Análise: Brasil surpreende no Mundial de basquete, mas sai sem garantir vaga para Tóquio-2020 - EntornoInteligente
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Muito se lamentou quando foram sorteados os grupos do Mundial de basquete na China. O Brasil enfrentaria adversários fortes como Montenegro, Nova Zelândia e a Grécia de Giannis Antetokounmpo, melhor jogador da última temporada da NBA. Ancorada em boas atuações de seus mais experientes jogadores, a seleção treinada por Aleksandar Petrovic espantou o desânimo e venceu os três primeiros adversários com ótimas atuações. A boa campanha, no entanto, não resistiu às duas derrotas na segunda fase: os brasileiros deixaram o torneio sem as vagas nas quartas e nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Resta tentar a classificação no Torneio Pré-Olímpico.

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— Fizemos um bom Mundial. Tivemos um jogo terrível contra a República Tcheca, que custou o campeonato. Estamos indo para casa agora porque não jogamos bem. Tínhamos que bater os EUA e sabíamos que não seria fácil — disse Anderson Varejão, após a derrota de 89 a 73 para os americanos nesta segunda-feira. O pivô foi um dos destaques da partida (14 pontos) e do Mundial (média de 10 pontos por jogo).

O caminho não permitia erros, e a derrota para os tchecos, no sábado, acabou praticamente sentenciando o destino brasileiro na competição. Contra os Estados Unidos, o time de Petrovic — expulso pouco antes do intervalo, após uma desnecessária falta técnica — foi valente e defendeu bem, mas errou muito no ataque. Moldada pela maior liga de basquete do mundo, os americanos, mesmo com time alternativo, não perdoam qualquer brecha: se distanciaram no placar na metade do terceiro quarto. Depois, a forte defesa montada por Gregg Popovich garantiu a vitória.

— Avalio a participação como satisfatória. Caímos em um grupo e cruzamento difíceis, e conseguimos fazer um bom jogo com os EUA até o terceiro quarto. O basquete mundial é muito nivelado, e nos colocamos nessa briga — avalia o ex-jogador e comentarista do SporTV Marcelinho.

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O ala-armador Benite, cestinha da partida, foi o destaque brasileiro contra os EUA, com 21 pontos marcados.

Contando com uma geração forte, mas em reta final de carreira, e uma safra de jovens talentos, o Brasil encerrou o Mundial na 13ª posição. Precisa, agora, vencer um dos pré-olímpicos, em junho do ano que vem. Serão quatro torneios, cada um com seis equipes, ainda em locais indefinidos — o Brasil é candidato a sede.

— Foi muito proveitoso para Yago, Didi e principalmente, o Bruno Caboclo, que teve mais tempo de quadra. Consequentemente, foi proveitoso para o futuro da seleção. Nesse caminho de renovação, tudo está bem encaminhado — opina Marcelinho.

LINK ORIGINAL: OGlobo

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