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Campanha de Trump muda processo na Pensilvânia e pede que Legislativo republicano escolha vencedor no estado

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WASHINGTON — A campanha do presidente Donald Trump mudou novamente seu argumento no processo em que contesta a vitória de Joe Biden na Pensilvânia, ação-chave para suas tentativas de reverter o resultado do pleito na Justiça. Buscando bloquear a certificação do triunfo democrata, o presidente agora argumenta que o Legislativo local, controlado por seus partidários republicanos, deve escolher o vencedor no estado, sob a alegação, sem fundamentos, de que houve fraude nas eleições. Em outra frente, a campanha anunciou que estava retirando a ação em que pedia a impugnação dos resultados em Michigan.

O objetivo da mudança na Pensilvânia, assim como o da enxurrada de processos movidos em estados-chave vencidos por Biden, é tumultuar a certificação dos resultados do pleito do último dia 3, que deverá confirmar a eleição democrata. Trump e seus aliados pressionam autoridades republicanas a não reconhecerem os resultados, que devem ser certificados em todas as unidades da federação até 8 de dezembro, seis dias antes da reunião do Colégio Eleitoral.

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A campanha do presidente já cogitava havia dias recorrer à Justiça para pedir que Legislativos estaduais controlados por republicanos escolhessem o vencedor nos estados-chave onde perderam, ignorando o voto popular, mas esta é a primeira iniciativa concreta nesse sentido. A medida, no entanto, deverá fracassar, já que vai contra a lei da Pensilvânia,  e os próprios líderes do Partido Republicano local já disseram que essa opção não está sobre a mesa.

A Pensilvânia é central para os avanços republicanos: sem seus 20 delegados, qualquer esforço de reverter a vitória de Biden torna-se ainda mais difícil. O democrata tem um total de 306 votos no Colégio Eleitoral, 36 a mais que o necessário para se eleger. No voto popular, lidera por mais de 5,8 milhões de votos.

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A terceira e mais recente versão da ação federal no estado, onde Biden tem uma vantagem superior a 82 mil votos, volta a argumentar que os direitos constitucionais da campanha foram violados porque seus observadores supostamente não puderam acompanhar a aferição dos votos. Em um processo paralelo, no entanto, a Suprema Corte estadual decidiu que o acesso dos observadores à apuração foi adequado.

Nos documentos apresentados na quarta-feira, os republicanos caracterizam a decisão do principal tribunal estadual da Pensilvânia como “claramente inconsistente” e contrária às normas internacionais. A defesa do presidente também acusa os juízes de serem tendenciosos politicamente, algo que também não há evidências de ser verdade.

O argumento de inconstitucionalidade estava presente na primeira versão do processo, mas havia sido eliminado em uma moção impetrada no domingo por advogados que abandonaram a ação no dia seguinte. Eles foram substituídos por Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado pessoal de Trump, que atribuiu o recuo anterior a um erro da antiga equipe jurídica.

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PUBLICIDADE Na manhã desta quinta, o advogado de Trump e ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, disse que a campanha estava retirando a ação em que contestava os resultados em Michigan. A campanha vinha tentando impedir o condado de Wayne, que inclui Detroit, de certificar o resultado. Mais populoso do estado, o condado votou pesadamente em Biden, dando-lhe 68% dos votos contra 31% para Trump. As autoridades eleitorais chegaram a se recusar a certificar o resultado, mas acabaram voltando atrás devido à pressão dos próprios eleitores.

“Nesta manhã estamos retirando nosso processo em Michigan como resultado direto de termos obtido o alívio que buscávamos: impedir que a eleição no Condado de Wayne seja prematuramente certificada antes de os moradores terem a garantia de que todo voto legal foi contado”, disse Giuliani em comunicado.

Recontagem na Geórgia Giuliani argumenta que até 1,5 milhões de votos legais pelo correio “não deveriam ter sido contados” — votos estes originários de sete condados maciçamente favoráveis a Biden. O novo documento também mantém a afirmação de que eleitores de condados de maioria democrata puderam corrigir erros em suas cédulas. Isto, alegam, caracterizaria tratamento diferenciado ao dado a eleitores em condados de maioria republicana.

A moção mais recente foi apresentada pela defesa de Trump apenas um dia após a audiência de cinco horas em que a Promotoria pediu para que o processo fosse descartado. Durante a sessão, o juiz federal Matthew Brann mostrou reticência diante do argumento republicano e cancelou uma segunda audiência marcada para esta quinta, algo que alimentou especulações de que pode atender ao pedido da Promotoria.

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Sem embasamento, os processos movidos pela campanha de Trump em estados onde foi derrotado acumulam derrotas. Até o momento, o presidente não conseguiu anular sequer um voto, e as recontagens também não deverão favorecê-lo.

Na Geórgia, onde a recontagem manual deverá terminar nesta quinta e ter seu resultado certificado na sexta, o secretário de Estado local, o republicano Brad Raffensperger, disse que o resultado favorável a Biden, que venceu por pouco mais de 14 mil votos, deverá ser mantido.

Em Wisconsin, onde a campanha republicana pagou US$ 3 milhões de votos para recontar os votos nos condados de Milwaukee e Dane, onde Biden venceu com folga. Em 2016, a então candidata do Partido Verde, Jill Stein, também pediu uma recontagem por lá, mas a mudança foi mínima: Trump “ganhou” 844 votos enquanto a democrata Hillary Clinton somou 713 ao seu total. Biden lidera no estado por uma margem de 20,5 mil.

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