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Ao vivo: 'Quando ele aparece sem máscara, desdenhando das pessoas que morreram, ele confunde e leva à ilusão de que está tudo normal', diz cientista sobre Bolsonaro

ao_vivo_26_23039_3Bquando_ele_aparece_sem_mascara_2C_desdenhando_das_pessoas_que_morreram_2C_ele_confunde_e_leva_a_ilusao_de_que_esta_tudo_normal_26_23039_3B_2C_diz_cientista_sobre_bolsonaro.jpg

Entornointeligente.com / RIO – A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à CPI da Covid nesta sexta-feira que o governo federal precisa ter uma comunicação clara com a população. A cientista disse ainda que quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aparece sem máscara em lugares públicos e coloca em xeque a necessidade de uso confunde e desinforma. O médico sanitariasta Cláudio Maierovitch qualificou algumas declarações de Bolsonaro sobre a pandemia, como a de que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas”, como estapafúrdias e homofóbicas.

— Quando ele aparece sem máscara, desdenhando das pessoas que morreram, ele confunde as pessoas, leva à ilusão de que está tudo normal.

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Eles defenderam a necessidade de uma comunicação clara. Do contrário, as pessoas podem escolher a orientação que quiserem: ficar em casa, segundo diz uma autoridade, ou ir para uma festa e não usar máscara, conforme diz outra autoridade.

— Não tem como contar com a população se ela está desorientada e confusa. Não temos diretrizes claras — disse Natalia, criticando Bolsonaro:

Maierovitch também é ouvido pela comissão. Para ele, a população brasileira foi tratada como animal quando o governo decidiu apostar na estratégia da imunização de rebanho.

— É um mentira orquestrada pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde. Essa mentira mata, porque leva as pessoas a comportamentos irracionais. Esse negacionismo da ciência perpetuado pelo governo mata.

Ela afirmou que, em testes em animais, a cloroquina já tinha falhado. Mas, por pressão política, acabou sendo testada em pessoas. Ela até ironizou o episódio em que Bolsonaro mostrou uma caixa do remédio às emas que vivem no jardim do Palácio da Alvorada.

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— A cloroquina já foi testada em tudo. Já testou em animais, já testou em humanos. Só não testou em emas, porque as emas fugiram — afirmou Natalia.

Natalia disse que remédios antivirais são mais difíceis de desenvolver que antibióticos, que atacam bactérias. Segundo ela, é importante investir nesses medicamentos, mas o controle das doenças provocadas por vírus ocorre por meio da vacinação.

PUBLICIDADE A CPI ouve também o médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Maierovitch avaliou que o governo tentou a estratégia da imunidade de rebanho, ou seja, de deixar o vírus circular para que as pessoas se infectassem até um ponto em que haveria uma quantidade suficiente de imunizados para cessar a epidemia.

— Não somos animais. Fomos tratados dessa forma. A população brasileira tem sido tratada dessa forma ao tentar a imunidade de rebanho ao custo de vidas — afirmou Cláudio.

Ele lembrou que alguns governantes inicialmente minimizaram a pandemia, mas depois mudaram de posição, citando como exemplo o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Destacou que é importante constituir mecanismos de gestão, coordenação e comunicação quando há uma crise sanitária. Segundo ele, isso funcionou por exemplo durante a epidemia de zika em 2015 e 2016, mas foi falho durante a pandemia de Covid-19. De acordo com ele, milhares de vidas poderiam ter sido salvas. Ele também criticou o plano de vacinação do governo federal, e falta de articulação com o Instituto Butantan, que produz a Coronavac no Brasil.

— Não tivemos critério homogêneos [de vacinação] para o Brasil inteiro. Ficou a cargo dos estado, o que pode parecer democrático, um sistema descentralizado. Mas frente a uma pandemia dessa natureza, e à escassez de recursos, isso deixa de ser democrático — disse ele.

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Maierovitch e Natália compararam a cloroquina à fosfoetanolamina, substância que ficou conhecida como “pílula do câncer”, mas cujos testes não comprovaram sua eficácia contra a doença.

— Tem gente achando que a lei mudou. Não. Continua valendo a lei que aprovamos aqui, da obrigatoriedade do uso de máscaras — disse Humberto Costa.

Militarização do Ministério da Saúde Maierovitch  criticou a militarização do Ministério da Saúde para tentar controlar a pandemia.

— Isso não é assunto para amador, para quem nunca fez isso na vida. Às vezes são decisões que precisam ser tomadas instantaneamente, de risco, e que se não são tomadas podem levar à falência do programa — disse Cláudio.

Terceira onda Questionado sobre uma terceira onda, Maierovitch afirmou acreditar que os números da doença vão voltar a crescer:

— Se se confirmarem as previsões de uma nova transmissão intensa, e já há sinais indiretos disso, pela lotação dos hospitais, partimos de uma patamar ainda mais alto e sem uma imunidade coletiva capaz de conter isso. Temos a esperança de que a letalidade seja um pouco inferior porque boa parte dos idosos foi vacinada, terá sido vacinada.

PUBLICIDADE O médio citou ainda a estimativa feita por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, segundo o qual 80 mil mortes poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse fechado antes contrato com o Instituto Butantan para adquirir a Coronavac.

Durante o depoimento, Natalia recebeu uma mensagem do pesquisador Pedro Hallal, da UFPel, dizendo que, se o Brasil tivesse na média mundial de controle da pandemia, três de cada quatro mortes ocorridas no país teriam sido evitadas.

Renan critica Bolsonaro O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), criticou as declarações de Bolsonaro contrárias ao uso de máscara. Para ele, foi um forma de desviar a discussão sobre sua atuação em favor de empresas privadas que compraram insumos para a cloroquina, revelada na quinta-feira pelo GLOBO.

— Ontem, ao ser pego no flagrante de fazer lobby privado para a cloroquina, ele atacou a máscara — disse Renan.

No começo da sessão, os senadores de oposição Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues lamentaram a declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro na quinta-feira. Bolsonaro disse que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai fazer um parecer “visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados”.

— É profundamente negativo, continua a mostrar o desinteresse, a indiferença do presidente com sua população. Ficou muito mal para o ministro da Saúde. Ele esteve aqui, marcou algumas diferenças com o presidente da República, disse que as imagens [de Bolsonaro em aglomerações e sem máscara] falavam por si próprias, e disse que estava sintonizado com as medidas não farmacológicas. Espero que o senhor Queiroga tenha a coerência de tomar atitude de acordo com o que ele nos disse. E não aceite intromissão para adotar uma posição profundamente equivocada — disse Humberto.

CPI da covid: veja os principais acontecimentos na comissão até agora A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à CPI da foi categórica: 'Negacionismo do governo mata' Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/06/2021 Médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criticou a imunidade rebanho 'a custo de muitas mortes': 'estamos sendo tratados como animais' Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/06/2021 Com o habeas corpus concebido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), não compareceu à CPI da Covid, no senado: "Iremos recorrer dessa decisão", prometeu o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 10/06/2021 O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, braço-direito do ex-ministro Eduardo Pazuello na pasta, afirmou à CPI que a gestão do general defendia o "atendimento precoce" para pacientes com a Covid-19 Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 09/06/2021 Convocado pela segunda vez, ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse orientar Bolsonaro sobre medidas de prevenção contra Covid-19, apesar de não ser levado em consideração: "Não me compete julgar os atos do presidente da República" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 08/06/2021 Pular PUBLICIDADE Infectologista Luana Araújo, ex-secretária de enfrentamento ao coronavírus, chamou a discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus de "delirante": "Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente" e reafirmou que "o Brasil está na vanguarda da estupidez" Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado – 02/06/2021 A médica Nise Yamaguchi se negou a opinar sobre a gestão do presidente Bolsonaro na pandemia. A médica disse que aconselhava o Ministério da Saúde, mas negou a existência de 'gabinete paralelo', diante da insistência do relator Renan Calheiros Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 01/06/2021 O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que Brasil poderia ter sido pioneiro na imunização: "Já tínhamos as doses, já estavam disponíveis. E eu, muitas vezes, declarei em público que poderíamos ser o primeiro país a começar a vacinação" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 27/05/2021 A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também conhecida como 'capitã cloroquina' confirmou que houve orientação da Saúde para tratamento precoce contra a Covid-19 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 25/05/2021 Pressionado por senadores a responder pela falta de oxigênio em Manaus, em janeiro, o ex-ministro da Saúde Pazuello disse que a responsabilidade era do governo estadual e da empresa fornecedora Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 20/05/2021 Pular PUBLICIDADE Sessão da CPI da Covid foi suspensa depois de Eduardo Pazuello passar mal durante um intervalo. A Comissão retormou depoimento do ex-ministro no dia seguinte Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021 Ex-ministro negou receber ordens diretas do presidente para usar cloroquina no combate à Covid-19 e destacou sua qualificação em logística e gestão: "Eu me considero sim, senhor, plenamente apto a exercer o cargo de ministro da Saúde" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021 Assim como Fabio Wajngarten, ex da Comunicação, o ex das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, negou falas polêmicas diante da CPI da Covid: "Eu não entendo nenhuma declaração que tenha feito como anti-chinesa", esquivou-se o ex-chanceler Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 18/05/2021 Presidente da CPI, Omar Aziz, alertou Ernesto sobre dizer a verdade e lembrou declarações anti-chinesas: "Na minha análise, Vossa Excelência está faltando com a verdade. Peço que não faça isso. Escreveu no seu Twitter, escreveu artigo" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 18/05/2021 O gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, revelou que o Brasil poderia ter recebido 4,5 milhões de doses a mais de vacinas contra a Covid-19 até março deste ano Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 13/05/2021 Pular PUBLICIDADE Bate-boca entre senadores Flávio Bolsonaro e Renan Calheiros marcou sessão em que Wajngarten foi ouvido. Flávio chamou Renan de vagabundo, que rebateu citando a investigação da rachadinha Foto: Marcos Oliveira e Leopoldo Silva / Agência Senado Depois da aparição de Flavio Bolsonaro, em defesa de Wajngarten, sessão da CPI da Covid foi interrompida Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021 "Por favor, não menospreze nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui", disse o presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) a Wajngarten Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021 Fabio Wajngarten se esquivou de respostas diretas e foi advertido pela mesa e acusado, pelo relator Renan Calheiros de mentir à CPI por negar declarações dadas à revista Veja – que logo divulgou áudios comprovando as declarações do ex-chefe da Secom Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021 Relator Renan Calheiros trocou a placa que o identificava pelo número de vidas perdidas para a Covid-19 no Brasil Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 12/05/2021 Pular PUBLICIDADE O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, confirmou que esteve em uma reunião no Palácio do Planalto, no ano passado, na qual foi cogitada a possibilidade de mudar a bula da cloroquina para que o medicamento fosse indicado no tratamento da Covid-19: "não tem cabimento", classificou Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/05/2021 Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se esquivou de perguntas e não disse se concorda com Bolsonaro sobre uso de cloroquina: "Eu estou aqui na condição de testemunha, o senhor quer que eu emita juízo de valor", respondeu ao relator da CPI Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/05/2021 Omar Aziz (PSD-AM) ironizou a resposta do ministro da Saúde: "Até minha filha de 12 anos falaria sim ou não", sobre concordar com o uso da cloroquina, conforme prega o presidente Bolsonaro durante toda a pandemia Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 06/05/2021 "Não há pressão nenhuma", disse Queiroga quando questionado sobre atuação do Planalto para incluir a cloroquina no tratamento de Covid-19. Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo – 06/05/2021 Ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que a falta de autonomia no ministério motivaram sua saída um mês depois de assumir o cargo Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado – 05/05/2021 Pular PUBLICIDADE Otto Alencar (PSD-BA) recomenda vacina 'antirrábica' a senador governista que defendeu cloroquina Foto: Jefferson Rudy / Jefferson Rudy/Agência Senado Governistas questionam o direito de a bancada feminina fazer perguntas sem integrar a CPI e geram bate-boca Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado – 05/05/2021 Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta sustentou discurso de que seguiu sempre orientações ténicas à frente da pasta Foto: Jefferson Rudy / Agência O Globo – 05/05/2021 PUBLICIDADE — É lamentável. Só mostra a necessidade do trabalho desta comissão parlamentar de inquérito — avaliou Randolfe.

Natalia afirmou que a pandemia mostrou que a comunicação da ciência é essencial. Também disse não haver comprovação científica da eficácia da cloroquina contra a Covid-19.

— Ela nunca teve plausibilidade biológica para funcionar. O mecanismo só funciona in vitro, em ensaio — disse, acrescentando: — Já foi testada e falhou para várias doenças virais: zika, dengue, SARs, aids, ebola.

Ela destacou que a correlação entre dois fatores não significa relação causou. Ela mostrou um gráfico que mostra uma correlação entre o consumo de queijo muçarela e a concessão e bolsas de estudo, o que não significa que uma coisa gerou a outra.

— É só as pessoas comprarem mais queijo — ironizou.

Maierovitch defende confinamento Natalia se disse chocada quando, ao embarcar no aeroporto para ir a Brasília, viu o avião abarrotado, sem uma cadeira vazia entre um passageiro e outro. Ela também sugeriu que as empresas aéreas forneçam máscaras do tipo PFF2 aos passageiros.

Cláudio defendeu medidas restritivas como o confinamento. Ele disse que há experiência acumulada em outros países, como Portugal, Alemanha e Reino Unido, para dizer que isso funciona. Segundo o pesquisador, duas semana de confinamento no Brasil ajudaria a reduzir a transmissão, porque é o período em que uma pessoa contaminada pode transmitir o vírus.

PUBLICIDADE — Se durante duas semanas eles ficarem em casa e não transmitirem, esse ciclo se encerra — disse Maierovitch.

Spray nasal contra Covid-19 Os dois criticaram a viagem de uma comitiva do governo brasileiro a Israel para conhecer um spray nasal que poderia ser usado contra a Covi-19.

— O spray estava em fase tão inicial que a comitiva brasileira surpreendeu até os pesquisadores — disse Natalia.

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— Quando vi a notícia, o que será que ele s vão observar lá que precisa da presença física, e não um documento? Não consegui pensar em nada que justificasse a presença física. Achei inusitada aquela visita — disse Maierovitch. 

O negacionismo do presidente Bolsonaro em imagens ao longo de um ano de pandemia Bolsonaro defendeu o uso de cloroquina em lives Foto: Reprodução O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, sem usar máscara de proteção, se aglomera para falar com apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada, em Brasília Foto: Evaristo Sá / AFP – 31/03/2021 O então ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, fala ao pé do ouvido de Bolsonaro, durante cerimônia em que o presidente sancionou leis que ampliam capacidade de aquisição de vacinas pelo governo federal. Apesar do uso de máscara, que se tornou cena incomum para o presidente, o distanciamento entre membros do governo não foi mantido Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 10/03/2021 Jair Bolsonaro durante reunião na qual telefonou para o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu: sem máscara ou distanciamento, em ambiente fechado Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República – 12/02/2021 Com seu negacionismo, Bolsonaro transformou aparições públicas em cenas de campanha pré-pandemia, com abraços e beijos indiscriminados diante de aglomeração de apoiadores Foto: Alan Santos / PR – 30/12/2020 Pular PUBLICIDADE O presidente Jair Bolsonaro utilizou a máscara contra a Covid (obrigatória para as eleições) apenas ao votar na seção da Escola municipal da Vila Militar, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio Foto: Reuters – 15/11/2020 Jair Bolsonaro, na Solenidade do Dia da Pátria, no Palácio da Alvorada, cumprimentou apoiadores sem usar máscara Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 07/09/2020 O presidente Bolsonaro posa ao lado do embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, durante comemoração pelo Dia da Independência dos EUA, no sábado, 4 de julho, na casa do diplomata Foto: Nóbrega / PR – 04/07/2020 Bolsonaro durante manifestação a seu favor no Palácio da Alvorada, em Brasília Foto: Wagner Pires / Agência O Globo – 03/05/2020 Na rampa do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da filha Laura, acena para manifestantes que participam de manifestação antidemocrática em Brasília, emmaio. O presidente chegou a abraçar uma criança na rampa. Ele não se aproximou mais dos apoiadores por conta de duas grades de segurança que foram instaladas Foto: Jorge William / Agência O Globo – 03/05/2020 Pular PUBLICIDADE Na rampa do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da filha Laura, acena para manifestantes que participam de manifestação antidemocrática em Brasília, emmaio. O presidente chegou a abraçar uma criança na rampa. Ele não se aproximou mais dos apoiadores por conta de duas grades de segurança que foram instaladas Foto: EVARISTO SA / AFP – 03/05/2020 Bolsonaro cumprimenta com abraço o presidente do STF, Dias Toffoli, durante a posse de André Mendonça como ministro da Justiça Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 29/04/2020 De máscara, a primeira-dama, Michele Bolsonaro, ao lado do presidente durante a solenidade de posse do novo ministro da Justiça Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 29/04/2020 Em cerimônia da posse de Teich, convidados ignoram máscaras, se abraçam e ficam próximos uns dos outros Foto: Jorge William / Agência O Globo – 17/04/2020 Presidente Jair Bolsonaro sai do Palácio da Alvorada, visita o Hospital HFA, depois vai em uma farmácia Rosário, e em um edifício, no Sudoeste, em Brasília. Esta não foi a primeira vez que Bolsonaro causou aglomerações nas ruas padarias. Em uma visita à uma padaria ele não só se aglomerou com apoiadores como consumiu alimentos dentro do estabelecimento, o que não é mais permitido Foto: Jorge William / Agência O Globo – 14/04/2020 Pular PUBLICIDADE O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se reúne com apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada, em meio ao surto de Covid-19 Foto: Ueslei Marcelino / Reuters – 02/04/2020 Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta seus apoiadores durante manifestação em Brasília. Ele deveria estar em isolamento social por ter tido contato com pelo menos 10 membros de sua equipe Foto: SERGIO LIMA / AFP – 15/03/2020 Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta seus apoiadores durante manifestação em Brasília. Ele deveria estar em isolamento social por ter tido contato com pelo menos 10 membros de sua equipe. Compartilhar equipamentos, como celulares, também vai de encontro às recomendações por propiciar a contaminação Foto: SERGIO LIMA / AFP – 15/03/2020 Paolo Zanotto no ministério da Saúde Maierovitch disse que já trabalhou com o virologista Paolo Zanotto na epidemia de zika, tendo ficado surpreso com a atuação dele a favor de remédios sem eficácia no tratamento da Covid-19. Foi Paolo Zanotto quem propôs, em reunião com Bolsonaro em setembro do ano passado, a criação de um “gabinete das sombras”.

— Fiquei surpreso com alguém que tem esse estofo, esse “background” abandonar os princípios básicos elementares da construção do conhecimento científico em defesa de algo que não se sustenta. Em alguns momentos, buscava trazer conhecimentos foram da área dele — disse Maierovitch.

PUBLICIDADE Questionado se os bons cientistas não querem trabalhar neste governo no enfrentamento da pandemia, Maierovitch respondeu:

— Eu conheço pessoas que dizem: não vou sujar meu nome, meu currículo para trabalhar nesse contexto.

Natalia afirmou:— É um ambiente negacionista que não dá autonomia para trabalhar como cientista. O negacionismo do presidente Bolsonaro em imagens ao longo de um ano de pandemia

LINK ORIGINAL: OGlobo

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