BRASIL: Viúva de Marielle diz a Pezão que as mãos dele ficarão sujas de sangue até solução do crime - EntornoInteligente

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RIO – A viúva de Marielle Franco, Monica Tereza Benício, afirmou que “haverá sangue nas mãos do governador até que a Policia Civil resolva a morte da vereadora”. Ela participou da reabertura da Biblioteca Parque de Manguinhos que rebatizada com o nome da vereadora assassinada há 15 dias, na manhã desta quinta-feira.

Veja também ‘O legado que ela deixou é o que me motiva hoje’, diz mãe de Marielle à revista Grafiteiros fazem homenagem a Marielle em muros do Rio Morte de Marielle é ‘primeiro grande desafio da intervenção’, diz Torquato – O estado não faz mais do que sua obrigação reabrir (a Biblioteca Parque) porque é dever dele dar cultura para os povos favelados – alfinetou.

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A unidade estava fechada desde dezembro de 2016. Para que as atividades fossem retomadas em Manguinhos, foram necessários reparos na rede elétrica, no cabeamento para uso dos computadores, recolocação de forro no teto, higienização do acervo, reconstrução de um muro e conserto dos aparelhos de ar condicionado.

O deputado André Lazaroni (PMDB) discursou na reabertura. Disse que conhecia a vereadora, mas chamou-a de Mariene. Foi corrigido pela plateia. A mãe de Marielle, Marinete Franco, o vereador Tarcísio Motta (PSOL) e o secretário estadual de Cultura, Leandro Monteiro, também discursaram. Quando o governador Luiz Fernando Pezão pegou o microfone para discursar foi recebido com vaias.

– Retorno triste por esses dias que ficaram fechados – disse o governador, logo consertado pela plateia.

– Foi mais de um ano. Não foram dias, não – disse alguém.

Os pais de Marielle, Marinete da Silva e Antônio Francisco da Silva, participaram da solenidade que homenageou a filha. Marinete discursou e demonstrou sua indignação com o crime brutal.

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– Tenho muita indignação. Foi um ato covarde! (Marielle) começou na política como filha como mulher, como mãe e com tudo o que ela pregava e acreditava em seus projetos sociais. É uma tristeza profunda! Não vou nem falar da Marielle como política, vou falar como filha. Quando a Marielle entrou na política diretamente, antes de trabalhar como o Marcelo (Freixo, deputado estadual pelo PSOL), eu temia muito, não por ela, mas mais pelo Marcelo. Eu não queria. Mas ela era teimosa, objetiva, era forte. Ela não ia mudar em nada. Ela se envolveu em muitos projetos, mas eu nunca imaginei que ela fosse chegar tão longe. Era uma mulher vibrante, amorosa, era uma mãe boa e filha também. E a covardia que fizeram com a minha filha não tem tamanho! É inadmissível por que Marielle não tinha motivo para isso. Ela sempre se envolveu em projetos sociais variados. Desde criança. Não tenho nem o que falar. Só agradecer – comentou a mãe de Marielle.

Pezão enfatizou a importância de rebatizar a biblioteca com o nome de Marielle.

– Importante para perpetuar uma comunidade pobre como a de onde vem a Marielle, a Maré – comentou.

BRASIL: Viúva de Marielle diz a Pezão que as mãos dele ficarão sujas de sangue até solução do crime

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