Consertar o Facebook? Não é só "estalar os dedos", levará "anos" - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / expresso / “Esta é uma batalha sem fim: nunca será possível resolver totalmente as questões de segurança”, disse esta quarta-feira o líder do Facebook, numa conferência de imprensa telefónica de 1h na qual o Expresso esteve presente. “Nenhuma medida será perfeita.”

A conferência foi marcada na sequência do último escândalo da rede social, no qual a empresa britânica Cambridge Analytica acedeu a dados de até 87 milhões de pessoas, usados para elaborar um programa informático destinado a influenciar o voto dos eleitores a favor de Donald Trump, durante as últimas eleições presidenciais norte-americanas.

“Gostava de estalar os dedos e em três meses, ou seis, ter resolvido todas estas questões”, disse Mark Zuckerberg, referindo-se não só ao escândalo associado à Cambridge Analytica, mas também a questões como notícias falsas, propaganda política e discurso de ódio na rede social.

“Mas tendo em conta a complexidade do Facebook e das interações entre as pessoas, este será um esforço de vários anos”, especifica, acrescentando que acredita que o Facebook já percorreu um ano naquela que espera que seja uma caminhada “de três anos” para consertar a rede social. A tecnológica já tem 15 pessoas a trabalhar na segurança da rede social e quer aumentar o número para 20 mil até ao final do ano.

Não houve perda de negócio, mas “quebra de confiança” Apesar de vários anunciantes terem afirmado que vão retirar anúncios do Facebook e da onda na internet que apela à saída das pessoas da rede social (através da hashtag #DeleteFacebook ), Zuckerberg diz que estes erros não prejudicaram o negócio. “Não houve um impacto significativo”, garante, referindo que não se verificou uma fuga de utilizadores nem diminuição de receitas significativas. “Mas, atenção, isto não é bom. As pessoas sentem que isto foi uma quebra de confiança e nós temos muito trabalho para a reparar.”

Zuckerberg reforça que o Facebook não vende os dados dos utilizadores a terceiros e que grande parte dos dados que estão a ser usados para fins maliciosos são provenientes de informação que os utilizadores partilham publicamente. Mas, para evitar que estes “atores maliciosos” se aproveitem de informação pública dos utilizadores, diz que a rede social vai deixar de permitir que as pessoas pesquisem perfis com base no seu número de telefone ou endereço de email. Além disso, vai restringir o acesso de aplicações a informações sobre listas e conteúdos de amigos.

A empresa quer também tornar as suas políticas de dados e privacidade mais explícitas para as pessoas, como foi hoje anunciado , bem como as opções de escolha que os utilizadores têm.

O consentimento explícito é uma das exigências do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, que o Facebook terá de respeitar a partir de maio no espaço europeu. “Regulamentos como o RGPD são muito positivos”, defende Zuckerberg. E o líder da tecnológica vai ainda mais longe, com a “intenção de aplicar os mesmos controlos em todo o lado, não apenas na Europa.”

Reconhecendo que a empresa errou no passado ao desconsiderar o impacto as notícias falsas, Zuckerberg realça que foi “irreverente” ao afirmar que o papel do Facebook na sua proliferação era uma ideia “absurda”. E sublinha a necessidade de continuar a reforçar ferramentas como o Fact Checking para derrubar e minimizar o impacto de atores económicos, governamentais, entre outros, que querem influenciar os utilizadores.

Notícia atualizada às 23h50

Consertar o Facebook? Não é só “estalar os dedos”, levará “anos”

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