Coreia do Norte anuncia abandono de moratória nuclear e culpa EUA por sanções 'brutais e desumanas' - EntornoInteligente
Entornointeligente.com /

GENEBRA — O governo da Coreia do Norte disse, nesta terça-feira, que abandonará a moratória de testes nucleares e de mísseis  intercontinentais declarada no início de 2018. Ao anunciar a medida na Conferência de Desarmamento da ONU, Pyongyang culpou o governo dos Estados Unidos , acusando Washington de desrespeitar o prazo de um ano para as negociações entre ambos os lados e para o fim das sanções ” brutais e desumanas “.

Segundo Ju Yong Chol, conselheiro da missão norte-coreana nas Nações Unidas, o país pausou seus testes nucleares e de lançamento de mísseis intercontinentais ao longo dos últimos dois anos “para construir uma relação de confiança com os Estados Unidos”. Washington, no entanto, respondeu com dezenas de exercícios militares realizados em conjunto com Seul, argumentou.

— Conforme ficou claro que os EUA continuam imóveis em sua ambição de bloquear o desenvolvimento da Coreia do Norte e mudar seu sistema político, não encontramos razões para respeitar unilateralmente os compromissos que outros lados falharam ao cumprir — disse Ju, que acusou os EUA de imporem as sanções “mais brutais e desumanas” contra seu país.

Veja também: Embaixador da Coreia do Norte na ONU diz que desnuclearização está ‘fora da mesa de negociação’ com os EUA

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, havia estabelecido o fim de dezembro como data limite para as conversas com os EUA. Em discurso no dia 31 daquele mês, já havia declarado que seu regime abandonaria a moratória e que estava desenvolvendo um novo armamento estratégico, sem dar maiores detalhes. Na ocasião, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, disse que os EUA haviam aberto canais de comunicação, mas se sabe se isso, de fato, aconteceu.

PUBLICIDADE Depois de vários testes bem-sucedidos de foguetes e mísseis em 2017, que sedimentaram o status da Coreia do Norte como potência nuclear, a moratória de 2018 abriu caminho para negociações entre Pyongyang e Washington, com a realização de duas cúpulas entre Kim e Donald Trump.

Leia mais: Kim Jong-un recebeu Moção de Louvor na Câmara Municipal do Rio

As negociações, no entanto, esbarraram na falta de contrapartidas americanas exigidas por Kim e foram interrompidas em fevereiro de 2019. Com apoio da China e da Rússia, a Coreia do Norte defende que cada passo em direção à redução e ao controle de seu programa nuclear militar seja recebido com um alívio das sanções econômicas e militares contra o país. Washington, no entanto, afirma que só uma desnuclearização completa por parte de Pyongyang pode levar ao alívio das sanções.

A decisão norte-coreana anunciada nesta quinta-feira foi recebida com preocupação pelo embaixador do governo americano para o Desarmamento, Robert Wood. Segundo o diplomata, os EUA esperam que a Coreia do Norte “faça a coisa certa” e volte para a mesa de negociação.

O embaixador da Coreia do Sul, Jang-keun Lee, por sua vez, respondeu que as conversas são fundamentais para “manter e aumentar o duramente conquistado momento para o diálogo”. A diretora da do setor de desarmamento da União Europeia, Anne Kemppainen, fez um apelo semelhante para que Pyongyang continue aberta a negociar.

LINK ORIGINAL: OGlobo

Entornointeligente.com

Allanamiento a las oficinas de EntornoInteligente

Adscoins New Single

Adscoins

Nota de Prensa VIP

Smart Reputation