BRASIL: Os sete pecados do Vasco até o rebaixamento - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / OGlobo / JOINVILLE – Neste domingo, o Vasco teria escapado do rebaixamento, caso tivesse vencido o Atlético-PR, em Joinville, já que o Botafogo derrotara o Criciúma, resultado que ajudaria o time da Colina. Mas a equipe foi goleada por 5 a 1 e sofreu o segundo rebaixamento em cinco anos . Em 2008, o time também fracassou na tentativa de permanecer na Série A. Abaixo, os sete pecados do clube neste ano:

1) Debandada no final de 2012 . Os problemas de 2013 tiveram início no final do ano de 2012. No decorrer do ano o clube já tinha perdido três jogadores de peso com passagem pela seleção brasileira como Diego Sousa, Alan e Rômulo. O golpe se acentuaria com as saídas do goleiro Fernando Prass, o volante Nílton que comemora o título brasileiro pelo Cruzeiro e o zagueiro Dedé, também campeão pelo clube mineiro esse ano. Esses são apenas alguns dos nomes mais conhecidos. Houve um enfraquecimento geral para a temporada 2013.

2) Reposição a custo zero . A perda de jogadores importantes não foi coberta com uma reposição do mesmo nível. Os reforços do Vasco vieram todos negociados na base do “custo zero”. O resultado foi um elenco sem grandes atrações e praticamente formado a partir do que sobrou no mercado. A situação chegou a um ponto em que quase diariamente era apresentado um jogador em Pinheiral durante a pré-temporada. Alguns, caso do volante Sandro Silva chegou a ser apresentado, e dado entrevista como jogador do Vasco. Mas sua situação só foi resolvida quase dois meses depois.Outros jogadores também demoraram a ter a situação totalmente resolvida. O caso de Juninho é outro exemplo. O maior reforço da temporada, Juninho Pernambucano, voltou dos Estados Unidos e decidiu colaborar com o clube jogando pelo que ainda tinha a receber de contratos anteriores.

3) Asfixia Financeira . A necessidade de vender os direitos econômicos de seus principais jogadores incluindo aí alguns jogadores das divisões de base foi acelerado pelo fato do clube viver em estado de asfixia financeira. Sem conseguir regularizar as dívidas com o governo, fato acontecido apenas em outubro desse abi, a diretoria enfrentou sérios problemas para pagar os salários e cumprir seus compromissos. O resultado se refletiu no campo. A solução de pagar um salário quando se aproximava o terceiro mês de atraso salarial foi uma constante e gerou muito desgaste na relação diretoria, jogadores, comissão técnica. Reuniões foram feitas para resolver o assunto e houve muita discussão desde o início do ano. A falta de dinheiro gerou problemas até de infra estrutura. Falta de água, suplementos para os atletas.

4) Apostas Equivocadas . Mesmo com dificuldades para contratar o preenchimento das posições dos jogadores do Vasco foi feita de forma precária. A começar pelo gol a escolha foi sempre complicada. O Vasco perdeu o goleiro Fernando Prass e contratou via internet o goleiro Michel Alves da Série B para o seu lugar. O clube tinha Alessandro que estava na reserva do clube e Diogo Silva que veio do Nova Iguaçu. Todos eram apostas mas nenhum deles uma certeza.Na prática aconteceu um rodízio e nenhum dos goleiros conseguiu ser absoluto na posição. Muitos dos erros foram constatados no Estadual e nem assim foi tomada uma providência em uma posição de absoluta confiança. Em muitas posições houve um acúmulo de jogadores como volantes enquanto o investimento em armadores foi pequeno. Também houve um certo desnível entre titulares e reservas. Tudo colaborou para a sucessão de problemas.

5) Rodízio de Técnicos . Em um ano o clube teve quatro treinadores. Começou com Gaúcho, uma aposta por conhecer o Vasco e ser considerado uma pessoa capaz de promover uma renovação. O time até fez um bom primeiro turno no Estadual quando chegou a disputar o título da Taça Guanabara com o Botafogo. No segundo turno o rendimento caiu, os problemas se acumularam e Gaúcho não obteve bons resultados. Seu substituto foi o badalado Paulo Autuori. O novo técnico assumiu sabendo das dificuldades mas com a promessa de que os problemas econômicos seriam resolvidos em julho. Zeloso do cumprimento do que lhe prometeram, Autuori viu o time sofrer com a falta de atraso e não conseguiu engrenar a equipe. Acabou desgastado e foi substituído em pleno Brasileiro por Dorival Júnior. O técnico assumiu com a promessa de um trabalho focado no campo bola mas também se viu envolvido pela falta de pagamento em dia e as cobranças. Sem bons resultados acabou pressionado e substituído por Adílson Batista. Quarto técnico no ano, ele entrou sem muitas alternativas faltando sete jogos para o fim. Não conseguiu produzir os resultados que o time precisava e viu a equipe cair.

6) Divisão no Comando. No início o comando do futebol foi distribuído por um triunvirato formado por René Simões, Ricardo Gomes e o técnico Gaúcho. No início funcionou mais aos poucos com os resultados negativos foram aparecendo divisões. Ricardo Gomes jamais enguliu a forma como René Simões comunicou a imprensa a demissão de Gaúcho. No vestiário em Volta Redonda após uma derrota do Vasco. René se antecipou e não deu alternativas. Ricardo nunca achou Gaúcho culpado e a partir daí os desentendimentos foram aumentando até a saída de René. Ricardo ficou com o comando do futebol mas sofreu críticas internas por seu estilo silencioso de trabalhar. No fim já estava desgastado.

7) Clube rachado pela política . O clube vai ter eleição para presidente no próximo ano. Porém a campanha eleitoral começou de forma antecipada. Ameaçado pelo segundo rebaixamento em cinco anos a pressão no clube aumentou com protestos e manifestações em São Januário. Existe um número elevado de candidatos ou pretensos candidatos e vários movimentos representativos de cada um. Os jogadores sentiram e o clube deixou de ser porto seguro e os jogos foram mandados para o Maracanã. O Vasco teve que jogar longe de sua casa.

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