Avião parte da Europa para aliviar escassez de leite em pó para bebés nos Estados Unidos

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A falta de leite em pó para bebés nos Estados Unidos, causada por problemas na maior empresa produtora no país, levou a América a procurar fornecimento na Europa. Este domingo, um avião militar norte-americano trouxe 31 toneladas de leite em pó a partir da base militar de Ramstein, na Alemanha, aterrando mais tarde em Indianápolis, estado norte-americano do Indiana. O transporte do leite em pó, comprado à Nestlé, foi ordenado pelo Presidente Joe Biden ao abrigo da Lei de Produção de Emergência, que também prevê que as forças armadas possam fabricar o produto.

Segundo o director do Conselho Económico Nacional, Brian Deese, declarou à CNN, esta remessa será suficiente para encher meio milhão de biberões, mas equivale a apenas 15% do produto em falta nos EUA.

O problema da escassez de leite em pó nos EUA remonta a Fevereiro, quando os laboratórios Abbott – que fornecem cerca de 90% do mercado norte-americano – anunciaram o encerramento da sua fábrica em Sturgis, no Michigan, após quatro casos de infecções bacterianas em bebés que terão tido origem nos seus produtos, e que resultaram em duas mortes.

«Pedimos desculpa a todas as famílias que lesámos com esta retirada voluntária que exacerbou a escassez de leite em pó infantil no nosso país», declarou o director da empresa, Robert Ford, num artigo publicado no jornal The Washington Post . O responsável afirma que a fábrica no Michigan irá reabrir na primeira semana de Junho. Contudo, os produtos só vão começar a chegar às prateleiras entre seis a oito semanas depois.

Os EUA receberam leite de fórmula infantil suficiente para encher meio milhão de biberões Reuters/KAYLEE GREENLEE BEAL O pacote de assistência alimentar deverá cobrir cerca de 15% do problema Reuters/KAYLEE GREENLEE BEAL As remessas de leite destinam-se a 17 mil crianças Reuters/KAYLEE GREENLEE BEAL Fotogaleria Reuters/KAYLEE GREENLEE BEAL O Governo norte-americano, no entanto, anunciou que não vai esperar pelo restabelecimento da produção da Abbott, que é agora alvo de intensas críticas da Casa Branca. Brian Desse responsabiliza a Abbott por «não estar a cumprir as regras» relativas à segurança da sua produção e por ter, alegadamente, optado por distribuir dividendos inesperados pelos seus accionistas em vez de investir na substituição de equipamentos que estarão na origem da infecção fatal que levou ao encerramento da fábrica no Michigan.

Esta é uma das maiores crises alimentares na história recente dos Estados Unidos, com quase metade das reservas de leite infantil esgotadas. A escassez do produto deixou muitos pais, principalmente, famílias com menos rendimentos, com menos opções alimentares, já que a Abbott fornece leite infantil a cerca de metade das crianças beneficiárias do Programa Especial de Nutrição Suplementar para Mulheres, Bebés e Crianças (WIC, na sigla inglesa).

Para fazer face à escassez, o Governo dos EUA está em negociações com a suíça Nestlé para a compra de 1,5 milhões de embalagens de leite em pó . Ao mesmo tempo, várias autoridades locais norte-americanas, como a cidade de Nova Iorque, decretaram medidas de emergência para impedir o açambarcamento e a escalada de preços do leite em pó.

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