Banco Africano avança que parcerias são solução para os países conseguirem responder ao protecionismo - Mundo - Correio da Manhã - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / O vice-presidente do Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) disse à Lusa, lançando os Encontros Anuais, que começam quinta-feira em Moscovo, que as parcerias são a solução para os países africanos responderem ao aumento do protecionismo. “O tema dos Encontros é Fomentando as Parcerias numa Era de Crescente Protecionismo, e é claro que onde vem o tema, conhecemos a geopolítica atual e as perturbações que isto ao comércio mundial e por isso a ideia é ver como podemos criar parcerias para combater esses eventos geopolíticos, principalmente nos países africanos, que já são afetados por tanta coisa”, disse Amr Kamel em declarações à Lusa em Malabo, durante os Encontros Anuais do Banco Africano de Desenvolvimento, que terminaram na sexta-feira. “Vamos ter uma série de conferências e debates e feitas à volta da reunião principal, tentando debater o financiamento do comércio e como podemos potenciar a realização de negócios através da troca de pontos de vista”, acrescentou o vice-presidente executivo com o pelouro do desenvolvimento dos negócios e banca corporativa. A escolha da Rússia, que acolhe em Moscovo os Encontros Anuais do Afreximabnk entre esta quarta-feira e sexta-feira, surge porque o banco de exportações e importações russo entrou para o Afreximbank no ano passado e candidatou-se a organizar a reunião deste ano, tendo sido o escolhido, disse Amr Kamel. Questionado sobre as principais iniciativas lançadas no último ano, o banqueiro egípcio apontou a Feira Intra-Africana de Comércio, a defesa contínua da zona de comércio livre africana (African Continental Free Trade Agreeemnt), a plataforma pan-africana de pagamentos e um conjunto de plataformas digitais para favorecer os negócios no continente, “que serão apresentadas durante a cimeira da União Africana”, no princípio do próximo mês de julho. “Umas das iniciativas mais importantes é a plataforma pan-africana de pagamentos na mesma moeda, que permite aos países africanos fazerem trocas comerciais acertando apenas em moeda estrangeira a diferença líquida entre o que compram e o que vendem”, destacou Amr Kamel. “Isto vai reduzir consideravelmente o custo de fazer negócios em África, porque negociar em moeda estrangeira tem um custo própria, e é uma das iniciativas que vamos apresentar na cimeira da União Africana, para além de uma plataforma digital sobre como negociar no continente”, acrescentou. Esta porta de entrada digital para os negócios em África conterá informação sobre os diferentes quadros regulamentares nos países deste continente, os requisitos para um investidor entrar num determinado setor em cada país, e junta-se à MANSA, ou instrumento digital lançado nos Encontros do ano passado para facilitar o ‘compliance’, ou seja, a necessidade de obter informações credíveis sobre o parceiro comercial. O Afreximbank, cujos Encontros Anuais decorrem até sábado em Moscovo, é um banco de apoio ao comércio, exportações e importações em África e foi criado em Abuja, em 1993. Tem um capital cerca de 12 mil milhões de dólares e está sedeado no Cairo. Os acionistas são entidades públicas e privadas divididas em quatro classes e dele fazem parte governos africanos, bancos centrais, instituições regionais e subregionais, investidores privados, instituições financeiras, agências de crédito às exportações e investidores privados, para além de instituições financeiras não africanas e de investidores em nome individual. Continuar a ler
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