Chefes de Estado e do Governo de Cabo Verde lamentam morte de bispo emérito Paulino Évora - África - Correio da Manhã - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / Os chefes do Estado e do Governo de Cabo Verde, bem como outras individualidades, lamentaram este domingo a morte do bispo emérito da Diocese de Santiago de Cabo Verde, Paulino Livramento Évora. Paulino Livramento Évora morreu este domingo aos 88 anos na cidade da Praia, anunciou a Diocese de Santiago de Cabo Verde. Para o Presidente da República cabo-verdiano, Paulino Livramento Évora foi “uma personalidade de referência na vida nacional, particularmente no pós-independência”. “Cabo Verde perde uma personalidade que teve uma importância crucial na afirmação da Igreja Católica em Cabo Verde, figura de referência na missão de evangelização da igreja”, disse Jorge Carlos Fonseca, citado pela agência de notícias cabo-verdiana, Inforpress. O primeiro-ministro de Cabo Verde recordou o bispo Paulino Livramento Évora como “um homem que serve de exemplo” à sociedade “pelos seus valores, sensibilidade e dedicação à causa do amor aos outros”. Na rede social Facebook, Ulisses Correia e Silva escreveu: “É também um homem discreto, sereno e uma personalidade muito forte e marcante, cujo pensamento contribuiu inegavelmente para um certo percurso que o país teve”. Após ser conhecida a morte do pontífice, o Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional, a partir de segunda-feira, conforme avançou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire. Por seu lado, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, referiu-se ao bispo Paulino Évora como um homem que marcou profundamente a evolução da Igreja Católica e o sentimento cristão dos cabo-verdianos. Para Jorge Santos, o momento é de luto e também para recordar os feitos positivos e todo o projeto de evolução da Igreja Católica conseguidos com o contributo do bispo Paulino Évora. Também o maior partido da oposição em Cabo Verde (PAICV) lamentou a morte do bispo emérito de Cabo Verde, considerando-a uma perda com “contornos irreparáveis” para o país. “Dom Paulino Évora foi o primeiro bispo do Cabo Verde independente marcando, assim, o início de uma era em que o prelado da terra foi ganhando maior expressão e intervenção mais proeminente no percurso da afirmação e consolidação da espiritualidade católica do povo das ilhas”, lê-se na nota do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV). Na rede social Facebook, o ex-primeiro-ministro de Cabo Verde José Maria Pereira Neves recordou alguns dos momentos que partilhou com o religioso. “Rejubilei de alegria quando, nas vésperas da independência, foi nomeado bispo por Paulo VI. Primeiro bispo cabo-verdiano, veio trazer-nos a mensagem da libertação”, lê-se na mensagem. O antigo chefe do Governo disse que nem sempre estiveram de acordo, mas que sempre falaram com “muita sinceridade e respeito mútuo”. “Foi assim, em 2000, quando fui eleito presidente do PAICV, foi assim durante todo o tempo em que exerci as funções de primeiro-ministro e ele de bispo de Santiago de Cabo Verde”, referiu. Dados da Diocese indicam que o bispo emérito nasceu na cidade da Praia, capital de Cabo Verde, em 22 de junho de 1931. Ordenado sacerdote em Carcavelos, no concelho português de Cascais (distrito de Lisboa), em 16 de dezembro de 1962, foi eleito bispo de Cabo Verde em 21 de abril de 1975. Paulino Livramento Évora foi sagrado bispo em Cacuso, Angola, em 01 de junho de 1975 e a sua entrada solene na diocese deu-se em 22 de junho de 1975. Era bispo emérito desde julho de 2009. Continuar a ler
LINK ORIGINAL: Correio da manha

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