Análise: Flamengo mostra mudanças pós-Renato, mas sinergia com torcida é o grande destaque em vitória sobre o Ceará

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Poderia ter sido uma noite de ressaca pela perda do título da Libertadores. Mas o tom da vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, no Maracanã, foi mais de reconciliação com a torcida. Menos por importância do resultado, que em termos práticos serviu apenas para adiar a confirmação do título do Atlético-MG, e sim pela sinergia exibida entre time e público. Os rubro-negros jogaram sob forte apoio dos mais de 47 mil torcedores. Críticas e xingamentos apenas ao demitido Renato Gaúcho e à diretoria.

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Os três pontos serviram para confirmar o segundo lugar brasileiro para o Flamengo, que chegou aos 70 e já não pode ser alcançado pelo Palmeiras. As chances de título seguem remotas: de apenas 0,31%, segundo o Departamento de Matemática da UFMG. Para ratificar a conquista, o Atlético-MG, com 78,  precisa vencer o Bahia, nesta quinta, em Salvador. Já os rubro-negros voltam a campo na sexta, contra o Sport, na Arena Pernambuco.

— Nosso sentimento ainda é de tristeza por ter perdido o título (da Libertadores). Era muito importante para nós e ia dar uma alegria imensa para a nação. Mas eles mostraram mais uma vez que são Flamengo, que vivem desse sentimento inexplicável — comentou Everton Ribeiro.

Os 30 melhores times campeões da história do Brasileirão escolhidos por jornalistas O GLOBO e o 'Extra' convocaram mais de 60 jornalistas que escolheram os principais vencedores do Campeonato Brasileiro dos últimos 50 anos. Foto: Montagem sobre fotos de arquivo 30º – BAHIA (1989) – Jogadores celebram vitória na segunda conquista do clube baiano na competição nacional. Foto: Site oficial do Bahia 29º – GRÊMIO (1981) – O versátil Paulo Isidoro passa pela marcação de Emerson, do São Paulo. Foto: Arquivo/O Globo 28º – ATLÉTICO-MG (1971) – Com vitória sobre o Botafogo, o Galo levou a primeira edição do nacional com o nome de Brasileiro. Foto: Arquivo/O Globo 27º – SÃO PAULO (2007) – O atacante Borges em partida contra o Vasco, no Morumbi. Foto: Nelson Coelho / Nelson Coelho Pular PUBLICIDADE 26º – FLAMENGO (1987) – Zico em partida contra o Santa Cruz, no Maracanã. Foto: Hipólito Pereira / Hipólito Pereira/O Globo 25º – VASCO (2000) – Romário celebra gol em empate contra o Bahia, pela Copa João Havelange. Foto: Jonne Roriz/Coperphoto/L! Sportpress 24º – CORINTHIANS (1998) – Marcelinho Carioca comemora o título do Timão. Foto: Luiz Carlos Santos/Agência O Globo 23º – PALMEIRAS (1972) – O craque Ademir da Guia com a faixa de campeão. Foto: Arquivo/O Globo 22º – GUARANI (1978) – O craque Careca, destaque do Bugre no único título nacional. Foto: Arquivo/O Globo Pular PUBLICIDADE 21º – SÃO PAULO (1991) – O tricolor de Muller, que viria a ser bicampeão mundial nos anos seguintes. Foto: Jose Carlos Moreira / Agência O Globo 20º – FLUMINENSE (2012) – Thiago Neves e Fred comemoram mais uma conquista nacional. Foto: Ricardo Ayres/Photocamera 19º – PALMEIRAS (1973) – Em pé: Alfredo, Leão, Luis Pereira, Eurico, Dudu e Zecão. Agachados: Ronaldo, Cesar, Leivinha e Ademir da Guia. Foto: Antônio Carlos Piccino/O Globo 18º – INTERNACIONAL (1975) – Figueroa (camisa 3 do Internacional) marca de cabeça o gol da vitória sobre o Cruzeiro. Foto: Arquivo/Agência O Globo 17º – CRUZEIRO (2013) – Time mineiro conquistaria em 2013 o primeiro de dois títulos seguidos sob comando de Marcelo Oliveira. Foto: Bruno Gonzalez/Extra Pular PUBLICIDADE 16º – FLAMENGO (1983) – Flamengo em partida contra o Vasco, pelo Brasileiro de 1983 Foto: Anibal Philot/Agência O Globo 15º – SÃO PAULO (1986) – Careca tenta passar pela marcação de Vica, do Fluminense, no Brasileiro de 1986. Foto: Hipólito Pereira/Agência O Globo 14º – FLUMINENSE (1984) – Braço erguido, punho fechado, o centroavante Washington (jogador) é abraçado por Leomir e sorri, na comemoração do seu gol. Foto: Luiz Pinto/Agência O Globo 13º – CORINTHIANS (2015) – Jogadores do Corinthians em partida contra o Goiás. Foto: Daniel Augusto Jr. / Daniel Augusto Jr./ Ag. Corinthians 12º – SANTOS (2002) – Os meninos da Vila, Robinho e Diego, com a taça de campeão. Foto: Ricardo Bakker/Diário Pular PUBLICIDADE 11º – SÃO PAULO (2006) – Tricolores erguem a taça depois de empate com o Athletico, no Morumbi. Foto: Rickey Rogers / Rickey Rogers/Reuters 10º – CORINTHIANS (1999) – Luizão passa por Vagner, do São Paulo. Foto: Reginaldo Castro/Lance! 9º – FLAMENGO (1982) – Time posado no Maracanã: Leandro, Raul, Marinho, Figueiredo e Junior. Agachados: Tita, Adílio, Nunes, Zico e Lico. Foto: Sebastião Marinho/O Globo 8º – PALMEIRAS (1993) – Edilson e César Sampaio celebram a primeira de duas conquistas do clube na década de 1990. Foto: Claudio Rossi/O Globo 7º – INTERNACIONAL (1976) – Na decisão, Colocardo passou pelo Corinthians, no Beira-Rio. Foto: Arquivo/O Globo Pular PUBLICIDADE 6º – VASCO (1997) – Edmundo é erguido após conquista do cruz-maltino no Maracanã. Foto: Custódio Coimbra / O GLOBO 5º – PALMEIRAS (1994) – Rivaldo celebra gol contra o Corinthians, no Pacaembu. Foto: Marcos Issa/O Globo 4º – INTERNACIONAL (1979) – Falcão comemora mais um título nacional pelo Colorado. Foto: Divulgação/Site oficial do Internacional 3º – FLAMENGO (1980) – Zico corre para a festa em partida contra o Atlético-MG. Foto: Anibal Philot/O Globo 2º – CRUZEIRO (2003) – Alex foi o maestro da conquista do primeiro Brasileiro dos pontos corridos. Foto: Bruno Domingos / Reuters Pular PUBLICIDADE 1º – FLAMENGO (2019) – Gabigol ergue a taça em fim de ano histórico sob o comando de Jorge Jesus. Foto: CARL DE SOUZA / AFP  

Importante também destacar a noite de Andreas Pereira. Responsável pela falha que levou ao segundo gol do Palmeiras na final de sábado, o meio-campista chegou a ouvir vaias de um pequeno grupo de torcedores antes de a bola rolar. Mas logo foi aplaudido. Durante a partida, teve boa atuação e, por muito pouco, não foi premiado com um gol no último lance.

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Apesar de Maurício Souza ter assumido o comando apenas um dia antes do jogo, já foi possível ver algumas mudanças na forma como o time jogou. Provavelmente pelo fato do técnico — auxiliar permanente do clube e que já treinou a equipe em diversas oportunidades — conhecer as potencialidades dos jogadores, que, por sua vez, já sabem como ele gosta de trabalhar.

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PUBLICIDADE Uma delas é a maior rotatividade da bola, passando de pé em pé e com mais viradas de jogo. Com Renato Gaúcho, o time era mais vertical.

Na frente, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro iniciaram mais abertos, se aproximando menos de Gabigol centralizado. O resultado foi a concentração das finalizações no camisa 9. Das 11 conclusões da equipe, sete foram dele. Entre elas, o gol, logo aos 2 minutos. Na jogada, Fabinho errou na saída e foi desarmado por Diego. A bola sobrou para o atacante converter tirando do goleiro.

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Defensivamente, a equipe foi pouco testada. O Ceará apostou nas jogadas em velocidade. Mas o Flamengo, que adotou linhas de marcação médias, não deu o espaço e a bola pelos quais os cearenses tanto esperaram. Aos trancos e barrancos, Rick chegou a empatar, aos 25 da etapa final. Mas o time nordestino não conseguiu segurar a pressão rubro-negra, e Matheuzinho garantiu a vitória, aos 33.

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