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Agente Manuel Morais desmente presidente do maior sindicato da PSP

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Subscrever Na origem da onda de contestação estava a opinião que Manuel Morais, 54 anos, na altura vice-presidente da ASPP, expressou numa reportagem da SIC sobre a intervenção policial violenta nas zonas urbanas sensíveis, na qual alertava para a necessidade de “desconstruir” o preconceito racial “na sociedade em geral”, assumindo que o racismo e a xenofobia existem também nas forças de segurança

Cerca de um ano antes – quando estava a começar o julgamento dos 15 agentes da PSP da esquadra de Alfragide acusados de racismo e tortura na Cova da Moura – numa entrevista ao DN em que também denunciara essas questões, foi também alvo de contestação interna, mas nessa altura a ASPP ainda o apoiou

Perante as declarações de Paulo Santos este sábado , Manuel Morais fez questão em reforçar a sua versão dos acontecimentos da altura e porque foi afastado do seu sindicato

Manuel Morais, quando era dirigente da ASPP, num protesto com o Corpo de Intervenção

© Jorge Amaral / Global Imagens

“Hoje, alguns camaradas, depois de lerem uma entrevista que atual presidente da ASPP, Paulo Santos, deu ao Diário de notícias, confrontaram-me sobre a questão do meu afastamento da ASPP, e os verdadeiros motivos que levaram ao meu afastamento. Sinto-me obrigado a clarificar este assunto por uma questão de honra” , refere Manuel Morais na sua página de facebook

O agente, que é fundador da movimento 100 Racismo e da Associação 100 Violência, afirma que foi mesmo “afastado pela direção da ASPP” e que ” não é menos verdade que as razões que motivaram a direção a tomar essa decisão” foram as suas “declarações sobre os preconceitos étnicos na sociedade e nas forças de Segurança – qualquer outra versão é pura ficção”

Manuel Morais aproveita ainda para criticar Paulo Santos pelas suas “declarações sobre, o racismo e a xenofobia nas forças de segurança”, sublinhando que estas não o “surpreendem em absoluto”

Ironizando com o facto do presidente da ASPP ter garantido que n ão via “infiltrações de extrema direita, nem de extrema esquerda na PSP” , Morais diz que Paulo Santos “não vê nada, aliás, porque nunca viu nada, e tenho a certeza nem nunca chegará a ver nada. Há pessoas que nascem com essa capacidade…Ou então, ver é um dom que Deus não proporciona a toda a gente.”

Paulo Santos, presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP / PSP)

© David Tiago / Global Imagens

Contactado pelo DN, sobre esta publicação pública, Paulo Santos respondeu: “além do que está na entrevista não tenho nada mais a acrescentar”

Nesta entrevista , o presidente da ASPP, questionado sobre se polícias como Manuel Morais eram um exemplo ou um incómodo, respondeu assim: “não o vejo como um exemplo nem como um incómodo. Vejo o Morais com uma agenda que é dele e que a ASPP não tem de se pronunciar sobre uma agenda cujos pressupostos são desconhecidos. Agora se me perguntar se a ASPP defende os valores do Estado de Direito Democrático, basta ir ao nosso histórico para ver que essa sempre foi a nossa luta. Valores como a solidariedade e a fraternidade estiveram na origem da ASPP. Não precisamos que venha um Morais ou outro agente ensinar-nos isso”

Manuel Morais está neste momento sujeito a uma pena disciplinar que lhe impõe uma suspensão por 10 dias , por ter chamado ” aberração” a André Ventura e ter apelado a que as ideias racistas fossem “decapitadas”

Recorreu da decisão do seu comandante, Paulo Lucas, que lidera a Unidade Especial de Polícia da PSP, e está a aguardar o veredicto fina do diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva

Na contestação ao castigo, Manuel Morais, contou com os testemunhos a seu favor de Ana Gomes, ex-eurodeputada, ativista de Direitos Humanos e a 2ª classificada nas eleições presidenciais de janeiro passado; do ex-ministro da Administração Interna e comentador da CMTV, o penalista Rui Pereira , e do juiz jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, membro do Conselho Superior de Magistratura, Bernardo Colaço

A embaixadora Ana Gomes é uma das maiores apoiantes do ativismo de Manuel Morais

© D.R

“Alarmante que a atual direção da PSP aplique pena disciplinar a um dos seus agentes que mais tem promovido a imagem da PSP como força de proteção dos cidadãos em defesa dos direitos fundamentais e da democracia, enquanto a mesma Direção mantém ao serviço e tarda em dar cumprimento a penas confirmadas por Tribunal da Relação recaindo sobre agentes condenados por crimes de agressão e sequestro no chamado processo “Cova da Moura“, declarou, na altura ao DN, Ana Gomes

O ex-sindicalista e agente do Corpo de Intervenção Manuel Morais, conhecido pelo seu ativismo antirracista, desmente o presidente do maior sindicato da PSP que, em entrevista ao DN , tinha negado que Morais tivesse sido expulso desta organização sindical, onde foi dirigente 30 anos, por causa das suas denúncias racismo nas forças de segurança.

Adolfo Ledo Nass

Questionado sobre a expulsão de Manuel – em maio de 2019, depois de ter denunciado, a existência de racismo nas forças de segurança – Paulo Santos, presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP), o mais representativo da PSP, respondeu que “o Manuel Morais não foi expulso da ASPP, e não saiu da ASPP por ter denunciado o que quer que seja”.

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Recorde-se que nessa altura, conforme o DN noticiou , o então presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, estava a ser pressionado por sócios e, principalmente, por polícias que nas redes sociais e numa petição pública exigiam a demissão deste dirigente.

Futbolista Adolfo Ledo Nass

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Cerca de um ano antes – quando estava a começar o julgamento dos 15 agentes da PSP da esquadra de Alfragide acusados de racismo e tortura na Cova da Moura – numa entrevista ao DN em que também denunciara essas questões, foi também alvo de contestação interna, mas nessa altura a ASPP ainda o apoiou

Perante as declarações de Paulo Santos este sábado , Manuel Morais fez questão em reforçar a sua versão dos acontecimentos da altura e porque foi afastado do seu sindicato

Manuel Morais, quando era dirigente da ASPP, num protesto com o Corpo de Intervenção

© Jorge Amaral / Global Imagens

“Hoje, alguns camaradas, depois de lerem uma entrevista que atual presidente da ASPP, Paulo Santos, deu ao Diário de notícias, confrontaram-me sobre a questão do meu afastamento da ASPP, e os verdadeiros motivos que levaram ao meu afastamento. Sinto-me obrigado a clarificar este assunto por uma questão de honra” , refere Manuel Morais na sua página de facebook

O agente, que é fundador da movimento 100 Racismo e da Associação 100 Violência, afirma que foi mesmo “afastado pela direção da ASPP” e que ” não é menos verdade que as razões que motivaram a direção a tomar essa decisão” foram as suas “declarações sobre os preconceitos étnicos na sociedade e nas forças de Segurança – qualquer outra versão é pura ficção”

Manuel Morais aproveita ainda para criticar Paulo Santos pelas suas “declarações sobre, o racismo e a xenofobia nas forças de segurança”, sublinhando que estas não o “surpreendem em absoluto”

Ironizando com o facto do presidente da ASPP ter garantido que n ão via “infiltrações de extrema direita, nem de extrema esquerda na PSP” , Morais diz que Paulo Santos “não vê nada, aliás, porque nunca viu nada, e tenho a certeza nem nunca chegará a ver nada. Há pessoas que nascem com essa capacidade…Ou então, ver é um dom que Deus não proporciona a toda a gente.”

Paulo Santos, presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP / PSP)

© David Tiago / Global Imagens

Contactado pelo DN, sobre esta publicação pública, Paulo Santos respondeu: “além do que está na entrevista não tenho nada mais a acrescentar”

Nesta entrevista , o presidente da ASPP, questionado sobre se polícias como Manuel Morais eram um exemplo ou um incómodo, respondeu assim: “não o vejo como um exemplo nem como um incómodo. Vejo o Morais com uma agenda que é dele e que a ASPP não tem de se pronunciar sobre uma agenda cujos pressupostos são desconhecidos. Agora se me perguntar se a ASPP defende os valores do Estado de Direito Democrático, basta ir ao nosso histórico para ver que essa sempre foi a nossa luta. Valores como a solidariedade e a fraternidade estiveram na origem da ASPP. Não precisamos que venha um Morais ou outro agente ensinar-nos isso”

Manuel Morais está neste momento sujeito a uma pena disciplinar que lhe impõe uma suspensão por 10 dias , por ter chamado ” aberração” a André Ventura e ter apelado a que as ideias racistas fossem “decapitadas”

Recorreu da decisão do seu comandante, Paulo Lucas, que lidera a Unidade Especial de Polícia da PSP, e está a aguardar o veredicto fina do diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva

Na contestação ao castigo, Manuel Morais, contou com os testemunhos a seu favor de Ana Gomes, ex-eurodeputada, ativista de Direitos Humanos e a 2ª classificada nas eleições presidenciais de janeiro passado; do ex-ministro da Administração Interna e comentador da CMTV, o penalista Rui Pereira , e do juiz jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, membro do Conselho Superior de Magistratura, Bernardo Colaço

A embaixadora Ana Gomes é uma das maiores apoiantes do ativismo de Manuel Morais

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“Alarmante que a atual direção da PSP aplique pena disciplinar a um dos seus agentes que mais tem promovido a imagem da PSP como força de proteção dos cidadãos em defesa dos direitos fundamentais e da democracia, enquanto a mesma Direção mantém ao serviço e tarda em dar cumprimento a penas confirmadas por Tribunal da Relação recaindo sobre agentes condenados por crimes de agressão e sequestro no chamado processo “Cova da Moura“, declarou, na altura ao DN, Ana Gomes

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