicam com frequência, para tratar de temas diversos. Muitas vezes, a conversa é pessoalmente, em almoços e jantares em Brasília. Desde que assumiu o posto de secretário especial para Assuntos Estratégicos do Planalto, no começo do ano passado, o almirante Flávio Viana Rocha, conhecido por todos como Rochinha, tornou-se peça importante na articulação internacional do governo Bolsonaro.

Para muitos destes embaixadores, o almirante é considerado um “facilitador”, que opera nas sombras e em paralelo ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o deputado Eduardo Bolsonaro e o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins. Um moderado, segundo definem militares da ativa e da reserva.

Essa serenidade  —  e um alto grau de realismo pragmático — o ajudou, por exemplo, a executar uma missão que parecia impossível até pouco tempo atrás: aproximar os governos do Brasil e da Argentina . Em parceria com o embaixador argentino em Brasília, Daniel Scioli, o almirante, comentaram fontes diplomáticas, teve uma atuação importante na construção de uma ponte entre os presidentes Jair Bolsonaro e Alberto Fernández. A resistência era mútua e tinha elementos pessoais que, depois de quase um ano de mandato do chefe de Estado argentino, foram deixados de lado na tentativa de possibilitar uma relação entre governos.

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Viana Rocha viajou pessoalmente à Argentina em janeiro passado  —  mais alta autoridade brasileira a viajar ao país desde a ida do vice-presidente, Hamilton Mourão, à posse de Fernández no final de 2019 —   e foi recebido pelo presidente, pelo chanceler, Felipe Solá, e o secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Béliz. Como o almirante, Béliz é braço direito do presidente e com sala na Casa Rosada. A próxima meta de Viana Rocha, também visto como uma presença positiva por diplomatas ativos do Itamaraty, é organizar o encontro entre os dois presidentes, provavelmente no final de março.

O almirante integrou a comitiva da recente viagem de autoridades brasileiras ao Japão e China, chefiada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria . Um dos destaques da chamada “missão 5G” foi a quebra de gelo com a gigante chinesa de tecnologia Huawei, durante muito tempo rejeitada por Bolsonaro em nome de seu alinhamento automático com o governo do ex-presidente americano Donald Trump.

No começo de janeiro passado, Viana Rocha participou do encontro do presidente Bolsonaro com o chanceler japonês, Toshimitsu Motegi, que passou rapidamente por Brasília para discutir, entre outros assuntos, o leilão 5G. A “missão 5G” da qual o almirante participou também passou pela Suécia e a Finlândia.

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No Itamaraty, os interlocutores costumam ressaltar a afinidade entre o almirante e Araújo. Alguns asseguram, inclusive, que são amigos e que existe um intercâmbio permanente de informação entre as equipes. O vínculo, frisaram fontes diplomáticas, não pode nem deve ser comparado ao do ministro Celso Amorim e o então secretário especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, nos governos Lula. Não haveria, segundo uma das fontes consultadas, “concorrência, muito pelo contrário”.

Viana Rocha continua na ativa e recebeu sua quarta estrela em março de 2020. O almirante despacha numa sala do terceiro andar do Palácio do Planalto, próxima ao gabinete presidencial. Pouco antes de sua entrada no governo, o presidente brincou dizendo ter comprado seu passe da Marinha, e fez rasgados elogios a quem hoje é um de seus homens de confiança. O almirante ganhou espaço na arena internacional, mas também tem grande influência em temas internos. No ano passado, influenciou decisões do presidente na mudança dos ministros da Saúde e da Educação.

Embaixadores que passaram a tê-lo como uma referência em temas externos nos últimos tempos dizem que Viana Rocha é muito culto, fala várias línguas e costuma ajudar a desbloquear algumas agendas. Sua casa num condomínio de Brasília já foi cenário de jantares com representantes do mundo diplomático estrangeiro, assim como o almirante é convidado para conversas em embaixadas.

PUBLICIDADE Na carreira militar, optou por ser submarinista e já foi comandante do Primeiro Distrito Naval do Rio de Janeiro. Também foi diretor de assuntos legislativos, assessor parlamentar e atuou na área de comunicação. Conhece, portanto, o mundo político, e nele se move com seu perfil definido como afável e resolvedor de problemas. 

Embaixadores estrangeiros que se relacionam com o almirante destacam sua capacidade de envolver-se em assuntos diversos, da cooperação científica à nuclear. O almirante costuma responder com rapidez as mensagens, e mostra-se sempre disposto a colaborar.

Em sua viagem à Argentina, causou boa impressão. Levou uma mensagem conciliadora do presidente Bolsonaro e limou arestas do passado. Nada garante que o vínculo, de fato, dará um salto qualitativo. Mas o almirante foi a pessoa escolhida pelo presidente para, em plena pandemia, ir até Buenos Aires. Viana Rocha é um funcionário “multitarefas”, e sua participação na agenda internacional do governo é cada vez mais expressiva e importante. 

Para os que o consideram uma ameaça ao chanceler — que esteve sob ataque até dentro do próprio governo por causa da má relação com o embaixador da China em Brasília e a demora em reconhecer a vitória eleitoral de Joe Biden nos EUA — fontes do Itamaraty negam e dizem que os dois “estão bem afinados e são amigos”.

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