STF marca julgamento de habeas corpus do caminhoneiro bolsonarista Zé Trovão

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Entornointeligente.com / BRASÍLIA — O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento do último pedido de habeas corpus do caminhoneiro e youtuber Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. Na última quinta-feira, a Primeira turma da Corte pautou o caso para ser avaliado pelos ministros entre os dias 3 e 10 de dezembro. O pedido de soltura da defesa do réu é baseado na substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. A defesa solicita que o caminhoneiro passe a ficar em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica.

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Zé Trovão foi preso dia 26 de outubro, quando se entregou à Polícia Federal de Joinville (SC). O caminhoneiro estava foragido desde o dia 3 de setembro. O pedido de prisão preventiva foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizado pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Enquanto estava foragido, a defesa de Zé Trovão apresentou um pedido de habeas corpus. Entretanto, o pedido foi negado pelos ministros do Supremo .

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Em nova tentativa de habeas corpus, a defesa do bolsonarista pede reconhecimento pelo que o ministro Luís Roberto Barroso reconsidere a decisão anterior. Além disso, os advogados de Zé Trovão também pedem a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso da tornozeleira.

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O caminhoneiro é investigado por ameaças à democracia na convocação de “atos violentos de protesto” durante as manifestações organizadas no 7 de setembro. O bolsonarista está proibido, por ordem judicial, de se aproximar de um raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes desde o dia 20 de agosto.

Quem são os apoiadores de Bolsonaro que estão presos ou já foram alvos de mandados de prisão Zé Trovão, Allan dos Santos e Daniel Silveira integram a lista de bolsonaristas alvos de mandados de prisão por ações nas redes Foto: Arte/Agência O Globo O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi detido em flagrante, no início deste ano, por crime inafiançável, após divulgar em rede social um vídeo no qual defendia o AI-5 — instrumento mais duro da ditadura militar — e a destituição dos ministros do STF, o que é inconstitucional. Em novembro, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes revogou a prisão do parlamentar, mas determinou que ele seja submetido a medidas cautelares, como a proibição do acesso às redes sociais. Foto: Agência O Globo O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos teve sua prisão determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ordem foi expedida pela ação do aliado do presidente Jair Bolsonaro na articulação, pelas redes sociais, de ataques às instituições democráticas. Apesar disso, ele ainda não foi preso porque está nos Estados Unidos, mas sua extradição já foi determinada. Foto: Jorge William/Agência O Globo/05-11-2019 Ativista de extrema-direita, Sara Giromini foi apontada como chefe de um grupo de extremistas que apoia o presidente Bolsonaro. O movimento montou acampamento, com cerca de 30 pessoas, na Esplanada dos Ministérios em maio. Em junho, o grupo atirou fogos de artifício em direção ao STF. A extremista foi presa naquele mês por ordem de Alexandre Moraes, no inquérito que apura ameaças a instituições, mas foi solta pouco depois. Foto: Reprodução/Instagram O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, teve sua prisão preventiva determinada em agosto pelo ministro Alexandre de Moraes. Aliado do presidente Jair Bolsonaro, ele é investigado por suposta participação em uma organização criminosa digital montada para ataques à democracia. Diversos vídeos e publicações de Jefferson em suas redes sociais foram listados pela Polícia Federal para fundamentar o pedido de prisão. Apesar de diversas tentativas de sua defesa pela soltura, ele segue preso. Foto: Jorge William / Agência O Globo Pular PUBLICIDADE Jornalista e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Wellington Macedo foi preso pela Polícia Federal no início de setembro, suspeito de articular um ato antidemocrático para o dia 7 de setembro. Em agosto, ele já havia sido alvo de busca e apreensão pelo mesmo motivo. Nas redes sociais, o blogueiro divulgou vídeos incentivando um ato no dia 7 de setembro para pedir a deposição de ministros do Supremo e se apresentava como coordenador do evento. Sua soltura foi determinada em outubro. Foto: Reprodução/Facebook O caminhoneiro Marco Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, teve ordem de prisão preventiva decretada no início de outubro pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura o financiamento e convocação de atos antidemocráticos. Ele era dono do canal no Youtube "Zé Trovão a voz das estradas", que, antes de ser retirado do ar, tinha mais de 40 mil inscritos. Antes foragido no México, ele se entregou à PF no fim de outubro e continua preso. Foto: Reprodução / Agência O Globo O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio foi preso em duas oportunidades no ano passado, no âmbito de inquérito que investigava atos antidemocráticos. Em setembro, porém, o ministro Alexandre de Moraes determinou nova ordem de prisão ao blogueiro, que se encontrou no México com Zé Trovão. A medida foi tomada depois que Eustáquio fez uma transmissão ao vivo com o líder caminhoneiro na qual ele incitou atos violentos contra o STF no dia 7 de setembro. Passados os atos, porém, sua prisão preventiva foi revogada e ele foi solto. Foto: Reprodução/Instagram Também no contexto dos atos antidemocráticos de 7 de setembro, insuflados por Bolsonaro, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra Cássio Rodrigues de Souza (sem foto) e Márcio Giovani Niquelatti, após ordem do ministro Alexandre de Moraes. Em mais de uma mensagem, Cassio, que afirmou ser policial militar, disse no Twitter que Moraes e a família dele seriam mortos. Já Niquelatti, que se apresentava nas redes sociais como "professor Marcinho", afirmou em uma transmissão ao vivo que um empresário estava oferecendo uma recompensa "pela cabeça" do ministro do STF. Foram esses os fatos que motivaram as prisões. Já em outubro, Moraes acolheu pedido da defesa e revogou a prisão temporária de Niquelatti. Foto: Reprodução Zé Trovão ficou conhecido por publicar vídeos defendendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), chamava a população para ir a Brasília nos atos antidemocráticos do 7 de Setembro e exigia a “exoneração dos 11 ministros do STF”. Em outras publicações, fez ataques à CPI da Covid, no Senado, além de ter participado de “motociatas” em favor de Bolsonaro. Zé Trovão também teria incitado os caminhoneiros na greve ocorrida em setembro.

LINK ORIGINAL: OGlobo

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