BRASIL: Em fracasso, Trump retira projeto de lei para desmantelar Obamacare - EntornoInteligente

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WASHINGTON — O presidente dos EUA, Donald Trump, sofreu um grande fracasso ao ser forçado a abandonar o projeto de lei que desmantelaria o Obamacare, programa de saúde pública do antecessor, Barack Obama. Após ser advertido pelo líder republicano e presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, que não tinha votos suficientes para passar o seu “Trumpcare” por causa da dissidência interna republicana, pediu ao deputado que retirasse de pauta a votação.

Veja também Líder republicano alerta Trump que não tem votos para desmantelar Obamacare Revés para Trump: votação de lei para derrubar Obamacare é adiada Trump dá ultimato a ala rebelde dos republicanos para aprovar reforma da saúde Dos assalariados aos idosos: quem será afetado pelo ‘Trumpcare’ — Acabamos de tirar o projeto — disse Trump a jornalistas na sexta-feira. — Não culpo Ryan (pelo fracasso).

Ryan foi à Casa Branca às pressas para dizer ao presidente que a lei não tinha o apoio necessário. Após muitas especulações, foi revelado que dissera ao presidente não ter conseguido o número necessário de deputados do partido votando a favor da medida.

Durante a tarde, o projeto esperado para ser votado às 16h30m foi novamente adiado. Os congressistas republicanos se reuniram em privado.

O projeto de lei já tinha como obstáculo a bancada democrata, mas esbarrou na resistência de parte dos congressistas republicanos, obrigando os líderes do partido na Câmara dos Representantes a adiarem a votação — inicialmente marcada para a noite de quinta-feira — a fim de evitar a derrota de um dos carros-chefes da campanha eleitoral de Trump no ano passado. O objetivo inicial dos republicanos pró-Trumpcare era passar a lei ontem, no dia em que o Obamacare completava sete anos.

Embora tenha a maioria na Câmara, o Partido Republicano se viu diante de uma resistência interna maior que a esperada. Para aprovar o desmantelamento do Obamacare, a legenda não pode perder mais de 21 votos da legenda. A contagem do Washington Post nesta sexta-feira aponta que 22 republicanos podem votar não; 33 dizem que votarão não; e outros 16 dizem estar inclinados a votar não.

Cobertura de saúde nos Estados Unidos Em 2026 Trump deixaria 85% mais pessoas sem cobertura do que com o Obamacare 24 milhões 39 estados 75 dólares 8,6% de pessoas aderiram Por mês Americanos podem ficar sem seguro de saúde se o Obamacare for revogado ao programa federal. Outros 11 (mais o Distrito de Colúmbia) têm esquema próprio é o preço médio do seguro de saúde que os americanos pagam por pessoa não estão cobertos por seguro de saúde. Antes do Obamacare, eram 15,7% Projeção de menores de 65 anos sem Seguro saúde Em milhões Projeto de Trump Obamacare 60 52 50 40 31 28 27 30 26 20 10 0 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 Fonte: AFP | Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) Cobertura de saúde nos Estados Unidos Em 2026 Trump deixaria 85% mais pessoas sem cobertura do que com o Obamacare Fonte: AFP | Escritório de Orçamento do Congresso (CBO)

Na Casa Branca, Trump se reuniu na quinta-feira com membros mais conservadores da bancada republicana, entre eles integrantes do Freedom Caucus — ala mais à direita da legenda — numa tentativa de fechar um acordo que garantisse a aprovação de sua iniciativa de reforma da saúde pública. Ao fim do encontro, congressistas afirmaram que precisavam de mais concessões antes que pudessem dar apoio ao projeto de lei.

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Trump também se encontrou com integrantes do chamado Grupo da Terça-Feira, reunião informal de republicanos mais moderados. Na quarta-feira, os congressistas Charlie Dent, Frank LoBiondo, Daniel Donovan e David Young, membros do grupo, anunciaram sua oposição ao projeto, obrigando líderes do partido a intensificarem sua pressão sobre os conservadores.

O plano dos republicanos da Câmara pretende eliminar os impostos criados pelo Obamacare, assim como as punições a cidadãos que recusarem coberturas de plano de saúde. No entanto, se alterarem o projeto para satisfazer os conservadores, Trump e Ryan — que já enfrentam a oposição absoluta dos democratas — correm o risco de ganhar a rejeição em massa dos congressistas moderados, além de dificultar o trabalho de aprovação final da lei no Senado.

Cinco pontos para entender o que é o Obamacare O presidente dos EUA, Barack Obama Foto: Bob Andres / AP Expansão da saúde pública A “Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente” (PPACA, na sigla sem inglês), conhecida como “Obamacare” e sancionada em março de 2010, tem objetivo de ampliar o acesso de cidadãos dos EUA à cobertura de saúde. A rigor, não há no país um sistema de saúde pública, mas sim planos privados. A ideia é diminuir as barreiras desses planos. Americano defende o Obamacare em protesto em Denver, Colorado, no último domingo Foto: Chris Schneider / AFP Cobertura obrigatória Com a lei, as seguradoras ficaram proibidas de recusar planos de saúde (ou cobrar taxas extras) a pessoas com histórico de doenças ou que não atendessem a determinados critérios prévios. Em 2016, o Obamacare beneficiava 20 milhões de pessoas, e a expectativa é de chegar a 50 milhões em 2019, salvo mudanças na lei. Documento de aplicação para cobertura de saúde no ‘Obamacare’: programa beneficiou 20 milhões em 2016 Foto: Jonathan Bachman / REUTERS Subsídios para planos de saúde O Obamacare aumentou a faixa econômica com acesso permitido ao “Medicaid”, programa de saúde gratuito para pessoas de baixa renda, atingindo mais 15 milhões de pessoas, segundo o governo. Além disso, pessoas com renda mensal até quatro vezes acima da linha de pobreza podem pedir subsídios federais para bancar os custos de planos de saúde. Funcionários instalam uma bandeira dos EUA na parte externa do Capitólio, em Washington Foto: Patrick Semansky / AP Seguro trabalhista Outra novidade trazida pelo Obamacare foi a obrigatoriedade de que empresas com mais de 50 funcionários ofereçam planos de saúde, ou paguem uma multa. Empresas menores podem solicitar benefícios fiscais em troca de oferecer assistência de saúde aos funcionários. Manifestação com cartaz em apoio ao Obamacare: ‘Não levem embora meu plano de saúde’ Foto: CHRIS SCHNEIDER / AFP Adesão mínima compulsória A partir de 2014, os cidadãos dos EUA — salvo pessoas de baixa renda que não conseguiram dar entrada no Medicaid — são obrigados a se cadastrar em planos de saúde, incluindo aqueles que não atendem aos critérios para receber subsídios federais. Quem não tiver cobertura mínima precisa pagar uma multa equivalente a 2,5% da renda anual. tyntVariables = {“ap”:”Leia mais sobre esse assunto em “, “as”: “© 1996 – 2017. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.”}; BRASIL: Em fracasso, Trump retira projeto de lei para desmantelar Obamacare

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