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Covid-19: Queda de anticorpos coloca em risco também quem já adoeceu com o novo coronavírus

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Rafael Galliez, professor de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da UFRJ, diz que em 17 de novembro a taxa de positivos no CTD  subiu para 37% contra 26% em setembro e 13%, em junho

— Não sabemos o papel das reinfecções, mas são mais um elemento numa situação explosiva, com aglomerações e cada vez mais gente ignorando cuidados — frisa Galliez

Fato é que os anticorpos neutralizantes desaparecem após um tempo. Um estudo indica que eles duram por cerca de seis meses. Mas mesmo isso é conjectura, salienta o imunologista Orlando Ferreira, do Laboratório de Virologia Molecular (LVM) da UFRJ

Há outros mecanismos de defesa, de resposta celular, que permanecem ainda pouco conhecidos. Amílcar Tanuri, que coordena com Ferreira o LVM, observa que pessoas que já tiveram Covid-19 são vulneráveis e possivelmente não possuem um make-up genético favorável para se defender do coronavírus. Elas perderam a defesa adquirida porque esta já não era muito boa

PUBLICIDADE América Latina tem primeiro caso comprovado de reinfecção É muito difícil, no atual nível técnico, distinguir o que é uma segunda infecção de um caso de persistência, isto é, o de alguém que nunca chegou a ser livrar do coronavírus. Embora os relatos sejam numerosos foi só nesta semana que foi publicado em revista científica, a Lancet, o primeiro caso comprovado de reinfecção na América Latina, o de um equatoriano de 46 anos

Para comprovar uma reinfecção, é preciso sequenciar e comparar os vírus do primeiro e do segundo episódio de infecção. É preciso haver diferenças significativas no genoma, o que caracterizaria que a pessoa foi infectada de novo. Se for persistência, o vírus que a fez adoecer uma primeira vez apenas teria se ocultado e mais uma vez reemergido. Nada disso é trivial de investigar, explica Ferreira

Até julho não havia casos suspeitos de reinfecção no CTD, mas eles têm aparecido desde então

Agora, algumas pessoas que testaram positivas no início da pandemia e negativaram, retornam mais uma vez positivas. Algumas têm cargas virais elevadas e isso realimenta a cadeia de transmissão — diz Castiñeiras

O grupo do CTD já tem pacientes em estudo. As amostras serão sequenciadas para ver se é realmente reinfecção ou persistência. Para quem adoece, o sofrimento é igual.  Todavia, para o controle da pandemia é importante conhecer a capacidade do Sars-Cov-2 de driblar o sistema imunológico, acrescenta Luciana Costa, diretora-adjunta do Instituto de Microbiologia da UFRJ

PUBLICIDADE Como os demais cientistas, ela destaca que ter tido Covid-19 não é garantia de imunidade. Todo mundo precisa se cuidar. Uma pessoa que tenha sido vulnerável uma vez, continua suscetível. Como o coronavírus circula com intensidade, ele pode reinfectar a pessoa

No caso de profissionais de saúde muitos também estão exaustos, esgotados, com baixa imunidade. Podem ser vários os gatilhos

— As pessoas não devem ser iludir que estão protegidas porque já tiveram Covid-19 ou porque têm anticorpos, pois estes podem ser perdidos e não são o único mecanismo de defesa. Se tiveram Covid-19, é porque são vulneráveis e podem ter de novo — frisa Costa

RIO — Em meio ao aumento da Covid-19 em novembro , sobressaem casos de pessoas que voltaram a adoecer e a testar positivo para o coronavírus Sars-CoV-2 meses após se considerarem curadas e terem negativado. São casos de possíveis reinfecção e persistência, que podem estar contribuindo para a retomada da curva de crescimento da pandemia. Eles acendem o sinal vermelho para quem pensava estar imune e trazem desafios para a vacinação.

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Entenda:   O Brasil está vivendo uma segunda onda de Covid-19 ou um repique da primeira?

O temor da reinfecção entre médicos é real, explícito em memorandos internos, como um emitido pelo Hospital Federal da Lagoa, em 18 de novembro. É impossível, no momento, saber quantos são os reinfectados. Cientistas estimam que, se não parecem ser a regra, tampouco seriam exceção.

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Os outros quatro coronavírus de resfriado comum, bem como os vírus respiratórios em geral, causam reinfecção normalmente, observa a virologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Clarissa Damaso. O Sars-CoV-2 parece trilhar o mesmo caminho.

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Reinfecções se somam a aglomerações e relaxamento de medidas para conter pandemia À frente de um dos poucos estudos no Brasil que testa coronavírus com RT-PCR, o padrão ouro, e acompanha profissionais de atividades de risco, como saúde e segurança, Terezinha Castiñeiras, diz que a retomada de crescimento de casos da Covid-19 em Brasil e Europa acontece num período curiosamente coincidente, a despeito de condições climáticas e de evolução pandêmica distintas.

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Embora não seja possível neste momento fazer qualquer afirmação, é fato que há coincidência entre o aumento de casos e o período estimado para os anticorpos neutralizantes (aqueles que realmente atacam o vírus) adquiridos contra o Sars-CoV-2 diminuírem ou mesmo desaparecerem

PUBLICIDADE — Com o nível de conhecimento existente não podemos afirmar nada. Mas são possibilidades. A reinfecção e também a persistência podem estar contribuindo para alimentar a retomada do crescimento da Covid-19 registrada este mês. Qual o peso delas, não sabemos — afirma Castiñeiras, coordenadora do Centro de Triagem e Diagnóstico (CTD) para a Covid-19 e chefe do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina, ambos da UFRJ

As reinfecções se somam a aglomerações e ao relaxamento de medidas de contenção e de distanciamento e cuidado pessoal (higiene e uso de máscara). O resultado se vê nas taxas de positividade.

Rafael Galliez, professor de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da UFRJ, diz que em 17 de novembro a taxa de positivos no CTD  subiu para 37% contra 26% em setembro e 13%, em junho

— Não sabemos o papel das reinfecções, mas são mais um elemento numa situação explosiva, com aglomerações e cada vez mais gente ignorando cuidados — frisa Galliez

Fato é que os anticorpos neutralizantes desaparecem após um tempo. Um estudo indica que eles duram por cerca de seis meses. Mas mesmo isso é conjectura, salienta o imunologista Orlando Ferreira, do Laboratório de Virologia Molecular (LVM) da UFRJ

Há outros mecanismos de defesa, de resposta celular, que permanecem ainda pouco conhecidos. Amílcar Tanuri, que coordena com Ferreira o LVM, observa que pessoas que já tiveram Covid-19 são vulneráveis e possivelmente não possuem um make-up genético favorável para se defender do coronavírus. Elas perderam a defesa adquirida porque esta já não era muito boa

PUBLICIDADE América Latina tem primeiro caso comprovado de reinfecção É muito difícil, no atual nível técnico, distinguir o que é uma segunda infecção de um caso de persistência, isto é, o de alguém que nunca chegou a ser livrar do coronavírus. Embora os relatos sejam numerosos foi só nesta semana que foi publicado em revista científica, a Lancet, o primeiro caso comprovado de reinfecção na América Latina, o de um equatoriano de 46 anos

Para comprovar uma reinfecção, é preciso sequenciar e comparar os vírus do primeiro e do segundo episódio de infecção. É preciso haver diferenças significativas no genoma, o que caracterizaria que a pessoa foi infectada de novo. Se for persistência, o vírus que a fez adoecer uma primeira vez apenas teria se ocultado e mais uma vez reemergido. Nada disso é trivial de investigar, explica Ferreira

Até julho não havia casos suspeitos de reinfecção no CTD, mas eles têm aparecido desde então

Agora, algumas pessoas que testaram positivas no início da pandemia e negativaram, retornam mais uma vez positivas. Algumas têm cargas virais elevadas e isso realimenta a cadeia de transmissão — diz Castiñeiras

O grupo do CTD já tem pacientes em estudo. As amostras serão sequenciadas para ver se é realmente reinfecção ou persistência. Para quem adoece, o sofrimento é igual.  Todavia, para o controle da pandemia é importante conhecer a capacidade do Sars-Cov-2 de driblar o sistema imunológico, acrescenta Luciana Costa, diretora-adjunta do Instituto de Microbiologia da UFRJ

PUBLICIDADE Como os demais cientistas, ela destaca que ter tido Covid-19 não é garantia de imunidade. Todo mundo precisa se cuidar. Uma pessoa que tenha sido vulnerável uma vez, continua suscetível. Como o coronavírus circula com intensidade, ele pode reinfectar a pessoa

No caso de profissionais de saúde muitos também estão exaustos, esgotados, com baixa imunidade. Podem ser vários os gatilhos

— As pessoas não devem ser iludir que estão protegidas porque já tiveram Covid-19 ou porque têm anticorpos, pois estes podem ser perdidos e não são o único mecanismo de defesa. Se tiveram Covid-19, é porque são vulneráveis e podem ter de novo — frisa Costa.

Imunidade mesmo só com vacina. Tanuri diz que a reinfecção e persistência são desafios a mais para a vacinação. As vacinas precisam se mostrar  potentes, ter um efeito mais duradouro ou precisar de mais doses

Clarissa Damaso está confiante que as vacinas poderão superar o problema da reinfecção e da persistência. Ela explica que a imunidade produzida pela infecção natural não é tão potente quanto a oferecida por uma vacina

Na infecção natural, o organismo está em desvantagem porque já luta contra a infecção. A vacina dá defesas antes de uma infecção tentar se estabelecer. Além disso, contém adjuvantes e outros meio de estimular o sistema imunológico. 

PUBLICIDADE Damaso não acha que a reinfecção será um obstáculo para vacinas, mas pode ser que sejam necessárias renovações, a exemplo do que já ocorre com a gripe. E enquanto a vacina não vem, seguem os cuidados de sempre:

Todos devem usar máscara, higiene e manter o distanciamento — enfatiza Damaso

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