A Copa além da bola + - EntornoInteligente
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25/06/2018 – Jornal do Brasil. / SOCHI – Pobre de quem acha ser a Copa do Mundo apenas um torneio de futebol. É muito mais do que isso. 

Além de ser a oportunidade de conhecer cidades para as quais você jamais iria como, por exemplo, Sochi e Rostov

Não que Sochi seja um horror, ao contrário, mas balneário por balneário, francamente, outros há muito mais interessantes e nos quais as pessoas, ao menos, arriscam outra língua que não a nativa. 

Rostov, esqueça. Não há motivo algum para ir para lá, a não ser Brasil x Suíça, e olhe lá.

Em compensação, repita-se, em compensação, São Petersburgo vale muito mais que uma missa. Vale mil, um milhão, como diria Julia ao declarar amor ao avÃ’, “infinito além”. 

Que cidade espetacular, fruto do maluco chamado Pedro 1 como o nosso, só que deles, os russos, com acréscimo de “o Grande”, que inventou de erguer, no começo de 1700, a cidade sobre um pântano para ter saída pelo mar Báltico, como Juscelino Kubitscheck, na segunda metade do século 20, fez outra no planalto central do país.

Suas pontes, catedrais, o Hermitage, o Palácio de Inverno onde o czarismo encontrou seu fim trágico com a invasão bolchevique, o céu quase roxo, as noites brancas, prescindem de Brasil x Costa Rica ou qualquer outro jogo de futebol, até mesmo se for a revanche do 7 a 1.

Certamente a antiga Leningrado não ficará conhecida pelos brasileiros como a cidade em que Douglas Costa se machucou -assim como o folclore diz que Mané Garrincha se referia à Paris como “aquela cidade em que o doutor Paulo levou um tombo” (Paulo Machado de Carvalho, o “Marechal da Vitória”, chefiou as delegações brasileiras que venceram os Mundiais na Suécia e no Chile). 

Agora, Moscou.

Ainda a ser descoberta, mas pelo pouco já visto, também de cair o queixo.

E a Copa do Mundo excede o futebol a tal ponto que permite à psicanalista Vera Iaconelli contar aqui o porre que tomou em Zagreb, junto aos croatas que torciam contra o time dela, o nosso, na Copa passada.

Ou acompanhar de perto uma repórter fera chamada Camila Mattoso, máquina célere na arte de investigar, da estirpe de Dorrit Harazim, Daniela Pinheiro, MÃ’nica Bergamo e Patrícia Campos Mello, algumas das mulheres que elevam o jornalismo nacional. 

A Copa está de bola cheia.

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