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Castro sanciona tombamento do prédio da Escola Municipal Doutor Cícero Penna, em Copacabana

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Entornointeligente.com / RIO — O governador Cláudio Castro sancionou o Projeto de Lei que considera o prédio da Escola Municipal Doutor Cicero Penna, em Copacabana, como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio do Janeiro para fins de preservação. Assim, o imóvel da escola, que tem cerca de 660 alunos, não poderá sofrer nenhum tipo de alteração estrutural nem ser comercializado. Na última terça-feira, a Alerj havia aprovado o PL por unanimidade e em discussão única.

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De acordo com o deputado Dionísio Lins (Progressista), autor do PL, o objetivo é o de manter a característica de um prédio considerado histórico pela sociedade acadêmica e pelos moradores do bairro, proibindo qualquer tipo de reforma ou obra que altere as características da escola, exceto nos casos de manutenção, reparo e modernização da fachada e de seu interior.

— Na década de 1920, antes de morrer, o doutor Cícero Penna deixou registrado em cartório o desejo de que o imóvel onde morou por muitos anos com a família, fosse doado para a prefeitura para se tornar uma escola pública — disse o parlamentar. — Hoje, o colégio é considerado um dos mais tradicionais e conceituados do município, com ensino e professores de qualidade e a participação ativa da comunidade.

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Dionísio conta que a decisão de doar o prédio partiu de Cícero Penna, que sofria de câncer no estômago e já estava no final de sua vida, quando alterou o testamento após ter visto deitado de sua cama seus familiares experimentando os fraques e casacas de que tanto gostava, como se estivessem dividindo antecipadamente seu espólio. Ele lembra ainda que, em 1960, o palacete foi demolido pelo ex-governador Carlos Lacerda e abrigou a Embaixada de Cuba. A família recorreu e o imóvel voltou a funcionar como escola por decisão da justiça.

No início do mês, conforme divulgou o colunista Ancelmo Gois , o prefeito Eduardo Paes havia anunciado que queria se desfazer de uma série de imóveis na Zona Sul, na Barra e no Recreio com o objetivo de fazer caixa — incluindo o prédio da escola e seu terreno de 913 metros quadrados que atrai muita atenção do mercado imobiliário, onde poderia ser instalado um edifício de até 12 andares no lugar. Rubem Vasconcellos, da Patrimóvel, chegou a estimar que, no mercado, o metro quadrado de um novo apartamento no local da escola poderia chegar a R$ 32 mil .

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No dia 6, o intuito da prefeitura chegou a gerar protestos de professores, alunos e seus responsáveis que passaram pela escola , além da própria associação de moradores de Copacabana. A comunidade chegou a preparar um abaixo-assinado com mais de 6.500 assinaturas para ser entregue à Câmara dos Vereadores.

Com o tombamento, se encerram também as áreas disponíveis para a construção de prédios na Avenida Atlântica desde que a Casa de Pedra, próximo à esquina da Rua Santa Clara, foi demolida há oito anos, sendo também a última casa que ainda existia na orla de Copacabana.

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