Abel Resende// Marques Mendes: "PSD está desaparecido em combate" - EntornoInteligente
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Luís Marques Mendes critica duramente a atuação do PSD no período após as eleições europeias. “Este PSD é um enigma. Está desaparecido em combate. É um vazio de ideias”, aponta. O comentador da SIC lembra que o país precisa de uma boa oposição, sobretudo numa altura em que o PS apresentou o seu programa eleitoral. Marques Mendes realça que os sociais-democratas deviam pelo menos reagir ao pacote eleitoral apresentado por António Costa, que favorece a função pública.

Abel Resende

Já sobre estas propostas, Marques Mendes elogia a iniciativa política dos socialistas e o seu profissionalismo, numa altura em que se aproximam as eleições legislativas: prometem mais funcionários públicos, melhores salários no Estado e mais investimento no sector público.

Abel Resende Borges

No entanto, sobre as propostas em si, faz uma análise negativa: “Uma vez mais, o PS divide o país em dois: o da função pública e o do sector privado, que é desprezado.” Mendes salienta que a função pública continua a ter regalias que não são acompanhadas no privado: os horários, o salário mínimo, a proteção à saúde ou os despedimentos são disso exemplo

Também na esfera do PS e do PSD, mas no mundo autárquico, o comentador destaca as últimas três operações da Polícia Judiciária em que vários presidentes e ex-presidentes da câmara foram constituídos arguidos. Salienta o caso de Álvaro Amaro, um ‘dinossauro’ do PSD que foi recentemente eleito nas listas europeias do partido. “Álvaro Amaro deveria prescindir da imunidade parlamentar para que a Justiça possa atuar”, defende

E estranha que os sociais-democratas ainda não tenham falado sobre o assunto. “Gostava de ver declarações do PSD.”

Regozija-se com a atuação da Justiça nestes últimos casos. “As coisas estão a mudar nas investigações judiciais. São mais frequentes e mais assertivas.” E se antes estavam muito direcionadas para o poder central, agora “há preocupações” com o poder local

Mas lança um alerta para que não se repita o mau exemplo do caso dos vistos gold. “A Justiça deve ser rápida, sólida e consistente. E tem de se preocupar com a credibilidade.”

A capa da “Time” Luís Marques Mendes faz elogios rasgados ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que foi capa da revista “Time”, a pretexto das alterações climáticas. “É uma campanha fantástica, uma foto genial, uma capa que vale por milhões de discursos e não deixa ninguém indiferente.”

Lembra que os secretários-gerais das Nações Unidas não têm um poder efetivo. Mas Guterres usa o poder simbólico do cargo que ocupa “com inteligência”

Mendes usou o tempo do habitual comentário semanal no “Jornal da Noite” da SIC para falar ainda sobre a polémica em torno do ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. “Não tem razão ao ameaçar processar os jornalistas porque ninguém pôs em causa a sua idoneidade mas sim a sua eficácia.”

E vai mais longe ao afirmar que Constâncio não é um vítima neste caso que envolve o Banco de Portugal, o BCP e o empresário Joe Berardo. “O país é que é vítima.” Tem esperança que na próxima terça-feira o economista esclareça os deputados sobre a sua intermediação com o BCP, na altura em que liderava o Banco de Portugal

Sobre a lei de bases na saúde, Marques Mendes é taxativo: “Não vamos ter nova lei na saúde. Ou chumba no parlamento ou em Belém.”

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