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Após invasão ao Capitólio, Pompeo diz que EUA não são uma 'república de bananas'

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“Essa calúnia revela um entendimento equivocado das repúblicas de bananas e da democracia nos Estados Unidos”, afirmou o chefe da diplomacia americana no Twitter, chamando a analogia de “irresponsável”

WASHINGTON — O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, respondeu na noite de quinta-feira aos críticos que compararam os Estados Unidos a uma “república de bananas” após a invasão do Capitólio por apoiadores do presidente Donad Trump.

“Essa calúnia revela um entendimento equivocado das repúblicas de bananas e da democracia nos Estados Unidos”, afirmou o chefe da diplomacia americana no Twitter, chamando a analogia de “irresponsável”.

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Diversas figuras domésticas e internacionais fizeram a analogia após os eventos de quarta, quando os invasores tomaram a sede do Congresso para tentar bloquear a plenária que confirmaria a vitória de Joe Biden, última etapa antes da posse do presidente eleito, no dia 20.

A figura mais proeminente a fazer a comparação foi o último republicano a chegar ao Salão Oval antes de Trump, o ex-presidente George W. Bush (2001-2009). Em um comunicado na quarta, Bush pôs o caos na conta da “conduta irresponsável” de seus partidários, culpando-os por “catalisar a insurreição”:

“É assim que os resultados de uma eleição são disputados em uma república de bananas, não em nossa república democrática”, afirmou o ex-presidente.

Outros republicanos prominentes também usaram analogias similares, como o deputado Mike Gallagher, de Wisconsin, e o senador Marco Rubio, da Flórida, que já foi pré-candidato pelo partido.

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PUBLICIDADE A expressão “república de bananas” é usada habitualmente para se referir a países com instituições democráticas fracas, corruptas e economias primárias, especialmente na América Latina. A analogia refere-se ao monopólio que as empresas americanas tinham na plantação e na exportação de bananas em países da América Central e do Sul nos séculos XIX e XX.

Os governos oligárquios da região tinha enorme dependência financeira destas empresas cujos interesses, consequentemente, pautavam a política, mesmo a custo de sangue. Com a colaboração do governo dos EUA, a principal destas companhias, a United Fruit Company, auxiliou golpes de Estado, massacres e invasões que beneficiariam seus negócios.

“Em uma república de bananas, a violência da multidão determina o exercício do poder. Nos Estados Unidos, os policiais esmagaram essa violência para que os representantes do povo pudessem exercer o poder de acordo com a lei e o governo constitucional”, Pompeo disse em seu Twitter, não citando as críticas sobre a inação da polícia para conter os atos , que já resultou em uma série de demissões.

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Segundo o chefe da diplomacia americana, o fato do Congresso ter voltado a se reunir para confirmar a vitória de Biden mesmo após a invasão “mostra a força das instituições políticas e representa uma vitória para o Estado de Direito e o governo constitucional nos EUA“.

PUBLICIDADE Um dos principais aliados do presidente Trump, Pompeo teria sido, segundo a CNBC, um dos secretários que discutiram a possibilidade de recorrer à 25 a emenda da Constituição para afastar Trump por incapacidade de continuar a governar. As conversas ocorrem diante das dúvidas sobre a condição que o presidente, cada vez mais isolado e tóxico, teria para completar os 12 dias de mandato que lhe restam.

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Para afastá-lo pela cláusula, seria necessário a mobilização do vice-presidente, Mike Pence, que não parece disposto a fazê-lo, e de ao menos metade do Gabinete de governo. Como isto parece improvável, lideranças democratas na Câmara se mobilizam para iniciar um novo processo de impeachment para remover Trump, mas não está claro se há tempo hábil para fazê-lo.

Em 2019, a Câmara, controlada por democratas, chegou a aprovar o impeachment do presidente, mas o Senado, controlado por republicanos, o rejeitou. Na ocasião, Trump era acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso por pressionar autoridades ucranianas a realizar investigações que lhe trariam benefícios políticos.

PUBLICIDADE Um dos pontos centrais mirados pelo presidente eram os supostos negócios do filho de Biden, Hunter, em esquemas de corrupção. Auditorias posteriores não encontraram provas de irregularidade.

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