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'Quero fazer uma siliconada, loura e gata', diz Regina Casé, de volta em 'Amor de mãe'

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Orgulho da OMS, Regina apenas reproduz em seu universo particular elementos de uma metodologia adotada, por exemplo, nos estúdios de gravação de “Amor de mãe”. Em meio a frascos de álcool em gel e painéis de acrílico em prol do distanciamento social, a atriz se emocionou bastante ao pisar no set, cinco meses depois da suspensão dos trabalhos

PUBLICIDADE — Estava tão saudosa, que pendurei a bolsinha, a toalhinha e a sombrinha da Lurdes na porta de casa, pedindo a bênção. — conta ReginaAchei que ia chegar no estúdio e falar com sotaque gaúcho, que não ia lembrar mais como ela era. Mas foi eu botar a roupa, que Lurdes se materializou. Nem precisei de aquecimento

Adaptações no set e na trama A nova realidade encontrada pela atriz no set teve de ser cuidadosamente montada pela equipe da novela, especialmente pelo diretor artístico José Luiz Villamarim . Foi preciso se adaptar a uma nova dinâmica entre os atores, limitados pele necessidade de distanciamento

José Luiz Villamarim dirige Nanda Costa (Érica) em uma cena de 'Amor de mãe' Foto: João Miguel Júnior / TV Globo Apesar de reconhecer as dificuldades impostas pelas restrições impostas, Villamarim enxergou tal cenário como uma chance de criar novas linguagens

Tive que mudar toda minha maneira de dirigir, da mise en scène , do contato físico, do espaço. Mas faz parte do meu trabalho pensar novas formas de dirigir. — constata o diretor — “Amor de mãe” era uma novela filmada com planos mais longos, com menos cortes. Só que, a partir do momento que eu tive de fazer menos marcações dos atores em ação, passei a fazer mais planos. Dei uma dinâmica maior na montagem do que na cena em si

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Mas não somente as filmagens da novela tiveram de se adaptar aos novos tempos. Autora da trama, Manuela Dias conta que, assim como quase todo mundo, achou que a pandemia duraria apenas 15 dias. Mas não teve jeito: o coronavírus precisou se tornar personagem de “Amor de mãe”

Dona Lurdes bate, mais uma vez, à nossa porta, pedindo licença para adentrar os lares dos telespectadores com sua ternura, seu sotaque gostoso e seu colo aconchegante . A partir de amanhã, com a volta de “Amor de mãe” ao horário nobre da Globo, o Brasil vai poder relembrar e acompanhar o desfecho da saga dessa mãe de cinco filhos, em busca de Domênico (Chay Suede), seu elo (vendido e) perdido.

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Quem também estava com saudade de Lurdes é Regina Casé, intérprete da personagem. Antes do retorno às gravações, em agosto, ela se refugiou integralmente em seu sítio, no Litoral Fluminense, ao lado do marido, o diretor Estevão Ciavatta, dos filhos, Benedita e Roque, do genro João, e do neto Brás.

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— No primeiro mês, eu não me permitia nem encostar o pé na piscina, pensando nessa tristeza mundial que é a pandemia. — lembra Regina, que depois conseguiu enxergar as benesses do refúgio — Antes, eu saía de manhãzinha para trabalhar e só voltava às 22h, nem via meu marido e meu filho. Imagine a diferença, estando com eles 24 horas por dia..

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Intérprete de Camila, a atriz Jéssica Ellen grava cenas de 'Amor de mãe' Foto: João Cotta / TV Globo Agora de volta à sala de estar dos espectadores com sua Lurdes, a atriz poderá matar a saudade deles sem submetê-los aos rígidos procedimentos sanitários que vem adotando quando recebe visitas no sítio. Por lá, ela recebeu figuras como Caetano Veloso e as amigas de elenco Taís Araújo e Adriana Esteves

Orgulho da OMS Aliás, assim como sua personagem em “Amor de mãe”, Regina mescla acolhimento e firmeza na hora de estabelecer certas regrinhas para abrir as portas de seu recanto. Com direito a exigência de quarentena prévia dos amigos e apresentação de teste negativo para a Covid

Aqui é jogo duro. Algumas pessoas ficam bravas comigo, argumentam que já tiveram a doença. Daí mando voltar ao médico e medir o IgG. — diz a atriz, que completou 67 anos na quarta-feira — Meu protocolo é mais rigoroso que o da Organização Mundial da Saúde.

Orgulho da OMS, Regina apenas reproduz em seu universo particular elementos de uma metodologia adotada, por exemplo, nos estúdios de gravação de “Amor de mãe”. Em meio a frascos de álcool em gel e painéis de acrílico em prol do distanciamento social, a atriz se emocionou bastante ao pisar no set, cinco meses depois da suspensão dos trabalhos

PUBLICIDADE — Estava tão saudosa, que pendurei a bolsinha, a toalhinha e a sombrinha da Lurdes na porta de casa, pedindo a bênção. — conta ReginaAchei que ia chegar no estúdio e falar com sotaque gaúcho, que não ia lembrar mais como ela era. Mas foi eu botar a roupa, que Lurdes se materializou. Nem precisei de aquecimento

Adaptações no set e na trama A nova realidade encontrada pela atriz no set teve de ser cuidadosamente montada pela equipe da novela, especialmente pelo diretor artístico José Luiz Villamarim . Foi preciso se adaptar a uma nova dinâmica entre os atores, limitados pele necessidade de distanciamento

José Luiz Villamarim dirige Nanda Costa (Érica) em uma cena de 'Amor de mãe' Foto: João Miguel Júnior / TV Globo Apesar de reconhecer as dificuldades impostas pelas restrições impostas, Villamarim enxergou tal cenário como uma chance de criar novas linguagens

Tive que mudar toda minha maneira de dirigir, da mise en scène , do contato físico, do espaço. Mas faz parte do meu trabalho pensar novas formas de dirigir. — constata o diretor — “Amor de mãe” era uma novela filmada com planos mais longos, com menos cortes. Só que, a partir do momento que eu tive de fazer menos marcações dos atores em ação, passei a fazer mais planos. Dei uma dinâmica maior na montagem do que na cena em si

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Mas não somente as filmagens da novela tiveram de se adaptar aos novos tempos. Autora da trama, Manuela Dias conta que, assim como quase todo mundo, achou que a pandemia duraria apenas 15 dias. Mas não teve jeito: o coronavírus precisou se tornar personagem de “Amor de mãe”.

— Em uma novela realista como essa, o simples fato da Covid ficar de fora mudaria todo gênero da nossa narrativa. Sem a Covid, a novela se tornaria uma fantasia. — confessa Manuela — Os personagens sofreram as mesmas adaptações que nós. Ficam isolados, lavam compras, usam máscara fora de casa, e também álcool em gel

Só que, a despeito de todas as adaptações apresentadas nesta nova fase, a ansiedade do público, sem dúvida, está voltada para o esperado encontro de Lurdes e Domênico. Um momento que mexe, inclusive, com o coração de Manuela

Villamarim comanda set com Adriana Esteves (Thelma) e Chay Suede (Danilo/Domênico) Foto: João Cotta / TV GloboNada do que toca o público eu escrevo de pernas pro ar. E essa cena eu levei quase uma semana escrevendo. — conta a autora — Tentar imaginar de forma realista como é esse encontro de uma mãe com um filho depois de quase 30 anos… O instinto materno é a força mais poderosa do ser humano

PUBLICIDADE ‘Não dá pra siliconada fazer papel de mulher do povo’ Quem endossa a tese é Regina Casé, mãe zelosa na ficção e na vida real. A atriz se define como “carinhosa, mas muito firme e braba” e se diverte ao relatar o convívio com o filho Roque, de 7 anos, e o neto Brás, de 3

— De dia, sou moleca com eles. A gente dança, brinca, pula a porteira. Eles morrem de rir comigo. Geralmente, a mãe fica do lado de fora, pedindo pro filho sair de dentro d’água, né? Eu sou o contrário, fico com os dedos murchos de tanto tempo mergulhada, chamando todo mundo pra entrar.

Mas para além do apreço pela maternidade, Lurdes e Regina se encontram também na esquina da vaidade

A atriz acredita que o fato de não ser adepta de procedimentos estéticos ajuda na caracterização da personagem, que ela classifica como uma “mulher real e comum”

— Não dá para escalar uma siliconada e plastificada para o papel de uma mulher do povo, que não tem acesso a esses tipos de tratamentos. Não estou julgando quem faz, não. Só estou dizendo que tem poucas atrizes para esse tipo de papel, então eu acabo ficando com ele. — analisa ReginaMas vou te dizer que estou querendo fazer uma siliconada, loura, gata, a poderosa de um condomínio da Barra, para mostrar como sou versátil

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