Renan inclui mais nomes no relatório final, e CPI aprova quebra de sigilo telemático de Bolsonaro

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Entornointeligente.com / BRASÍLIA — O relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), atendeu ao pedido para ampliar a lista dos indiciados no relatório final da comissão, incluindo o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), o governador do Amazonas, Wilson Lima e o ex-secretário de Saúde do estado, Marcellus Campêlo. Desta forma, o colegiado aumenta o número de pedidos de indiciamento para 81, sendo 79 pessoas e duas empresas.

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Nesta terça-feira, a CPI vota o relatório final, marcando o último capítulo da comissão que, em seis meses de trabalho, investigou a condução da pandemia pelo governo federal. A tendência é que o parecer seja aprovado, já que o relator integra o grupo majoritário do colegiado, o chamado G7.

Leia íntegra do documento: Relatório final da CPI da Covid amplia lista de indiciados

Defensor de medicamentos do “kit Covid”, comprovadamente sem eficácia, Heinze apresentou em seu relatório em separado 284 pesquisas favoráveis à hidroxicloroquina e 137 estudos da ivermectina. Ao defender os medicamentos, interrompeu sua fala ao ouvir comentários da mesa, e rebateu:

— Eu quero que respeite. Eu falo em nome de cientistas e não de charlatões (…) pesquisas não são narrativas — afirmou.

Veja como foi a última sessão da CPI da Covid Mesa diretora exibe painel com nome das vítimas da Covid, feitas pela bordadeira do coletivo "Linhas do Rio", Maria Eugênia Duque Estrada Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Presiddente da comissão Omar Aziz (PSD-AM) observa o painel feito pelo coletivo "Linhas do Rio" Foto: Roque de Sá / Agência Senado O senador Renan Calheiros, relator da CPI, apresenta o relatório final da comissão Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Capa preta. O relatório final da CPI da Pandemia tem 1.180 páginas, e recomenda o indiciamento de 66 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Mesa diretora se reúne para ler o relatório final da CPI da Covid, que aponta 10 crimes cometidos pelo presidente da república, Jair Bolsonaro Foto: Roque de Sá / Agência Senado Pular PUBLICIDADE No início da sessão, Renan explicou que se “rendeu” a pedidos dos senadores e fez alterações no relatório final Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI. Relatório pede indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outras 65 pessoas, além de duas empresas Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Senador Marcos Rogério (DEM-RO) tentou apresentar relatório paralelo, poupando Bolsonaro da acusação de crimes comuns. Pedido foi negado pelo Omar Aziz, presidente da CPI Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Comissão realiza reunião para apresentação do relatório final Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão que investigou crimes do governo Bolsonaro no combate à pandemia Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Pular PUBLICIDADE O relator Renan Calheiros (MDB-AL) aparece por trás de pilha de resmas de papel: senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) levou para ilustrar o volume de documentos analisados por ela, sobre a pandemia somente no Mato Grosso do Sul Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) durante sessão final da CPI da Covid Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado O senador também elogiou o Conselho Federal de Medicina (CFM), que transferiu para os médicos a responsabilidade pela prescrição de medicamentos como cloroquina, mesmo tendo conhecimento da ineficácia do tratamento. Heinze defendeu o Bolsonaro e não poupou criticas à CPI.

— Essa aberração [a CPI] foi uma das mais alucinantes que o Congresso produziu em toda sua história (…) e foi armada para condenar os fatos na tentativa grosseira de derrubar o presidente da República e evitar sua eleição em 2022.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), se incomodou com uma expressão usada pelo senador gaúcho, que se referiu aos parlamentares do G7 como “ajudantes de ordem” de Renan Calheiros.

— Quem são os ajudantes de ordem que Vossa Excelência se referiu, senador Heinze? — questionou Aziz.

Na sequência, o senador Alessandro Vieira (Ciidadania-SE) pediu o indiciamento de Heinze. O pedido foi acolhido em seguida por Renan , que comentou que o colega “reincidiu todos os dias na divulgação de estudos falsos negados pela ciência”.

PUBLICIDADE O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), negou no início da sessão que “houve acordo”  para indiciamentos na CPI .  Ele afirmou que “o fato é maior para qualquer acordo”. O amazonense Eduardo Braga (MDB-AM) pediu o indiciamento do governador do Amazonas, Wilson Lima, e o ex-secretário de Saúde do estado, Marcellus Campêlo, pelo caos em Manaus em janeiro deste ano. Renan incluiu Lima entre os indiciados. Com isso, Braga desistiu de apresentar voto em separado.

Imitação de Flávio: Relatório final da CPI da Covid inclui a ‘inaceitável gargalhada’ de Bolsonaro

Sigilo e banimento de Bolsonaro nas redes Na sessão, a CPI aprovou a quebra de sigilo telemático das redes sociais de Bolsonaro , além de a suspensão de acesso aos seus perfis e um pedido de retratação do presidente por declarações em live na semana passada em que associou a vacina contra a Covid-19 ao desenvolvimento do vírus da Aids. O pedido era um requerimento do senador Randolfe Rodrigues. (Rede-AP), vice-presidente da CPI.

O documento pede ainda para que Google, Facebook e Twitter forneçam uma série de informações de Bolsonaro, como dados cadastrais, registros de conexão e cópia integral de todo conteúdo armazenado nas plataformas, inclusive informações de acessos e relativas a todas as funções administrativas e de edição.

PUBLICIDADE A CPI também aprovou requerimento de Randolfe que exige retratação de Bolsonaro sobre declaração dele que associou a vacina contra a Covid-19 contra a contaminação por HIV. A comissão irá enviar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedido de ação cautelar que determine o banimento de Bolsonaro das redes sociais.

Aziz afirmou ser muito grave a declaração de Bolsonaro, feita na live da última quinta-feira, e defendeu que o Congresso se posicionasse sobre o assunto.

— A Presidência é uma instituição, e não um boteco, quem se se fala como quem está tomando cerveja e comendo churrasquinho. Uma fala sem cabimento. Tem gente que ainda diz para mim se o PGR (procurador Augusto Aras) vai engavetar? Temos 60 milhões de brasileiros como testemunhas dessas provas — disse Aziz.

Governistas contra-atacam O primeiro a ler o relatório em separado foi o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que começou criticando o colegiado do Senado. Ao falar que “faltou coragem” para CPI fazer seu trabalho, logo foi rebatido pelo presidente da comissão.

— A gente discorda de posicionamentos. A covardia não fez parte da direção dessa mesa — afirmou Aziz.

— Se não foi covardia foi omissão flagrante — retrucou Girão, destacando que houve “engavetamento” de seus requerimentos, já que apresentou 106, que 50 sequer foram analisados.

PUBLICIDADE O senador pediu indiciamento do secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, por organização criminosa, improbidade administrativa, fraude em licitação e corrupção passiva.

O senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) fez uma ampla defesa da conduta de Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia da Covid-19 e criticou que o relatório de Renan aponte o presidente da República como “causador da epidemia” no Brasil.

Rogério criticou a responsabilização do presidente pelas mortes de Covid-19 no país.

— Não se pode atribuir a culpa a um único agente. Foi um evento inesperado. Nenhum país do mundo tinha e tem manual de como lidar com essa situação. Ainda assim, o relatório aponta o presidente como causador da pandemia Falta razoabilidade. Chega a ser um despautério diante das mais comezinhas regras de responsabilização criminal — afirmou Marcos Rogério.

Aliado do Palácio do Planalto, o senador Jorginho Mello (PL-SC) defendeu o presidente da República e afirmou que o procurador Augusto Aras tem que arquivar as acusações contra Bolsonaro feitas pelo relatório de Renan Calheiros. Ele ainda atacou o relator por ter incluído o indiciamento de Luis Carlos Heinze (PP-RS).

—  Esse relator não tem condições morais nenhuma de indiciar ninguém e aceitou de pronto o indiciamento de um senador, parceiro nosso, por causa de sua opinião — disse Mello.

PUBLICIDADE —  Ao contrário do relator, que responde 13 inquéritos, o Heinze é ficha limpa.

‘Serial killer’ Antes da votação do parecer final, Renan chamou o presidente de ‘serial killer ‘ (assassino em série, em tradução literal). Renan criticou a fala de Bolsonaro, na semana passada, que associa erroneamente a vacina contra a covid-19 ao vírus da imunodeficiência humana (HIV). No relatório, por causa da fala, Renan recomenda o “afastamento do Presidente de todas as redes sociais, para a proteção da população brasileira”.

— Muitas mortes poderiam ser evitadas. Essa responsabilidade é de muita gente, mas é principalmente desse presidente da República, desse serial killer que tem compulsão de morte e continua a repetir tudo o que fez anteriormente — disse Renan a jornalistas, ao chegar no Senado.

Lista de indiciados Nos últimos dias, o relator fez acréscimos ao texto apresentado na semana passada e prometeu acrescentar cerca de dez nomes à relação de indiciados. Com isso, a lista chega a a um total de 80 pessoas . Bolsonaro foi enquadrado em nove crimes, como epidemia com resultado de morte e crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio e perseguição.

CPI da Covid: veja os principais acontecimentos na comissão O taxista Márcio Antônio do Nascimento da Silva causou comoção na CPI ao contar da perda do filho Hugo para a Covid. Ele ficou conhecido por ter sido filmado recolocando as cruzes do ato, em Copacabana, que foi atacado por um negacionista. À época, eram homenageados os primeiros 100 mil da pandemia Foto: Edilson Rodrigues / Edilson Rodrigues/Agência Senad Paciente da Prevent Senior (à esquerda), Tadeu Frederico Andrade se emocionou ao falar sobre a internação e uso do 'kit covid' por médicos durante seu tratamento e internação por Covid-19, sem o aval da família. Já o ex-médico da operadora, Walter de Souza Neto relatou assédio moral e insistência da Prevent para prescrever o tratamento ineficaz Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado Fabiano Contarato (Rede-ES) denunciou publicação homofóbica de Fakhoury. O senador repudiou posts do empresário: 'A sua família não é melhor que a minha. (…) Eu aprendi que orientação sexual não define caráter', disse. Foto: Edilson Rodrigues / Edilson Rodrigues/Agência Senado Depoimento de Luciano Hang na CPI da Covid foi interropido várias vezes por bate-boca e discussões Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) 'escolta' Luciano Hang, que está entre o senador Jorginho e o Marcos Rogério (DEM-RO), ao plenário da CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Pablo Jacob / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), de oposição, e o senador governista Jorginho Mello (PL-SC), bateram boca na sessão de quinta-feira (23). Eles trocaram xingamento, e Renan saiu de sua cadeira e, com dedo em riste, tentou chegar até o local onde estava Jorginho. Outros senadores impediram o encontro entre eles Foto: Reprodução / TV Senado / Agência O Globo – 23/09/2021 Senadora Simone Tebet (MDB-MS) discute com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, que a chamou de descontrolada. O relador Renan Calheiros mudou a condição de Rosário de testemunha para investigado Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado Advogada dos médicos que denunciaram a Prevent Senior, Bruna Morato afirmou que a operadora fez um 'pacto' com gabinete paralelo do governo para divulgar 'kit covid' e tentar evitar lockdown no país. Foi Bruna Morato quem relatou: 'A expressão que eu ouvi ser muitas vezes utilizada é: óbito também é alta'. O relato chocou os senadores Foto: Agência Senado O motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva, admitiu à CPI que sacava dinheiro em espécie para a VTC Log e chegou a retirar mais de R$ 400 mil de uma só vez. De acordo com Ivanildo, a área financeira da empresa, que possui contratos com o Ministério da Saúde na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito, repassava diversos cheques a serem descontados para pagamentos de boletos. A comissão decidiu quebrar o sigilo de Ivanildo e convocar a funcionária da da VTC Log que lhe mandava fazer saques e pagar boletos. Também decidiu apresentar uma ação na justiça para apreender o telefone dele. Foto: Roque de Sá / Roque de Sá/Agência Senado Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos negou o compromisso de dizer a verdade e se calou sobre pressão no Ministério da Saúde para a compra da Covaxin. Maximiano disse conhecer o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), também investigado pela CPI, mas não entrou em detalhes. Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE Advogado da Precisa Medicamentos, Túlio Silveira também se negou a prestar o compromisso de dizer verdade. O advogado disse acreditar ter participado de uma ou duas reuniões técnicas e jurídicas entre a Precisa e o laboratório indiano Bharat Biotech, mas se recusou a dar maiores detalhes. Depois, o relator Renan Calheiros fez uma série de perguntas sobre a negociação com o Ministério da Saúde, mas Silveira não respondeu. O presidente da comissão reagiu ao silêncio: "Nem todo o comportamento de um advogado se enquadra no que a Ordem [OAB] diz. Não podemos achar que todo advogado esteja imune a qualquer coisa, possa fazer qualquer coisa". Foto: Pedro França / Pedro França/Agência Senado O auditor do TCU Alexandre Marques confirmou à CPI que o documento sobre número de mortes por coronavírus foi adulterado após ser enviado ao presidente Jair Bolsonaro. Ele é o autor do relatório usado pelo mandatário para questionar as notificações de óbitos em decorrência da pandemia. Bolsonaro chegou a atribuir o material ao TCU, mas depois disse que o texto teria sido produzido a partir de "uma análise pessoal" do auditor. Marques disse ter feito o texto em "Word", mas que não era conclusivo, e confirmou ter enviado o arquivo ao pai, amigo de Bolsonaro. Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O depoimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), causou bate-boca entre os senadores, fazendo com que a comissão fosse suspensa em dois momentos. Omar Aziz encerrou a sessão mais cedo na ocasião, após integrantes avaliarem que o deputado mentiu. Barros compareceu na condição de convidado. Após o fim da sessão, Aziz atacou o deputado: "O grand finale dele foi querer fazer uma narrativa de que é a CPI que está atrapalhando a compra de vacina. Aí não dá. A própria empresa chinesa já desmentiu. Em vez de vir se explicar, tentou desconstruir. Não vai conseguir". Foto: Agência Senado Jailton Batista, diretor-executivo da farmacêutica Vitamedic, fabricante da ivermectina, admitiu em depoimento que gastou R$ 717 mil para divulgar o uso do medicamento no combate a Covid-19. Não há estudos que garantam a eficácia do vermífugo no tratamento contra o vírus. Para integrantes da CPI, a empresa estimulou o uso indevido do produto como forma de tratamento precoce ao vírus. Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O coronel da reserva Marcelo Blanco, ex-assessor do Ministério da Saúde, afirmou que visava negociar vacinas para o mercado privado, e não para a pasta. Blanco abriu uma empresa três dias antes de levar o PM Luiz Paulo Dominghetti a um encontro com o então diretor de Logística do ministério, Roberto Dias. Blanco nega ter havido cobrança de propina na ocasião. Segundo o senador Alessandro Vieira, o coronel trocou 108 ligações em um período de 30 dias com Dominghetti Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado Pular PUBLICIDADE O reverendo Amilton Gomes depõe na retomada das atividades da CPI da Covid, após duas semanas de recesso parlamentar. Líder de associação privada participou da negociação de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca, vendidas por um intermediário sem autorização da farmacêutica estrangeira Foto: Pedro França / Agência Senado A diretora técnica da empresa Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, mudou de postura e respondeu todas as demandas dos senadores na Comissão parlamentar. No dia anterior, a diretora optou pelo silêncio, utilizando HC concedido pelo STF. Emanuela Medrades disse que tentou reduzir o valor da dose da vacina após proposta de US$10. O valor final contratado foi de US$ 15. Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado Após prisão de ex-diretor do ministério, servidora Francieli Fantinato se nega a prestar juramento de falar a verdade na CPI. a ex-coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde chegou à comissão com um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 08/07/2021 Ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias saiu preso da CPI da Covid. A ordem partiu do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), após a revelação de áudios que desmentem a versão de Dias sobre o encontro acidental com o cabo da Polícia Militar Luis Paulo Dominghetti, em um restaurante de  Brasília, onde o policial diz que o ex-diretor pediu propina de um dólar por dose de vacina. Foto: Agência Senado Depois de negar suspeitas de integrar o 'gabinete paralelo', o empresário Carlos Wizard se negou a responder perguntas dos senadores na CPI e permaneceu em silêncio, amparado por decisão do STF Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 30/06/2021 Pular PUBLICIDADE Contraditório. Deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), tido como chefe do 'gabinete paralelo', defendeu teses de que 'lockdown' e quarentena não têm impacto no controle da pandemia, apesar de citar a China como exemplo de país que reduziu números de casos sem vacina – omitindo justamente o isolamento rigoroso adotado pelos chineses Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo Senadores prestam minuto de silêncio pelas mais de 500 mil vidas perdidas para a pandemia, na primeira sessão da CPI da Covid depois de os números oficiais ultrapassarem a trágica marca de meio milhão de mortos Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senad Relator Renan Calheiros (MDB-AL), que passou a usar o número oficial de mortos no lugar da sua placa nominal, adicionou a palavra "luto" no seu espaço à mesa diretora Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senad Ex-governador deixa sessão antes de concluir depoimento, por volta das 14h, fazendo uso do habeas corpus concedido a ele pelo Supremo Tribunal Federal Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo O filho do presidente e senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ) tumultuou novamente a CPI antes mesmo de ser integrante, em defesa do governo do pai Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado Pular PUBLICIDADE A microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à CPI da foi categórica: 'Negacionismo do governo mata' Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/06/2021 Médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criticou a imunidade rebanho 'a custo de muitas mortes': 'estamos sendo tratados como animais' Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/06/2021 Com o habeas corpus concebido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), não compareceu à CPI da Covid, no senado: "Iremos recorrer dessa decisão", prometeu o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM) Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 10/06/2021 O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, braço-direito do ex-ministro Eduardo Pazuello na pasta, afirmou à CPI que a gestão do general defendia o "atendimento precoce" para pacientes com a Covid-19 Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 09/06/2021 Convocado pela segunda vez, ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse orientar Bolsonaro sobre medidas de prevenção contra Covid-19, apesar de não ser levado em consideração: "Não me compete julgar os atos do presidente da República" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 08/06/2021 Pular PUBLICIDADE Infectologista Luana Araújo, ex-secretária de enfrentamento ao coronavírus, chamou a discussão sobre o uso de medicamento sem eficácia para tratar o coronavírus de "delirante": "Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente" e reafirmou que "o Brasil está na vanguarda da estupidez" Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado – 02/06/2021 A médica Nise Yamaguchi se negou a opinar sobre a gestão do presidente Bolsonaro na pandemia. A médica disse que aconselhava o Ministério da Saúde, mas negou a existência de 'gabinete paralelo', diante da insistência do relator Renan Calheiros Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 01/06/2021 O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que Brasil poderia ter sido pioneiro na imunização: "Já tínhamos as doses, já estavam disponíveis. E eu, muitas vezes, declarei em público que poderíamos ser o primeiro país a começar a vacinação" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 27/05/2021 A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também conhecida como 'capitã cloroquina' confirmou que houve orientação da Saúde para tratamento precoce contra a Covid-19 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 25/05/2021 Pressionado por senadores a responder pela falta de oxigênio em Manaus, em janeiro, o ex-ministro da Saúde Pazuello disse que a responsabilidade era do governo estadual e da empresa fornecedora Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 20/05/2021 Pular PUBLICIDADE Sessão da CPI da Covid foi suspensa depois de Eduardo Pazuello passar mal durante um intervalo. A Comissão retormou depoimento do ex-ministro no dia seguinte Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021 Ex-ministro negou receber ordens diretas do presidente para usar cloroquina no combate à Covid-19 e destacou sua qualificação em logística e gestão: "Eu me considero sim, senhor, plenamente apto a exercer o cargo de ministro da Saúde" Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 19/05/2021 O gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, revelou que o Brasil poderia ter recebido 4,5 milhões de doses a mais de vacinas contra a Covid-19 até março deste ano Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 13/05/2021 Bate-boca entre senadores Flávio Bolsonaro e Renan Calheiros marcou sessão em que Wajngarten foi ouvido. Flávio chamou Renan de vagabundo, que rebateu citando a investigação da rachadinha Foto: Marcos Oliveira e Leopoldo Silva / Agência Senado "Por favor, não menospreze nossa inteligência, ninguém é imbecil aqui", disse o presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) a Fabio Wajngarten, por se esquivar de perguntas Foto: Edilson Rodrigues / Agência O Globo – 12/05/2021 Pular PUBLICIDADE O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, confirmou que esteve em uma reunião no Palácio do Planalto, no ano passado, na qual foi cogitada a possibilidade de mudar a bula da cloroquina para que o medicamento fosse indicado no tratamento da Covid-19: "não tem cabimento", classificou Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 11/05/2021 Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se esquivou de perguntas e não disse se concorda com Bolsonaro sobre uso de cloroquina: "Eu estou aqui na condição de testemunha, o senhor quer que eu emita juízo de valor", respondeu ao relator da CPI Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo – 06/05/2021 Governistas questionam o direito de a bancada feminina fazer perguntas sem integrar a CPI e geram bate-boca Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado – 05/05/2021 O segundo ministro da Saúde da pandemia, Nelson Teich, que deixou cargo antes de completar o primeiro mês, admitiu que foi pressionado a incluir a cloroquina no protocolo de tratamento da Covid-19 Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta reafirmou que sempre seguiu os protocolos da OMS e isso desgastou a relação com o presidente Bolsonaro Foto: Jefferson Rudy / Senado Além de Bolsonaro, também devem ser indiciados o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário. A lista também inclui outros integrantes e ex-integrantes do governo, entre eles empresários, deputados e médicos.

PUBLICIDADE Em mais de mil páginas, o relator busca sustentar que o presidente agiu de modo consciente e sistemático contra os interesses do povo brasileiro. Argumenta que ele colaborou fortemente para a propagação da covid-19, foi responsável por diversos erros de gestão e que tinha interesse em encorajar a população a se expor ao contágio sem proteção.

 

LINK ORIGINAL: OGlobo

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