Carta de Iglesias aos militantes: Para "governar em minoria" com o PSOE, é preciso "ceder em muitas coisas" - EntornoInteligente
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O líder do Unidas Podemos, Pablo Iglesias, enviou esta quinta-feira uma carta aos militantes do partido, reconhecendo que iriam “governar em minoria” num Executivo do PSOE e advertindo que pelo caminho encontrarão “muitos limites e contradições”. “Teremos de ceder em muitas coisas”, admite, ao mesmo tempo que sublinha que “o céu é alcançado com perseverança”.

Apenas dois dias após as eleições de domingo, o Podemos e o PSOE, liderado pelo primeiro-ministro em funções Pedro Sánchez, fecharam um pré-acordo de Governo com dez pontos. “A situação política em Espanha estava bloqueada há muito tempo”, afirmou Sánchez na terça-feira, antes de assinar, perante as câmaras, o documento com Iglesias. “O que em abril era uma oportunidade histórica passou a ser uma necessidade histórica”, disse Iglesias. Os dois líderes selaram o pacto com um abraço.

Se a investidura avançar, Iglesias será vice-presidente do Governo e, na missiva dirigida aos militantes, refere que se começa agora a “cumprir o objetivo” com que o partido nasceu há cinco anos, alertando, todavia, que não será uma tarefa fácil. “Temos pela frente a tarefa histórica e emocionante de participar num Governo que equilibra a balança a favor da maioria”, acrescenta. E adverte: “Haverá quem invista muitos milhões de euros e muitas horas de televisão na tentativa de nos desmobilizar, frustrar e convencer de que não é possível”.

A “vacina contra a extrema-direita” Ainda não é conhecida a distribuição das pastas no Governo. O PSOE desdobra-se em reuniões com os partidos minoritários na tentativa de conseguir o apoio necessário para que o Executivo tome posse antes do Natal. O Podemos tem-se mantido em silêncio desde a assinatura do pré-acordo, lembra o jornal “El País” , com exceção feita à carta de Iglesias.

Desde que em abril conquistou 42 assentos parlamentares, o Podemos permaneceu inabalável na exigência de um Governo de coligação, algo a que o PSOE sempre se opôs. Essa exigência parecia ainda mais longe de ser atendida na noite de domingo, tendo em conta que o Podemos perdeu sete deputados. O avanço meteórico (ainda que antecipado pelas sondagens) do partido de extrema-direita Vox terá levado a tornar possível aquilo que sempre se desenhou como uma impossibilidade.

“A única coisa que não caberá no acordo é o ódio, o confronto entre espanhóis”, garantiu na terça-feira o primeiro-ministro. O pacto é para quatro anos de legislatura, assegurou Sánchez, e aberto a outros partidos: “Não há motivo para mais bloqueios. Apelamos à responsabilidade de todas as forças políticas.” Iglesias chamou-lhe “vacina contra a extrema-direita”.

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