Aumento de mortes leva governo a trocar campanha publicitária sobre pós-pandemia por defesa da vacina » EntornoInteligente

Aumento de mortes leva governo a trocar campanha publicitária sobre pós-pandemia por defesa da vacina

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Entornointeligente.com / BRASÍLIA — Em meio às investigações da CPI sobre a atuação do governo federal contra a Covid-19, o Ministério das Comunicações suspendeu na semana passada uma campanha publicitária formulada no final de 2020 que tinha como mote “Brasil forte, uma grande nação”. As peças eram focadas na recuperação da economia e não faziam qualquer referência à vacinação. Diante do aumento de números de casos e óbitos pela doença, a pasta ententeu que a propaganda era “incompatível com o contexto atual”.

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No último dia 3, um ofício interno do Ministério das Comunicações informou sobre a suspensão do plano anterior e sua substituição. O governo decidiu recalibrar seu posicionamento nas propagandas: segundo o documento que autoriza mais R$ 350 mil em novos gastos, o objetivo agora é apresentar as ações da gestão Bolsonaro para “garantir a vacinação de toda a população”.

A mudança ocorreu enquanto a comunicação do governo é um dos alvos da CPI. O ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten prestará depoimento hoje. Ele aprovou o projeto original da publicidade que agora foi abandonada.

A campanha barrada estava orçada em R$ 8 milhões. Entre o final de 2020 e o início deste ano, o governo apresentou às empresas que prestam serviços de publicidade um projeto cujo foco era a retomada da economia pós-pandemia. Dois filmes, aos quais O GLOBO teve acesso, apresentam o mote “Brasil forte”. “Com trabalho e coragem a nossa Pátria Amada renasce. Renasce, pautada no respeito de cada brasileiro e na esperança de um futuro melhor”, dizia uma das peças.

De acordo com o projeto da agência Caliá, a pandemia não teria sido capaz de paralisar o trabalho e as entregas e realizações foram mantidas.

“Faz-se necessário explicar que foi decidido por esta Secretaria suspender a demanda original devido ao seu conteúdo ter se tornado incompatível com o contexto que o país passou a atravessar logo após sua autorização, quando os problemas decorrentes da pandemia de Covid-19 (número de novos casos e óbitos), que estavam em declínio, voltaram a se agravar”, diz parecer assinado pela diretora de Publicidade, Gislaine Passador de Sá.

O Ministério das Comunicações e a Secom não responderam se os filmes foram veiculados nem por que motivo a mudança só ocorreu em maio, já que o crescimento de casos da doença foi em fevereiro.

PUBLICIDADE Para o depoimento de hoje na CPI, Wajngarten tem dito a interlocutores, segundo a colunista do GLOBO Malu Gaspar, que tem evidências para comprovar sua versão de que a demora do governo em comprar as vacinas da Pfizer ocorreu por “incompetência” e “ineficiência” da equipe de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. Uma delas é uma carta de agradecimento enviada a ele pelo presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, que comandou a filial brasileira até janeiro. Wajngarten a cita como prova de que ele teria se empenhado pela compra rápida de imunizantes, ao contrário de Pazuello, que teria sabotado a aquisição.

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Segundo Wajngarten disse à “Veja”, ele soube em setembro do ano passado que a Pfizer vinha tendo dificuldades para negociar com o governo desde julho. Ele, então, procurou o presidente Jair Bolsonaro, que o teria autorizado a negociar com a multinacional.

Houve vários impasses entre o governo e a farmacêutica, envolvendo inclusive o Ministério da Economia, que só terminaram em fevereiro, quando o senador Randolfe Rodrigues e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, entraram na negociação e elaboraram o projeto de lei que atribuía a responsabilidade sobre possíveis danos provocados pelo imunizante ao comprador: o governo federal. Esse era um dos pontos de maior resistência não apenas de Pazuello, mas também de Bolsonaro.

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LINK ORIGINAL: OGlobo

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