BRASIL: Rublo russo tem maior queda desde 2016 em reação a sanções dos EUA - EntornoInteligente

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MOSCOU – O rublo russo registrou sua maior queda diária em mais de dois anos nesta segunda-feira, e ações das maiores companhias russas também recuaram em uma reação preocupada de investidores à nova rodada de sanções americanas contra empresários e autoridades da Rússia.

As penalidades, anunciadas na sexta-feira passada, tiveram como alvo magnatas próximos ao presidente Vladimit Putin em retaliação à suposta interferência russa na eleição americana em 2016. O chefe de Estado dos EUA, Donald Trump, tem sido alvo de críticas por suavizar punições contra a Rússia pela ação ilegal no pleito que elegeu o republicano. O procurador especial Robert Mueller está à frente da investigação que apura um possível conluio entre a campanha de Trump e o governo russo.

O impacto das novas sanções podem ameaçar a frágil recuperação econômica da Rússia, que estava apenas começando a se estabelecer após a primeira onda de punições implementadas contra o país em 2014, com a anexação da região então ucraniana da Crimeia.

A moeda russa despencou a seu menor nível desde novembro do ano passado, sendo vendida a US$ 60,24. Foi a maior queda diária desde janeiro de 2016.

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No mercado acionário, o magnata do setor de extração de alumínio Oleg Deripaska viu os papéis de uma de suas companhias estagnar enquanto os de outra caíram 34% após a aparição de seu nome entre os sete chamados “oligarcas” penalizados pelos EUA.

O índice RTS recuou mais de 11%, enquanto o MOEX caiu mais de 9% — chegando aos menores níveis desde setembro e novembro, respectivamente.

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GOVERNO PREPARA AJUDA

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse que Moscou está acompanhando a movimentação dos mercados de perto, mas que uma avaliação do impacto das sanções ainda levará tempo:

— A situação é bem escandalosa do ponto de vista da legalidade, pois atropela todos os tipos de normas. Então uma análise minuciosa é necessária — disse Peskov.

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev ordenou nesta segunda-feira que o governo prepare medidas de apoio às instituições sancionadas e elabore possíveis medidas de retaliação. No entanto, a qualquer reação russa pode vir a ser ineficaz, já que boa parte dos negócios americanos tem pouca exposição russa.

Até mesmo empresas que não foram alvo de sanções estão sendo afetadas. A mineradora de aço Evraz teve a maior queda no índice FTSE100 nesta segunda-feira, com recuo de 8%, enquanto a empresa de extração de outo Polyus viu seu título para 2023 recuar a um mínimo recorde.

DE OLHO NO ALUMÍNIO

A United Company Rusal, centro do império global do alumínio de Deripaska, registrou queda de mais de 50% no preço da ação nesta segunda-feira. A companhia disse em comunicado que o impacto das sanções poderia desencadear falhas técnicas em algumas de suas dívidas. Os títulos lastreados em dólar caíram com força diante do medo de calote, enquanto os papéis com lastro em rublo recuaram 17%.

“A Rusal provavelmente terá de ser resgatada por bancos estatais russos”, avaliou um analista da TS Lombard, acrescentando que Deripaska provavelmente terá de vender sua participação na Norilsk Nicek, marcando sua derrota na disputa pelo controle do setor de metais com o empresário Vladimir Potanin.

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As sanções significam que as companhias russas enfrentam a perspectiva de perderem acesso ao mercado americano, que respondeu por cerca de 14% da receita da Rusal no ano passado, segundo analistas do Promsvyazbank. Porém as empresas poderiam também entrar em conflito em outros mercados diante da possível fuga de investidores que buscam reduzir a exposição.

A companhia de engenharia suíça Sulzer decidiou recomprar 5 milhões de suas próprias ações do Renova Group após reunião de emergência no domingo, para reduzir a participação da Renova para menos de 49%. Viktor Vekselberg, líder do grupo russo, foi incluído na lista de executivos sancionados.

Embora a gigante russa do gás Gazprom não tenha sido sancionada, Alexei Miller, seu chefe-executivo, apareceu na lista de sanções. Isso poderia criar dilemas legais complicados para vários sócios estrangeiros da companhia. A maoria está sob a jurisdição europeia, mas não querem se prejudicar também sob a lei americana.

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