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Após ataques por terra, Israel intensifica bombardeios a Gaza, e palestinos fogem de suas casas

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Entornointeligente.com / JERUSALÉM — Israel intensificou os bombardeios à Faixa de Gaza nesta sexta-feira, um dia após suas Forças Armadas darem início a um ataque por terra contra o território, forçando palestinos a deixarem suas casas em busca de segurança. Após uma série de ataques aéreos ao enclave, mirando túneis e instalações do grupo islamista Hamas e de seus aliados, o premier Benjamin Netanyahu não deu indícios de que pretende parar, afirmando que fará “tudo para restaurar a segurança” de Israel.

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Até o momento, os ataques israelenses já deixaram ao menos 122 palestinos mortos, incluindo 31 crianças e 19 mulheres, e 830 feridos, naquele que já é o pior embate entre o Israel e o Hamas desde que o enclave foi invadido em 2014. Os mais de 2 mil foguetes lançados pelo grupo islamista, por sua vez, mataram nove pessoas em Israel, entre elas duas crianças.

— O Hamas nos atacou no nosso feriado , na nossa capital, lançaram mísseis contra as nossas cidades e estão pagando e vão pagar caro por isso. Faremos tudo para restaurar a segurança nas nossas cidades e para os nossos cidadãos — disse Netanyahu. 

Israel e Palestina vivem pior conflito bélico desde 2014 Imensa nuvem de fumaça sobre em local atingido por ataque aéreo israelense ao complexo de Hanadi na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP Incêndio na refinaria de Ashkelon, atingida por foguetes do Hamas no dia anterior, na cidade no sul de Israel, perto da Faixa de Gaza Foto: JACK GUEZ / AFP Mulheres palestinas verificam os danos dentro de um apartamento em um prédio fortemente danificado na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP Cratera na rua principal da Cidade de Gaza, após ataques aéreos israelenses no território comandado pelo Hamas durante a noite Foto: MOHAMMED ABED / AFP Torre Al-Jawhara na Cidade de Gaza, foi alvo de ataques aéreos israelenses durante a noite Foto: ASHRAF AMRA / AFP Pular PUBLICIDADE Incêndio logo ao amanhecer em Khan Yunish, após um ataque aéreo israelense contra alvos no sul da Faixa de Gaza Foto: YOUSSEF MASSOUD / AFP Raios de luz são vistos quando o sistema anti-míssil Iron Dome de Israel intercepta foguetes lançados da Faixa de Gaza em direção a Israel, vistos de Ashkelon, Israel em 12 de maio de 2021. REUTERS / Amir Cohen Foto: AMIR COHEN / REUTERS Um homem palestino olha para um prédio destruído na Cidade de Gaza, após uma série de ataques aéreos israelenses à Faixa de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP Um homem israelense passa pelos restos de um foguete disparado pelo grupo islâmico palestino Hamas da Faixa de Gaza e que foi destruído pelo sistema de defesa aérea de Israel, em Ashkelon Foto: JACK GUEZ / AFP Crianças caminham por rua destruída perto de uma torre que foi atingida por ataques aéreos israelenses, em meio a uma explosão de violência israelense-palestina, na cidade de Gaza Foto: MOHAMMED SALEM / REUTERS Pular PUBLICIDADE Rolos da Torá, escrituras sagradas judaicas, são removidos de uma sinagoga que foi incendiada durante confrontos violentos na cidade de Lod, em Israel, entre manifestantes árabes israelenses e a polícia Foto: RONEN ZVULUN / REUTERS Israelenses se protegem sob uma ponte na entrada da cidade central de Tel Aviv Foto: GIL COHEN-MAGEN / AFP Pessoas se abrigam no porão de um prédio na cidade israelense de Tel Aviv. Alarmes pela cidade , depois que foguetes foram lançados contra Israel da Faixa de Gaza Foto: GIDEON MARKOWICZ / AFP Israel chegou a anunciar na madrugada desta sexta (noite de quinta, horário do Brasil) que enviou soldados para dentro do enclave, lar de 2 milhões de pessoas, mas voltou atrás e disse que isto não é verdade, atribuindo a confusão a um “problema de comunicação”.

A escalada significativa vista nesta sexta, quando 160 aeronaves lançaram 450 bombas em 40 minutos, tinha por fim desmantelar uma rede de túneis quilomêtricos do Hamas, apelidada por Tel Aviv de “o metrô”. Construídos após a guerra de 2014, eles facilitariam o transporte, o esconderijo e a organização do grupo islamista, que Israel considera ser uma organização terrorista.

— Eu disse que nós iríamos atacar o Hamas e outros grupos terroristas duramente, e estamos fazendo isso. Nas últimas 24 horas, destruímos alvos subterrâneos. Eles acham que podem se esconder lá, mas não podem — disse Netanyahu.

Exército avançou por terra e aviação intensificou bombardeios a Gaza Israel crê que havia dezenas de lideranças do Hamas nos túneis, mas ainda não tem um balanço da operação. Os ataques, sendo o jornal Haaretz, levaram a linha de frente para ainda mais perto de áreas densamente povoadas, abrindo caminho para uma possível invasão terrestre. O governo afirma ainda não ter decidido se irá dar este passo, mas se prepara: convocou, por exemplo, 9 mil reservistas, aumentando a presença militar na fronteira. 

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Êxodo de Gaza Em Gaza, parte da população não espera para ver qual será a decisão. Com a intensificação dos ataques, centenas de pessoas deixaram suas casas em busca de proteção. Entre os mortos nos bombardeios de hoje há uma mulher e seus três filhos pequenos. 

— Nós estávamos sentados com as crianças em casa quando começaram as bombas por todo lado — disse à Reuters Rewaa Marouf, que mora na cidade fronteiriça de Beit Lahiya. — A casa ao lado da nossa foi bombardeada, estilhaços atingiram a nossa casa. Não temos ideia se ela continua de pé.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, há um êxodo de pessoas de localidades no Norte de Gaza, como Marouf, que estão buscando abrigos em escolas da ONU no Sul do enclave. A organização disse estar tomando precauções para evitar a disseminação do coronavírus.

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A intensidade dos bombardeios simultâneos israelenses, relatam palestinos nas redes sociais, é superior à vista inclusive em 2014. Os militares israelenses chamam esta nova estratégia de “doutrina da vitória”: os ataques são mais rápidos e intensos, com alvos variados.

PUBLICIDADE Israel afirma que seu objetivo é desmantelar as operações do grupo islamista e matar suas lideranças, anunciando nesta sexta ter destruído alvos navais, o prédio do banco supostamente usado pelo Hamas e um centro de produção de armas, por exemplo. O impacto na população civil, contudo, é significativo.

Segundo a ONU e a ONG Save the Children, respectivamente, mais de 200 unidades habitacionais e 31 escolas foram destruídas no território palestino. Ao menos duas torres que abrigavam veículos da imprensa também foram atacados.

À al-Jazeera, Midhat Abbas, do Ministério da Saúde de Gaza, disse que se os ataques continuarem, o sistema sanitário da região, já exaurido pelo coronavírus, deverá colapsar em no máximo uma semana:

— Eles ainda estão atacando centros de saúde. Ontem [quinta] atacaram uma clínica de atendimento primário e, parcialmente, dois hospitais, um deles em Beit Hanoun — disse ele, ressaltando que o enclave tem apenas 2,2 mil leitos para seus 2 milhões de habitantes.

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Resposta do Hamas O Hamas, por sua vez, respondeu à escalada israelense com mais foguetes. Entre a madrugada e a manhã desta sexta, foram mais de 220 lançamentos: 30 artefatos caíram ainda em Gaza e parte maciça dos foguetes restantes foi interceptada pelo Domo de Ferro, o sistema antimísseis israelense.

PUBLICIDADE As sirenes tocaram regularmente em cidades perto da fronteira e no centro do país nesta sexta e ao menos uma pessoa ficou ferida após um foguete cair em uma rodovia em Be’er Sheva, no Sul de Israel, danificando vários carros. Entre os nove mortos desde terça está uma idosa de 87 anos que morreu na madrugada desta sexta em Shtulim, também no Sul do país, enquanto corria para se esconderem seu abrigo antib ombas.

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Em paralelo, as forças de segurança internas israelenses encontram dificuldades para controlar a violência interna entre judeus ultraconservadores e a minoria árabe-israelense: entre quinta e sexta, um soldado foi espancado em Jaffa, um policial foi baleado em Lod, o epicentro das manifestações, e outra sinagoga — ao menos a quinta nesta semana — foi incendiada. Em outra frente, protestos explodiram nesta sexta no território ocupado da Cisjordânia e nas fronteiras com a Jordânia e o Líbano.

Na frente política, as chances do premier Benjamin Netanyahu continuar no comando de Israel aumentaram significativamente nas últimas 24 horas, em meio às tentativas de formar um governo após as eleições inconclusivas de 23 de março, a quarta em dois anos. Isto ocorreu após as negociações entre o ultranacionalista Naftali Bennett e o líder centrista Yair Lapid se esfacelarem. Com isso, o país fica à beira de uma quinta eleição nos próximos meses.

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Despejos de Sheikh Jarrah O estopim para a escalada foi a violência de segunda-feira na mesquita de al-Aqsa , o terceiro lugar mais sagrado para o Islã, quando a polícia israelense feriu mais de 300 palestinos. A cidade é uma panela de pressão desde o início do mês do Ramadã — que terminou na quarta — devido à ameaça de expulsão das quatro famílias palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias.

A Suprema Corte deveria ter decidido na segunda se permitiria um recurso ou se manteria a decisão de expulsar os 30 adultos e 10 crianças, mas adiou o veredicto no domingo para algum momento nos próximos 30 dias.

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As quatro famílias palestinas afirmam que vivem na região desde 1950, quando foram realocadas pela Jordânia após serem forçadas a abandonar suas casas em Jerusalém Ocidental e Haifa durante a guerra com os vizinhos árabes que se seguiu à criação do Estado de Israel, em 1948. O temor é que seu despejo, algo que a ONU caracterizou como um possível “crime de guerra” , crie precedentes para expulsões em ampla escala.

PUBLICIDADE Os israelenses que entraram com a ação, por sua vez, dizem que compraram as propriedades legalmente de duas associações judaicas que as haviam adquirido no final do século XIX. Pela lei local, se os judeus puderem provar que sua família vivia em Jerusalém Oriental antes de 1948, teriam o “direito à propriedade”.  Não há legislação semelhante que permita aos palestinos fazer o mesmo em Jerusalém Ocidental ou outras partes do que hoje é o território reconhecido de Israel.

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