Do próprio bolso: China pede que fundador da Evergrande pague dívida com sua fortuna

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Entornointeligente.com / PEQUIM — Autoridades chinesas disseram ao bilionário Hui Ka Yan para usar seu patrimônio pessoal a fim de aliviar a crise de dívida da gigante do setor imobiliário chinês, a Evergrande, segundo pessoas com conhecimento sobre o assunto.

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A diretriz do governo ao fundador da Evergrande foi comunicada após a empresa não ter cumprido o prazo inicial de 23 de setembro para o pagamento de juros sobre títulos emitidos no exterior. Após essa data, havia ainda um período de carência de 30 dias para que a empresa fosse decretada como oficialmente inadimplente.

Na semana passada, porém, a Evergrande surpreendeu o mercado ao evitar o calote com o pagamento dessa dívida, de US$ 83, 5 milhões. Não está claro de onde vieram os fundos.

Governos locais na China têm monitorado as contas bancárias da Evergrande para garantir que o caixa da empresa seja usado para concluir projetos de habitação inacabados e não desviado para pagar credores, informaram as fontes.

Evergrande, a incorporadora mais endividada do mundo, coleciona obras paralisadas na China Edifício residencial inacabado no Evergrande Oasis, um conjunto habitacional desenvolvido pelo Evergrande Group, em Luoyang Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS Prédios residenciais inacabados no Evergrande Oasis, complexo habitacional desenvolvido pelo Evergrande Group, em Luoyang Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS Homem passa em frente a condomínio desenvolvido pela chinesa Evergrande, em Guangzhou, no sul da China: empresa deve dar calote em investidores, fornecedores e clientes Foto: NOEL CELIS / AFP Veículos passam por edifícios residenciais inacabados do Evergrande Oasis, um complexo habitacional desenvolvido pelo Evergrande Group, em Luoyang Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS Foto aérea mostra a Evergrande Cultural Tourism City, um empreendimento de uso misto, em Taicang, cidade de Suzhou, na província de Jiangsu, no leste da China Foto: VIVIAN LIN / AFP Pular PUBLICIDADE Estádio de futebol Guangzhou Evergrande em construção, na província de Guangdong, no sul da China Foto: STR / AFP Estádio de futebol Guangzhou Evergrande em construção, na província de Guangdong, no sul da China Foto: STR / AFP Complexo cultural na cidade de Suzhou, na China: obras foram paralisadas com temor de calote da gigante do setor imobiliário Evergrande Foto: JESSICA YANG / AFP Foto aérea mostra a Evergrande Cultural Tourism City, um empreendimento de uso misto, em Taicang, cidade de Suzhou, na província de Jiangsu, no leste da China Foto: VIVIAN LIN / AFP Homem passa em frente a condomínio desenvolvido pela chinesa Evergrande, em Guangzhou, no sul da China: empresa deve dar calote em investidores, fornecedores e clientes Foto: CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS Pular PUBLICIDADE Foto aérea mostra complexo habitacional da incorporadora imobiliária chinesa Evergrande em Huaian, na província de Jiangsu Foto: STR / AFP Evergrande Cultural Tourism City, um empreendimento de uso misto, em Taicang, cidade de Suzhou Foto: JESSICA YANG / AFP Eestádio de futebol Guangzhou Evergrande, em construção, na província de Guangdong, no sul da China. Foto: NOEL CELIS / AFP  

A exigência de que Hui use seu próprio dinheiro para pagar as dívidas da companhia reforça as sinalizações de que o governo de Pequim está relutante em promover um resgate da empresa, mesmo com a crise da gigante do setor se espalhando para outras incorporadoras e minando a confiança no mercado imobiliário, importante para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

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O presidente chinês, Xi Jinping aumentou o escrutínio de bilionários do setor como parte da sua campanha de “prosperidade comum” para reduzir a enorme desigualdade de riqueza no país.

Será o suficiente? Ainda não está claro se o patrimônio de Hui é grande e líquido o suficiente para reduzir o considerável passivo da Evergrande, que totalizava US$ 300 bilhões em junho.

O patrimônio líquido de Hui diminuiu para cerca de US$ 7,8 bilhões em relação ao pico de US$ 42 bilhões, de acordo com estimativas do índice de Bilionários da Bloomberg.

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PUBLICIDADE Mas o número reflete incertezas. Grande parte da fortuna de Hui vem de sua participação no controle da Evergrande e dos dividendos em dinheiro que recebeu da empresa desde sua abertura de capital, em 2009, na Bolsa de Hong Kong.

Não se sabe ao certo como Hui reinvestiu esses dividendos. Procurado, ele não retornou o contato. O Banco Popular da China também não respondeu a um pedido de comentário.

 

LINK ORIGINAL: OGlobo

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