Do drama às lágrimas + - EntornoInteligente
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23/06/2018 – Jornal do Brasil. / As lágrimas de Neymar, ao final do jogo, dimensionaram bem o drama vivido pela seleção brasileira para derrotar a Costa Rica. Não era para ter sido assim. Nos 90 minutos, prevaleceu o 0 a 0, resultado desastroso e frustrante diante da disparidade técnica entre os dois times. Nos acréscimos, veio a salvação. Primeiro com Philippe Coutinho (mais uma vez eleito o melhor do jogo), depois com Neymar. E o Brasil de Tite respirou aliviado. Vai para a última rodada com boas chances de se classificar em primeiro lugar no seu grupo, o que foi sempre o objetivo. Mas, importante lembrar, o fantasma de uma desclassificação desastrosa ainda não está totalmente afastada.

A vitória de ontem foi sofrida, mas justa. A seleção, porém, continuou devendo aquele futebol envolvente e efetivo das eliminatórias. Contra a Costa Rica, decepcionou no primeiro tempo e só melhorou com a entrada de Douglas Costa, no lugar de Willian, no intervalo. A mexida desentortou o ataque brasileiro que, até então, só conseguia criar jogadas pela esquerda, com Coutinho, Marcelo e Neymar.

Ainda assim o Brasil exagerou nos cruzamentos altos sobre a área, expediente que não é dos mais recomendados, até porque não temos jogadores altos no ataque. A entrada de Firmino, substituindo Paulinho, que teve novamente atuação discreta, supriu um pouco essa deficiência e foi exatamente numa bola escorada por ele, de cabeça, que nasceu o primeiro gol, de Coutinho. O segundo veio em jogada de linha de fundo de Douglas Costa, finalizada por Neymar. Ou seja, os gols nasceram de lances com participação decisiva dos que vieram do banco.

Mudanças à vista? Creio que Douglas Costa, sim, será titular, a partir de agora. Willian foi muito mal nos dois jogos, assim como também já tinha fracassado na Copa no Brasil. Parece que a camisa da seleção lhe pesa nos Mundiais. Já Roberto Firmino, acho que vai esperar um pouco mais. Gabriel Jesus não marcou, mas chegou a cabecear uma bola no travessão e se movimentou bem, participando também da jogada do segundo gol. A médio prazo, no entanto, ainda penso que Firmino ganhará a posição.

Neymar melhorou em relação à estreia: não prendeu tanto a bola, tocando de primeira e se deslocando da esquerda para o meio, sempre buscando o gol. Chegou a ter algumas oportunidades: numa Navas fez boa defesa; na outra, a bola passou raspando a trave. No lance do pênalti que o juiz marcou e depois do VAR voltou atrás, foi vítima de seus gestos espalhafatosos. Tivesse apenas parado, sem abrir os braços teatralmente como fez, talvez o juiz mantivesse a penalidade. Sua (justificada) fama de exagerar nas quedas e nos lances de falta o prejudicou. E ainda levou um cartão amarelo bobo, ao socar uma bola, por se irritar com a cera dos costa-riquenhos. Para compensar, fez o último gol. Mas, assim como a seleção, precisa evoluir. Está devendo.

Pergunte ao Pelé

Jornalista russo perguntou a Pelé, depois do jogo, se a seleção de 70 derrotaria a Costa Rica, hoje.

Claro! – disse o Rei do Futebol.

– De quanto?

– 1 a 0.

– Só 1 a 0???

Claro, afinal, a maioria de nós já tem mais de 75 anos…

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