EUA anunciam redução de 85% da produção e do uso de HFCs, mais poluentes que o dióxido de carbono

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Entornointeligente.com / WASHINGTON — A Casa Branca anunciará nesta quinta-feira uma regra para reduzir o uso de hidrofluorocarbonetos (HFCs), gases artificiais usados para a refrigeração até mil vezes mais poluentes que o dióxido de carbono, em sua mais recente medida para fazer frente à emergência climática . O plano é cortar o uso e a produção da substância em 85% nos próximos 15 anos, em conjunto com a criação de uma força-tarefa para impedir sua importação e fabricação ilegal.

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À medida que se aproxima a COP-26, a conferência ambiental da ONU, que começará dia 1 o de novembro em Glasgow, na Escócia, vários países vêm endossando e ampliando seus compromissos ambientais. Nesta semana, tanto a China quanto os EUA — os dois maiores poluidores do planeta, responsáveis em conjunto por cerca de 40% das emissões planetárias — aproveitaram a Assembleia Geral da ONU e seus eventos paralelos para anunciar novas promessas.

Notícias em imagens nesta quinta-feira pelo mundo Trabalhadores comemoram enquanto avião da South African Airways (SAA) se prepara para decolar, no Aeroporto Internacional Tambo em Joanesburgo, África do Sul, após hiato de um ano desencadeado pela companhia aérea nacional que ficou sem fundos Foto: SIPHIWE SIBEKO / REUTERS Policial segura manifestante pela garganta durante protesto na fábrica de roupas Sinha Denim Limited em Dhaka, Bangladesh Foto: MOHAMMAD PONIR HOSSAIN / REUTERS Polícia patrulha Carlton Gardens, em Melborne, Austrália, para evitar novas manifestações contra as regras à Covid-19 Foto: WILLIAM WEST / AFP Trabalhadores da construção civil aguardam para fazer a testagem de Covid-19 em Harbin, na província de Heilongjiang, no nordeste da China Foto: STR / AFP Refugiados de Mianmar descansam em abrigo no campo de quarentena de Farkawn, no estado de Mizoram, leste da Índia Foto: STR / AFP Pular PUBLICIDADE Artesão prepara estátua de argila da deusa hindu Durga antes do festival Durga Puja em Vashi, Mumbai Foto: INDRANIL MUKHERJEE / AFP O presidente chinês, Xi Jinping, anunciou que Pequim não financiará mais a construção de novas usinas a carvão no exterior. Os EUA, por sua vez, prometeram dobrar o financiamento para o combate às mudanças climáticas nos países emergentes, aumentando suas contribuições anuais para que cheguem a US$ 11,4 bilhões em 2024. O aceno foi bem recebido por grupos defensores do meio ambiente, já que este é um dos assuntos mais importantes da COP-26.

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Em 2010, durante a COP-16, os países mais ricos do planeta haviam se comprometido a mobilizar recursos para o combate às mudanças climáticas nos países mais pobres, com um fundo que deveria atingir o marco de US$ 100 bilhões anuais em 2020. Ainda não há dados atualizados para o ano passado, mas apenas US$ 79,6 bilhões foram levantados em 2019, indicando que a meta provavelmente não foi alcançada.

Os EUA, que escantearam questões ambientais e multilaterais durante o governo de Donald Trump, eram cobrados por mais ação, e com o novo compromisso a meta deve ser alcançada. Ainda assim, organizações e ativistas questionam os métodos de financiamento do fundo: em 2019, 71% dos recursos arrecadados vieram na forma de empréstimos, muitos deles com termos longe do ideal.

LINK ORIGINAL: OGlobo

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