BRASIL: UE dá duas semanas para Facebook responder sobre roubo de dados - EntornoInteligente

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BRUXELAS – O braço executivo da União Europeia , a Comissão Europeia, anunciou nesta terça-feira que o Facebook tem duas semanas para responder sobre o vazamento de informações pessoais de cerca de 50 milhões de usuários à empresa de análise de dados Cambridge Analytica , que trabalhou na eleição americana de 2016 para a campanha do presidente Donald Trump.

A CE também pediu à rede social que informe as medidas que a empresa pretende tomar para evitar casos similares no futuro, segundo carta enviada na segunda-feira pela comissária europeia da Justiça, Vera Jourova.

“Escrevo para entender melhor como os dados de usuários do Facebook, incluindo potencialmente os de cidadãos da UE, caíram em mãos de terceiros sem que soubessem e sem o seu consentimento”, escreve Jourova na carta dirigida à diretora operacional e número dois da rede social, Sheryl Sandberg. “Agradeceria uma resposta nas próximas duas semanas”, completa.

Apesar de um pedido de desculpas, o Facebook não conseguiu calar a polêmica por não proteger de modo suficiente os dados de seus usuários após as revelações de que a Cambridge Analytica utilizou dados de 50 milhões de pessoas a favor da campanha eleitoral de Donald Trump.

“Existe a intenção de mudar algo no enfoque da responsabilidade social da empresa, em particular no que diz respeito à transparência com os usuários e com as autoridades de regulamentação?”, pergunta a comissária europeia.

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O caso estará na agenda de uma reunião dos 28 países da União Europeia na quinta-feira e sexta-feira em Bruxelas. O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, convidou o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, a apresentar explicações aos eurodeputados.

Nesta terça-feira, o delator que revelou o vazamento de dados da CA, Christopher Wylie, depõe ao Parlamento britânico sobre a influência da companhia no Reino Unido e nos Estados Unidos.

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AUSÊNCIA NO PARLAMENTO EUROPEU

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, informou o Parlamento britânico que não irá depor diante dos legisladores, que foram um dos primeiros a convocá-lo para prestar esclarecimentos. Em carta enviada à Casa, ele disse que, em seu lugar, enviará o chefe de tecnologia da empresa, Mike Shcroepfer, ou seu representantes de produtos Chris Cox para falar na Comissão de Assuntos Digitais, Cultura, Mídias e Esportes do Parlamento.

Ainda assim, a comissão disse que gostaria que Zuckerberg comparecesse, considerando a possibilidade de organizar uma sessão em pessoa ou via transmissão de vídeo. O chefe do grupo, Damian Collins, disse que é surpreendente que ele não esteja preparado para ser interrogado

– Buscaremos esclarecer com o Facebook se ele está disponível para fornecer evidências, já que não está claro na correspondência, e ver se ele está disponível para dar provas, então gostaríamos de fazer isso em pessoa ou por ligação de vídeo – disse Collins. – Há questões de importância e preocupação fundamental aos usuarios do Facebook, além do nosso inquérito. Certamente pedimos a ele que repense caso ele tenha algum zelo pelas pessoas que usam os serviços de sua empresa.

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Zuckerberg se desculpou na semana passada pelos erros do Facebook e prometeu medidas mais duras para restringir o acesso dos desenvolvedores à informação em questão. Os escândalo fez com que as ações da empresa caíssem fortemente, diminuindo o valor de mercado dela.

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A diretor de Política Pública do Facebook no Reino Unido disse aos legisladores que Scroepfer ou Cox estão em melhor posição para responder perguntas:

“O Facebook reconhece plenamente o nível de interesse público e parlamentar nestes temas e apoia a crença de que estes assuntos devem ser abordados por aqueles que estão em uma posição de poder dentro dos níveis mais altos da companhia”, escreveu Rebecca Stimson. “Como tal, o senhor Zuckerberg pediu pessoalmente a um de seus adjuntos que se ponha a dispoisção para testemunhar em pessoa na comissão”.

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