BC diz que contato de Campos Neto com André Esteves, do BTG, é 'prática' de bancos centrais no mundo

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Entornointeligente.com / BRASÍLIA — Depois do vazamento de um áudio de uma palestra em que o dono do BTG, André Esteves, disse que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, ligou para ele para conversar sobre política monetária, o BC divulgou nota afirmando que a conversa entre a autarquia e agentes de mercado é “prática” no mundo todo.

Segundo a nota, o contato entre membros da diretoria do BC e executivos de mercados regulados e não regulados é necessário para monitorar “temas prudenciais”.

“Como é da prática de bancos centrais e de autoridades de supervisão no mundo, os membros da diretoria colegiada do Banco Central do Brasil mantêm contatos institucionais periódicos com executivos de mercados regulados e não regulados para monitorar temas prudenciais que possam ameaçar a estabilidade do sistema financeiro e/ou para colher visões sobre a conjuntura econômica”, diz a nota.

O Banco Central também é pop Foto do presidente do BC, Roberto Campos Neto, tomando a primeira dose da vacina contra covid-19 bombou nas redes Foto: Reprodução do Twitter do ministro Marcelo Queiroga Lançado pelo BC no fim do ano passado, brasileiros fizeram do Pix uma inesperada rede social, com mimos, paquera e até 'nudes' Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo Algumas semanas depois de Gil do Vigor, ex-participante do BBB 21, dizer que sonha em se tornar presidente do BC, o ex-presidente da instituição Ilan Goldfajn disse que está disposto a conversar com o economista sobre o cargo Foto: Infoglobo BC responde a Gil do Vigor sobre sua vontade de fazer parte da instituição Foto: Reprodução Nova nota de R$ 200 lançada pelo BC tem um lobo-guará estampado. Mas foi o vira-lata caramelo que serviu como garoto-propaganda Foto: Divulgação Pular PUBLICIDADE Pablo Vittar foi citada na votação para eleger quem deveria estampar a nota de R$ 200 Foto:   No áudio publicado pelo site Brasil 247, Esteves relata que recebeu uma ligação de Campos Neto para discutir qual seria o “lower bound” dos juros. O lower bound é um conceito econômico que descreve a menor taxa de juros possível em uma economia. No ano passado, o BC levou a Selic para 2%, a mínima histórica.

— Eu me lembro que os juros estavam em 3,5% e o Roberto (Campos Neto) me ligou pra perguntar: André, o que você tá achando? Onde você acha que tá o lower bound ? Olha, Roberto, eu não sei onde que tá, mas eu to vendo pelo retrovisor, porque a gente passou por ele. Acho que em algum momento a gente se achou inglês demais e levamos esse juros para 2% — disse o banqueiro.

Teoria econômica No BC, a visão é que a conversa era mais em nível de teoria econômica e não sobre alguma decisão específica do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre juros.

Segundo a nota do Banco Central, os contatos entre a instituição e o mercado seguem normas legais de conduta.

Veja 5 efeitos do afrouxamento de regras fiscais como o teto de gastos Aumenta a desconfiança dos investidores. Na foto, o ministro da Economia, Paulo Guedes. A Lei de 2017 manteve a expansão das despesas públicas limitada à inflação. Com sete anos de déficit público, mexer nessa âncora gera desconfiança no mercado. Investidores tendem a evitar alocar recursos em papéis e projetos no país com maior percepção de risco Foto: Washington Costa / Ministério da Economia Real se desvaloriza perante o dólar: Com a incerteza sobre se o governo vai conseguir equilibrar as contas, investidores estrangeiros evitam o Brasil ou tiram seus investimentos daqui. Aumenta a demanda por dólar em busca de proteção, impulsionando cotação Foto: Arquivo Inflação sobe: Com mais gastos públicos, aumenta a circulação de dinheiro na economia, um dos fatores que incentivam a inflação. Além disso, a alta do dólar bate direto na inflação ao tornar mais caros produtos importados ou com preços negociados no exterior, como alimentos e combustíveis Foto: Luiza Moraes/Agência O Globo Juros sobem: Com a inflação subindo, o Banco Central é obrigado a elevar ainda mais a taxa básica de juros, que atualmente está em 6,25%. Isso deixa o crédito mais caro para as famílias — do rotativo do cartão de crédito ao financiamento da casa própria — e para as empresas Foto: Daniel Marenco/ Agência O Globo Economia gera menos empregos: Com a inflação corroendo renda e crédito mais caro, o consumo cai e as empresas investem menos em novos projetos para abrir mais vagas Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo  

“Esses contatos incluem dirigentes de instituições financeiras ou de pagamento e seguem rígidas normas legais e de conduta, com destaque para os períodos de silêncio e as regras de exposição pública”, apontou em nota.

PUBLICIDADE No áudio, Esteves ainda comenta que chegar com a taxa básica de juros em 2% era um pouco exagerado. Segundo ele, um patamar de 4% ou 5% já estava suficiente.

— Tivemos várias conquistas, talvez 4% ou 5%, mas 2% é meio exagerado. Agora, política monetária é uma mola. Quando vai demais para um lado e solta ele vai demais para o outro lado, vamos ter que subir os juros até uns 9%, 10%. Semana que vem tem Copom, acho que Banco Central vai acelerar o ritmo de alta de juros — disse.

Na mesma palestra dada em um evento da companhia, Esteves disse que tinha acabado de receber uma ligação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) para conversar sobre a debandada no Ministério da Economia.

—  O secretário do Tesouro (Jefferson Bittencourt) acabou de renunciar com mais três outros, tem mais quatro ameaçando e eu atrasei um pouquinho porque o presidente da Câmara me ligou para perguntar o que eu achava —  falou.

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LINK ORIGINAL: OGlobo

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