BRASIL: 'A gente paga um preço hoje pela omissão anterior', diz governador Pezão sobre violência do Rio - EntornoInteligente

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RIO – Enquanto um confronto entre policiais militares e traficantes na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, culminou com o fechamento da Linha Amarela, provocando pânico entre motoristas e moradores da comunidade na manhã desta quarta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão participava de um evento na Sala Cecília Meireles, na Lapa. Tratava-se da cerimônia de entrega de outorgas a cientistas e jovens cientistas do Rio. Na ocasião, Pezão atribuiu a violência na cidade à ausência de apoio anterior do Governo Federal.

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– A gente paga um preço hoje pela omissão anterior. Desde 2014 (governo Dilma), quando eu entrei, o primeiro pedido que fiz em Brasília foi por apoio, principalmente, da Polícia Rodoviária Federal nas estradas federais nossas e nas entradas nossas. O Rio tem um arsenal muito grande dentro dessas comunidades, na Cidade de Deus não é diferente. É lamentável o que a gente vê no país. Se entra fuzil como entra arma de brinquedo – afirmou Pezão, acrescentando que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, tem reforçado as fronteiras – O que os agentes têm feito de apreensões é uma enormidade. A gente precisa cada vez mais desse apoio federal, não tem jeito.

Veja também Entenda o que provocou o fechamento da Linha Amarela nesta quarta-feira Roberto Sá: ‘Planejamento da segurança tem que ser aprimorado’ Após novos casos de violência no Rio, especialistas dão dicas de como se proteger durante um tiroteio Pezão afirmou ainda que o governo está enfrentando a violência e destacou que a polícia está cada vez usando mais inteligência.

– Vamos continuar a enfrentar (a violência). A gente saindo agora desse momento de crise eu vou poder recuperar mais um pouco o Ras (Regime Adicional de Serviço) para poder colocar mais policiamento à disposição da área de segurança. É um trabalho árduo, difícil, mas que nada vai nos fazer recuar. É uma luta diária nossa. E não é só no Rio. São 27 capitais e o Rio é a 23ª capital em violência. É que o Rio aparece mais, mas o problema é do país.

Segundo Pezão, cariocas e turistas não precisarão se preocupar com a segurança no carnaval:

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– A gente tem sempre passado os grandes eventos com muita tranquilidade. o réveillon esteve aí e não teve nenhum registro de problema. O Rio recebe esses grandes eventos e sempre se saiu muito bem.

Por fim, Pezão disse que vai concentrar os esforços dos seus últimos onze meses de governo numa campanha pelo desarmamento.

– A gente tem que fazer uma grande campanha de desarmamento, que lancei junto a moradores da Rocinha e estou falando com todos os líderes religiosos e comunitários. Ninguém aguenta mais ver tanta arma. Assim como tem uma bala perdida que mata um morador, uma criança, atinge uma mulher grávida, não se pode achar normal se matar 134 policiais em um ano e 13 policiais em janeiro.

BRASIL: ‘A gente paga um preço hoje pela omissão anterior’, diz governador Pezão sobre violência do Rio

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