BRASIL: Antes de a bola rolar, disputa política vai dominar agenda da Fifa no Brasil - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / Estadao / GENEBRA – Mais bilionária que nunca, a Fifa será alvo de uma verdadeira disputa de poder entre cartolas em São Paulo, às vésperas de a bola rolar na Copa do Mundo . Grupos de oposição ao presidente Joseph Blatter querem debater uma lei para colocar um limite aos mandatos dos cartolas, justamente para evitar que dirigentes se perpetuem no cargo como verdadeiros monarcas.

Andrew Medichini/AP Fifa espera bater recorde de arrecadação com da Copa de 2014

Nesta quarta-feira, a Fifa divulgou a agenda de seu congresso anual, reunindo as mais de 200 federações espalhadas pelo mundo e que, neste ano, ocorre na capital paulista nos dias 10 e 11 de junho. Na programação, temas que prometem influenciar a gestão do esporte pelos próximos anos.

Em 2011, Blatter foi obrigado a iniciar um processo de reforma da Fifa, justamente diante da eclosão de casos de corrupção e acusações. Mas, segundo entidades como a Transparência Internacional, o processo foi apenas superficial e não mudou de forma dramática a forma de atuação da Fifa. Um dos assuntos mais polêmicos foi ainda adiado para o evento deste ano: a definição de um limite para mandatos de cartolas. Nos últimos 40 anos, a Fifa teve apenas dois presidentes – João Havelange e Joseph Blatter.

Uma das propostas era de que um dirigentes poderia ficar apenas dois mandatos no cargo e que não tivesse mais de 80 anos no momento da eleição. Em 2013, Blatter argumentou que não existia consenso e adiou uma decisão para 2014.

Fontes confirmaram ao Estado que Blatter pode aprovar a proposta. Mas com a condição de que comece a valer apenas a partir da próxima eleição, de 2015. Ou seja, ele ainda poderia concorrer. O suíço já indicou que quer mais um mandato e que, apesar de ter controlado a Fifa desde 1998, acredita que sua missão “ainda não acabou”. 

BILIONÁRIA O congresso ainda deve aprovar os resultados financeiros da Fifa para 2013 e o projeto até 2018. A Copa de 2014 terá uma renda superior a US$ 4 bilhões e, pela primeira vez, a Fifa calcula que irá gerar uma renda de US$ 10 bilhões entre as Copas de 2018 e 2022, um recorde absoluto. Em seus cofres, a Fifa soma uma reserva estratégia de US$ 1,4 bilhão. Nunca a entidade foi tão rica como agora. 

Não por acaso, a disputa de poder também envolve um debate sobre como serão escolhidas as próximas sedes de Copas do Mundo, começando pelo evento de 2026. Em 2015, a Fifa abre as inscrições para países que queiram sediar o evento e uma decisão final seria tomada em 2017. Mas os critérios para as candidaturas já precisam ser estabelecidos.

Para a Concacaf, chegou a hora de a rotação entre os continentes voltar a ocorrer. EUA, Canadá e México estariam dispostos a apresentar candidaturas para receber o evento, que ocorreu pela última vez na região há 20 anos. Para convencer o mundo, os EUA vão organizar a Copa América de 2016.

Mas a Fifa não quer a repetição do esquema que o Brasil montou na Conmebol para 2014. A entidade havia tomado a decisão de que a América do Sul receberia o evento. Mas, no lugar de uma concorrência, o que ocorreu foi um acordo para a apresentação de um candidato único. Hoje, na Fifa, isso foi considerado como um erro, já que não exigiu nada do País.

A reforma da Fifa também inclui uma mudança na participação da International Board, a entidade que preserva as regras do futebol. Em São Paulo, a entidade dominada por britânicos vai finalmente começar a se abrir ao mundo e ter representantes de outras regiões, ainda que apenas como consultores.

” Tópicos: Copa 2014 , Fifa , Joseph Blatter , Copa do Mundo

Con Información de Estadao

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