BRASIL: Em vídeo, príncipe saudita detido por corrupção faz tour em 'prisão' de luxo - EntornoInteligente

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RIAD – Móveis luxuosos, espaço de sobra e fartura de alimentos, todos à disposição do hóspede. A descrição é perfeita para um hotel cinco estrelas, mas quem estava neste local era um prisioneiro. Antes de ser libertado no sábado , após três meses detido por ter participado de um esquema de corrupção, o príncipe bilionário Al Walid bin Talal fez um tour por um dos quartos do Hotel Ritz-Carlton em Riad, capital da Arábia Saudita, onde cumpriu pena desde novembro de 2017.

Nas imagens, feitas pela agência de notícias “Al Jazeera”, Bin Talal anda por uma sala de estar espaçosa, apresenta uma sala de jantar com capacidade para pelo menos 14 pessoas acomodadas em poltronas luxuosas e ainda vai até uma cozinha bem equipada. No vídeo é possível ver que outros homens também frequantam o cômodo.

Aos 62 anos, Al Walid bin Talal era a figura de mais alto escalão entre os suspeitos detidos em 4 de novembro, incluindo ministros e empresários, e manitdos presos no hotel Ritz-Carlton por ordem do príncipe herdeiro Mohammad bin Salman. As condições de sua libertação não foram divulgadas.

Veja também Arábia Saudita leva presos de hotel de luxo a cadeias de segurança máxima Acusado de corrupção, príncipe saudita é solto após pagar US$1 bilhão Arábia Saudita prende e expurga dezenas de príncipes e ministros Bin Talal, um dos mais ricos detidos na operação, controla o banco de investimentos Kingdom Holding e possui participações significativas em algumas das maiores empresas do mundo, como Citigroup, News Corp, Apple, Twitter e redes de televisão por satélite em todo o Oriente Médio. Pouco antes da prisão, ele havia feito comentários que desagradaram o governo de Riad, como a revelação de planos estatais para a venda da empresa de petróleo Aramco.

Outros suspeitos, entre eles ministros e empresários, também foram libertados. O governo indicou que a maioria aceitou acordos financeiros em troca de sua liberdade.

PREJUÍZO DE US$ 100 BILHÕES

O movimento anti-corrupção foi idealizado pelo príncipe Mohammed bin Salman, que foi acusado de usar as investigações para remover oponentes e consolidar seu poder.

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Após a operação em novembro, o procurador-geral da Arábia Saudita revelou que o país perdeu pelo menos US$ 100 bilhões com a corrupção sistêmica e desvio de recursos públicos. A prisão dos milionários seria uma tentativa de recuperar esses fundos.

Na sexta-feira, o “Wall Street Journal” informou que a Arábia Saudita estava transferindo para uma prisão dezenas de membros da elite do país que estavam detidos no hotel de luxo, que deve reabrir no dia 14 de fevereiro. A medida, segundo o jornal americano, era uma forma de pressionar os detidos a entregarem bilhões de dólares que teriam sido obtidos por meio de corrupção. Além de irem para uma prisão de segurança máxima.

De acordo com funcionários sauditas, os 95 que continuam presos e “se recusaram a pagar” o que o governo chamou de acordos financeiros estão sendo alvo de processos. Fontes afirmam que a monarquia quer fazer acordos financeiros em vez de processar os acusados, calculando que possa confiscar US$ 800 bilhões em bens. No entanto, o desafio será como reaver os bens, já que muitos deles estão fora do país e às vezes sem o controle direto dos acusados.

BRASIL: Em vídeo, príncipe saudita detido por corrupção faz tour em ‘prisão’ de luxo

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