EntornoInteligente | Além de Google, Apple e Amazon banem aplicativo de rede social usada por trumpistas » EntornoInteligente

EntornoInteligente | Além de Google, Apple e Amazon banem aplicativo de rede social usada por trumpistas

entornointeligente_alem_de_google_2C_apple_e_amazon_banem_aplicativo_de_rede_social_usada_por_trumpistas.jpg
Entornointeligente.com /

A DLive foi pressionada pela Tipalti, empresa de pagamentos que a ajuda a operar. Em comunicado, a Tipalti anunciou que suspendeu seu serviço até que DLive removesse as contas que transmitiam os distúrbios no dia 6

A Parler, uma rede social que se apresenta como uma alternativa de “liberdade de expressão” ao Twitter e virou a favorita da base mais radical do presidente americano Donald Trump, sobretudo depois do seu afastamento pelo Twitter e pelo Facebook por incitaçao à vilolência, foi banida  pela Apple e pela Amazon, depois de ser excluída pelo Google

No sábado, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo foi um dos entusiastas do trumpismo que convidou seus seguidores a irem para a Parler , depois que Trump foi definitivamente afastado do Twitter na noite de sexta-feira.

Nos últimos meses, a Parler se tornou um dos aplicativos de crescimento mais rápido nos Estados Unidos. Milhões de partidários de Trump recorreram a ela à medida que o Facebook e o Twitter assinalavam cada vez mais as postagens do próprio presidente e de seus apoiadores que espalhavam desinformação e incitavam a violência. 

Análise:   O Twitter demorou 8 anos para banir Trump. Sua exclusão expõe dilemas da política na era das mídias digitais

Primeiro, a A Apple e o Google removeram o aplicativo de suas lojas de aplicativos porque disseram que ele não havia monitorado suficientemente as postagens de seus usuários, permitindo muitas que incentivam a violência e o crime. Então, no final do sábado, a Amazon disse à Parler que tiraria a empresa de seu serviço de hospedagem na web na noite deste domingo devido a repetidas violações das regras da empresa.

A mudança da Amazon significa que toda a plataforma de Parler em breve ficará offline, a menos que seja capaz de encontrar um novo serviço de hospedagem hoje.

PUBLICIDADE Na sexta-feira, a Parler parecia pronta para capitalizar a raiva crescente das grandes empresas de tecnologia nos círculos da direita e era até uma escolha lógica para se tornar o próximo megafone de Trump depois que ele foi banido do Twitter. Agora seu futuro parece sombrio.

Entrevista:   ‘Será preciso mais que um presidente para consertar a imagem dos EUA’, afirma Ian Bremmer, da consultoria Eurasia

Em uma carta à Parler na noite de sábado, a Amazon disse que enviou à empresa 98 exemplos de postagens em seu site que incentivam a violência e que muitos permaneceram ativos.

“Está claro que a Parler não tem um processo eficaz para cumprir as regras da Amazon“, afirmou a empresa na carta. A Amazon “fornece tecnologia e serviços a clientes em todo o espectro político e continuamos a respeitar o direito da Parler de determinar por si mesma que conteúdo permitirá em seu site. No entanto, não podemos fornecer serviços a um cliente que é incapaz de identificar e remover com eficácia o conteúdo que incentiva ou incita a violência contra outras pessoas”.

Na sexta-feira, a Apple deu à Parler 24 horas para limpar seu aplicativo ou removê-lo da App Store. No sábado, a Apple disse à empresa que suas medidas eram inadequadas.

PUBLICIDADE “Sempre apoiamos diversos pontos de vista representados na App Store, mas não há lugar em nossa plataforma para ameaças de violência e atividades ilegais”, disse a Apple em um comunicado. Vários executivos da Parler acusaram as grandes empresas de tecnologia de serem politicamente motivadas e anticompetitivas.

O presidente-executivo da Parler, John Matze, atacou a Apple, afirmando que a fabricante do iPhone estava banindo o serviço para cercear a liberdade de expressão e instituir “políticas amplas e invasivas como Twitter e Facebook“. “A grande tecnologia realmente quer acabar com a concorrência”, disse Matze, presidente-executivo da Parler, em mensagem de texto. “E tenho muito trabalho a fazer nas próximas 24 horas para garantir que os dados de todos não sejam excluídos permanentemente da Internet.”

As ações contra a Parler foram parte de uma ofensiva mais ampla das empresas de tecnologia contra o presidente Trump e alguns de seus partidários mais radicais após a invasão ao Congresso para tentar barrar a homologação da vitória de Joe Biden, no dia 6 de janeiro.

Mas, ao contrário do Twitter e do Facebook, que tomam decisões sobre o conteúdo que aparece em seus próprios sites, Amazon, Apple e Google atingiram a própria operação de outra empresa.

PUBLICIDADE A Amazon Web Services acolhe uma grande parte dos sites e aplicativos na internet, enquanto a Apple e o Google fazem os sistemas operacionais para quase todos os smartphones do mundo. Agora que as empresas deixaram claro que tomarão medidas contra sites e aplicativos que não policiam suficientemente o que seus usuários postam, isso pode ter efeitos colaterais significativos.

Trumpismo: Invasão do Congresso racha os republicanos, mas nacional-populismo trumpista segue forte no partido

Várias empresas alternativas cortejaram os apoiadores de Trump com promessas de “imparcialidade” e de “liberdade de expressão”, que provaram ser, na verdade, ambientes digitais livres para todos, onde os usuários não precisam temer serem proibidos de divulgar teorias da conspiração, fazer ameaças ou publicar discurso de ódio.

Agora elas enfrentam a escolha de intensificar o policiamento de postagens —- minando sua característica principal — ou perder sua capacidade de atingir um público amplo.

O DLive, um site de transmissão ao vivo que manifestantes que invadiam o Capitólio usaram, removeu permanentemente mais de 100 transmissões da multidão. Acrescentou que os “limões”, uma moeda DLive que pode ser convertida em dinheiro real, enviados para os canais suspensos seriam devolvidos aos doadores nos próximos dias.

PUBLICIDADE Outras plataformas que hospedam postagens de influenciadores de direita, incluindo CloutHub e MyMilitia — um fórum para grupos de milícias — ajustaram seus termos de serviço recentemente para banir ameaças de violência.

A DLive foi pressionada pela Tipalti, empresa de pagamentos que a ajuda a operar. Em comunicado, a Tipalti anunciou que suspendeu seu serviço até que DLive removesse as contas que transmitiam os distúrbios no dia 6.

Essas empresas terceirizadas que ajudam aplicativos e sites a funcionarem, de processadores de pagamento a empresas de segurança cibernética e provedores de hospedagem na web como a Amazon, usaram suas posições para influenciar como seus clientes lidam com atividades extremistas ou criminosas.

Em 2019, a Cloudflare, uma empresa que protege sites de ataques cibernéticos, deu um golpe de misericórdia no 8chan, um aplicativo de mensagens online anônimo que hospedava o manifesto de um franco-atirador, interrompendo sua proteção ao site. Depois que o Cloudflare se afastou do 8chan, o site teve dificuldade em encontrar outros provedores de serviços que pudessem mantê-lo ativo.

A Parler pode ter o mesmo problema de não ter uma maneira de hospedar seu site, especialmente porque a empresa de repente se tornou pária após a invasão do Congresso, que foi parcialmente planejado na Parler

PUBLICIDADE O Google retirou a Parler de sua loja de aplicativos Android, mas também permite que aplicativos sejam baixados de outro lugar, o que significa que os usuários do Android ainda seriam capazes de encontrar o aplicativo, apenas com um pouco mais de trabalho. Se a Parler encontrar um novo provedor de hospedagem na web, seu site também estará disponível por meio de navegadores da web em telefones e computadores.

Entornointeligente.com

URGENTE: Conoce aquí los Juguetes más vendidos de Amazon www.smart-reputation.com >
Smart Reputation
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation

Adscoins

Smart Reputation

Smart Reputation