BRASIL: Entenda como Vinícius Júnior mudou um Flamengo que merecia ganhar - EntornoInteligente

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No futebol, nem sempre a crença geral, a certeza de que surge na base um talento especial basta. Parece ser necessário um daqueles momentos de afirmação, um ponto de inflexão. Por mais que se tenha o dom, a definitiva inscrição num patamar diferente ocorre quando o jovem talento se mostra numa grande ocasião, numa atuação que vira uma espécie de reivindicação. Aconteceu nesta quarta, em Guayaquil, um destes momentos.

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Vinicius Júnior transformou em vitória um jogo que o Flamengo merecia ganhar, mas perdia para o Emelec. Ao construir em dois lances de pura inspiração o 2 a 1, deu argumentos definitivos a quem defende que toda a aposta feita em seu futebol não é exagerada. O fundamental: dono de um drible que falta um Flamengo tocador, mas pouco incisivo, reforçou argumentos de que é capaz, sim, de impactar um jogo grande entre os adultos.

Houve um antes e um depois de Vinicius Júnior. Em ambos, o Flamengo foi bem. Merecia ganhar. Levando-se em conta o ambiente de um estádio abarrotado e esperançoso, as atuações dos últimos jogos e o retrospecto recente fora de casa, o primeiro tempo do Flamengo saía melhor do que a encomenda. A não ser pelo placar. Afinal, o time repetia o ano passado ao se comportar bem mas não transformar em gol a atuação.

O jogo franco proposto pelo Emelec terminava por favorecer o Flamengo em um aspecto. Quando a bola era retomada, Éverton Ribeiro e Diego, principalmente este último, conseguiam trocar passes em progressão. O time não se via diante de um muro defensivo deficiência habitual deste Flamengo. No lugar das trocas de passes horizontais, os meias achavam Henrique Dourado com frequência. Mas a atuação do atacante foi comprometedora.

Nosso garoto brincou pouco em campo hoje!      #RubroNegro pic.twitter.com/MX8pHHVR5i

— Flamengo (@Flamengo) 15 de março de 2018

Por outro lado, o jogo de idas e vindas anunciava um risco. Quando Éverton — o Cardoso, que ocupava a ponta prioritariamente — não recompunha pelo meio, Diego e Éverton Ribeiro ficavam obrigados a cobrir uma porção grande de campo, atacando e defendendo num jogo um tanto frenético. O preço físico era uma marcação mais frouxe à frente da área.

Mas o Flamengo era melhor, tinha mais qualidade. O gol poderia ter saído cedo e o rubro-negro tem motivos para reclamar da não marcação de um pênalti claro, no toque de mão de Guagua. Mais adiante, Rhodolfo obrigou Dreer a uma defesa impressionante numa cabeçada e Henrique Dourado desperdiçou duas chances claras. Num time que o procurou constantemente com bolas no chão, suas deficiências ficaram expostas.

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Antes de Vinicius Junior brilhar, Paquetá deixou no ar um alerta: o jovem meia é solução, não problema neste Flamengo. Mas, em termos comportamentais, parece uma bomba relógio. Nesta quarta, foi irritadiço, individualista por vezes.

Vinícius Júnior comemora com Paquetá e Diego um de seus dois golaços – RODRIGO BUENDIA / AFP O Emelec tentava ter iniciativa, mas esbarrava numa marcação organizada e em suas limitações. Até que, num jogo excessivamente aberto e sem governo, a tal dificuldade física do meio-campo rubro-negro, com Everton Ribeiro e Diego centrais, se expôs na falta de pressão aos volantes equatorianos. Eram 19 minutos do segundo tempo quando Angulo foi lançado na área e fez 1 a 0, placar até ali cruel com o Flamengo.

Mas veio Vinícius Júnior e tudo mudou. Porque a troca de passes passou a ter o complemento do drible, da ousadia. E a confiança que parecia faltar-lhe, a pressão para justificar tanta expectativa, só sumiria com acertos em momentos chave. Aos 33, passou por dois adversários e pisou a área, algo raro neste Flamengo de muitos meias tocadores. A finalização encontrou o gol. Era um batismo, um peso que saía das costas. Mais leve ainda do que já é, Vinícius recebeu outra bola aos 39. Quando Diego ajeitou a bola e o jovem de 17 anos preparou o corpo para o chute de curva, erea possível sentir que seria gol. E foi. Vinícius Júnior subiu um degrau.

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