China faz voo-teste do C919, primeiro jato de passageiros fabricado no país capaz de desafiar a americana Boeing

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XANGAI – A China concluiu neste sábado um voo-teste do C919, primeiro jato de passageiros de fabricação nacional a ser entregue, informou a agência de notícias oficial do país, a Xinhua.

O projeto é visto como um desafio do país asiático à liderança da americana Boeing neste mercado e mais uma forma de credenciar a economia chinesa entre as mais avançadas do mundo.

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Foi o primeiro teste pré-entrega do jato, produzido pela fabricante estatal Commercial Aircraft Corp of China (Comac). O aparelho decolou do Aeroporto de Pudong, em Xangai, e voou por mais de três horas, informou a empresa.

Protótipo do avião de passageiros da Comac, aposta do governo chinês Foto: SeongJoon Cho / Bloomberg A China Eastern, uma das cinco principais companhias aéreas chinesas em linhas domésticas e internacionais, e a Comac assinaram um contrato de aquisição do C919 em Xangai em 1º de março, segundo informação da agência Xinhua. O preço de cada um dos aviões é estimado em US$ 99 milhões

A produção de aviões comerciais na China foi prejudicada por problemas de certificação, já que as rígidas regras de exportação dos EUA atrasaram o envio de peças de reposição ao país asiático. Isso atrasou a entrega do avião prevista inicialmente para o fim de 2021.

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Apesar do plano de autonomia tecnológica, o modelo chinês ainda depdente de peças estratégicas de multinacionais americanas como a GE.

Imagens mostram como vão operar os ‘carros elétricos’ que podem tomar os céus do Brasil a partir de 2025 O eVTOL demandará uma infraestrutura bem mais simples que a necessária para os aviões nos aeroportos. A decolagem é vertical, como helicópteros e drones, dispensando longas pistas. Com a vantagem de o motor elétrico ser bem mais silencioso que o dos helicópteros, que ganharão forte concorrente Foto: Divulgação / Reprodução Simulação de voo do modelo de eVTOL da alemã Lilium, que a Azul quer trazer ao Brasil a partir de 2025 para trajetos curtos, como Rio-Búzios ou São Paulo-Guarujá Foto: Reprodução / Divulgação Azul firmou parceria com a alemã Lilium para trazer ao país 220 carros voadores a partir de 2025. Os modelos elétricos têm autonomia de 200 quilômetros entre uma recarga e outra Foto: Divulgação A start-up alemã Lilium desenvolve o carro elétrico que a Azul quer trazer para o país: fabricante tem um dos cerca de 140 projetos do gênero em desenvolvimento no mundo Foto: Reprodução / Divulgação A Azul avalia que esse tipo de aeronave elétrica terá um custo baixo para os passageiros, ampliando o acesso a voos curtos a quem hoje não pode pagar por uma viagem de helicóptero Foto: Divulgação Pular PUBLICIDADE O interior do Lilium parece confortável e parece uma mistura de avião com automóvel: cabem seis passageiros e um piloto. E há ainda um compartimento para bagagens a bordo Foto: Reprodução / Divulgação Azul aposta nesse tipo de veículo voador para abrir um novo nicho de mercado. O desafio será certificar o novo modal e garantir a segurança dos passageiros. Foto: Divulgação Simulação de embarque no Lilium, veículo voador elétrico que tem capacidade para seis passageiros e um piloto. Decolagem é vertical, como os helicópteros. Azul quer operá-los no Brasil a partir de 2025 para voos curtos, como entre São Paulo e Guarujá ou Rio e Paraty. Foto: Reprodução/Divulgação Carro voador da Lilium tem autonomia de 200 quilômetros, a maior entre os concorrentes. Será ideal para substituir viagens de carro de curta distância. Um carioca poderá chegar a Búzios em minutos, por exemplo, para um fim de semana no balneário. Nada mal sobrevoar os engarrafamentos enquanto os motoristas padecem lá embaixo. Foto: Divulgação / Reprodução Ainda em fase de testes, o eVTOL da Lilium tem um desafio para a frente: a certificação para poder voar comercialmente. Por isso a aliança com uma companhia aérea como a Azul faz sentido agora: a experiência de quem já sabe certificar aviões pode ajudar a enfrentar uma regulação num modal de transporte totalmente novo Foto: Divulgação/Reprodução Poucos países no mundo são capazes de fabricar aviões comerciais. O desenvolvimento do avião de passageiros chinês é um passo do país asiático na direção de desafiar o duopólio mundial protagonizado pela americana Boeing e a europeia Airbus no mercado de grandes aeronaves comerciais.

A brasileira Embraer disputa o segmento de passageiros de menor porte, o mesmo da canadense Bombardier, que se associou à Airbus. 

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