Balsemão apela ao voto no PSD para aprofundar a união económica, financeira e política - EntornoInteligente
Entornointeligente.com /

A presença de antigos líderes do PSD ao lado de Paulo Rangel tornou-se num argumento dois-em-um da campanha social-democrata: por um lado, dá sinais de unidade interna, depois das atribulações do primeiro ano de liderança de Rui Rio; por outro, dá o mote para encostar o PS às cordas, por não haver ex-líderes ao lado de António Costa – e quem fala em ex-líderes, fala em Sócrates, caído em desgraça, em Seguro, atirado borda-fora por Costa, e em Constâncio, hoje acusado de todos os males do sistema financeiro português e até europeu.

Depois de Passos Coelho, Manuela Ferreira Leite e de Luís Filipe Menezes, esta quinta-feira era o dia anunciado para a presença de Francisco Pinto Balsemão ao lado de Rangel e Rui Rio. Mas o fundador do PSD (e presidente da Impresa, a detentora do Expresso) adoeceu e não pôde estar presente no almoço na Cervejaria Trindade. Sem Balsemão, Rio também não foi. Sobraram para discursar antes do cabeça de lista o líder parlamentar, Fernando Negrão, e o vice-presidente Nuno Morais Sarmento, ambos com intervenções pouco ouvidas no meio da algazarra dos apoiantes social-democratas que enchiam a tradicional cervejaria do Chiado.

Sarmento, aliás, talvez dando-se conta do desinteresse da sala, bateu o recorde do discurso mais curto desta campanha, limitando-se ao papel de speaker que apresenta Rangel, o candidato que “tem sabido marcar bem a diferença entre quem lança confusão, e procura inventar notícias, e quem tem conhecimento quando fala de Europa.”

A mensagem de Balsemão chegou depois, por escrito. Um apelo ao voto no domingo, porque “votar é dar força, é dar legitimidade à União Europeia”, “na qual acreditamos e da qual precisamos”. E um apelo ao voto no PSD, “o partido português que melhor contribui e contribuirá para que avancemos com a união económica e financeira e com a união política. E, também, com um modelo social europeu justo e solidário.”

Os pergaminhos europeístas também foram destacados por Fernando Negrão, que classificou o PSD como “o partido mais europeísta, o que mais lutou na Europa e pelos fundos comunitários”, ao contrário do PS, que “não assumiu o seu lugar de partido europeísta” e puxou para o poder PCP e BE, que “são contra a União Europeia”.

Entre Pessoa e o Marquês No Chiado, de onde partiu uma arruada até à Baixa de Lisboa, já com a presença de Rui Rio, Rangel inspirou-se na estátua de Fernando Pessoa para contrariar o pessimismo das sondagens que continuam a ser divulgadas na “bolha mediática”. Hoje, mais um estudo dá a vitória ao PS (32,4%) e deixa o PSD bem abaixo da fasquia dos 30% (24,8%). Neste clima, diz Rangel, a vitória do PSD é “um sentimento que hoje se estranha, mas que domingo à noite se entranha”.

O cabeça de lista do PSD chegou ao Chiado de Metro, um dos poucos meios de transporte que ainda não tinha usado nesta campanha (já houve barco, comboio, helicóptero e bicicleta – “Só ainda não andei de trotinete, que parece que está na moda”, ironizou). Foi, mais uma vez, a deixa para atacar Pedro Marques, o cabeça-de-lista do PS e ex-ministro do Equipamento e Infraestruturas, por causa do “grande estrangulamento a que está sujeita mobilidade urbana de Lisboa”. Mesmo se durante a viagem entre Amadora e o Chiado, fora da hora de ponta, não foi evidente esse estrangulamento.

Houve mudança de linha na estação do Marquês de Pombal, o local onde os lisboetas festejam as vitórias dos seus, e a coincidência foi motivo de conversa. Rangel não estará em Lisboa no domingo – pela primeira vez, a noite eleitoral do PSD será no Porto, a dúvida é se os sociais-democratas terão motivos para fazer a festa nos Aliados. “Espero festejar e o festejo, em primeiro lugar, é um estado de alma interior”, respondeu Rangel. Soou mais introspetivo do que festivo.

LINK ORIGINAL: expresso

Entornointeligente.com

Nota de Prensa VIP

Smart Reputation