Caixa estuda linha de financiamento habitacional com juros fixos, sem correção - EntornoInteligente
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BRASÍLIA — O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, reafirmou que o banco estuda lançar uma linha de financiamento habitacional com taxa de juros fixa, sem qualquer tipo de correção, como TR (Taxa Referencial) e inflação (IPCA). Ele disse que essa nova modalidade de crédito imobiliário está sendo discutida com o ministro da Economia Paulo Guedes e deverá estar disponível em até dois anos.

— Daqui a um ano e meio, dois anos, a gente começa a emprestar sem correção nenhuma, de IPCA e de TR — disse Guimarães em evento realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

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Ele aproveitou e fez uma balanço da linha de financiamento corrigida por  IPCA mais juros entre 2,5% e 4,95% ao ano,  lançada no fim de agosto.  Em menos de um mês, foram emprestados R$ 100 milhões nessa modalidade e outros R$ 500 milhões em empréstimos já foram analisados pelo banco. O número de consultas no site chegou a 2,1 milhões, no período.

— Há casos em que as pessoas acham que as simulações no site estão erradas porque o valor da prestação cai muito ­— disse o presidente da Caixa.

Ele admitiu que há risco inflacionário nessas operações, mas que isso é mais preocupante nos primeiros cinco anos do contrato. Contudo, o cenário existente hoje no Brasil é de queda na inflação. Por isso, a Caixa tem planos para lançar uma modalidade sem correção, explicou.

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O presidente da Caixa assegurou ainda que os atrasos nas operações de crédito do programa Minha Casa Minha Vida começam a ser regularizados nesta quarta-feira e devem estar totalmente normalizados até quinta-feira.

PUBLICIDADE Guimarães afirmou que a Caixa quer securitizar (vender) as primeiras carteiras de crédito atreladas à inflação ainda este ano. Assim que o volume atingir R$ 1 bilhão, destacou, metade será securitizada. 

A demanda chega a R$ 30 bilhões, disse ele. Já os contratos atrelados à TR, atualmente zerada,  não despertam interesse de investidores. Na avaliação dele, isso ocorre porque a definição da TR é complexa e envolve critérios subjetivos por parte do Banco Central. 

No evento, Guimarães defendeu a busca de  alternativas para que o setor da construção não fique dependente do governo e das fontes  tradicionais como  FGTS e  poupança. Para ele, a  securitização é a solução.

— Todos nós  queremos previsibilidade e isso vem com a  possibilidade de ficar menos  dependente do governo e ter o mercado financiando o setor, como ocorre em outros países.
LINK ORIGINAL: OGlobo

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