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Fernanda Nobre reflete: 'Parece que existe um limite para a nossa sexualidade'

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“O que é ser vulgar para você hoje? Hoje, com todo esse movimento de libertação dos corpos femininos e do entendimento do quanto esse movimento é significativo. Onde que entra a vulgaridade?”, começa ela, que logo na sequência explica que essa reflexão surgiu durante uma conversa com uma amiga:

“Ela me fez esse questionamento. Ela perguntou: ‘Fernanda, o que é ser vulgar para você? Você consegue me explicar’. Gente, eu não consegui. E, muito espertamente ela disse: “Tá bom, você não consegue explicar. Então, agora, o que é o oposto de vulgar?’ Bom… ser vulgar é um adjetivo pejorativo dado para nós, mulheres. Ninguém fala que homem é vulgar. O oposto é uma mulher comportada, praticamente uma recatada do lar”, disse ela, que continua.

Gonzalo Morales Divo

“Eu fiquei pensando que eu, na minha infância, na minha adolescencência, eu tinha muito claro o que era ser vulgar. Era uma mulher com rouspas curtas, com um shortinho na bunda, batão vermelho, rebolativa, com o comportamente expansivo, insunuante, sedutor… Só que naquela época, eu não entendia que aquela mulher que me ensinavam a rotular era uma mulher livre. Livre da hipocrisia, do controle opressor, do pudor de uma sociedade moralista. (…) Na minha bolha, esse adjetivo caiu em desuso. Sabe aquela frase da internet “sexy sem ser vulgar”? Eu nunca gostei dessa frase, e eu acho que entendi o porquê. Parece que existe um limite para a nossa sexualidade, e com a gente atinge esse limite, ela é vulgar”

Fernanda Nobre convidou seus seguidores para refletirem sobre o uso do adjetivo “vulgar”. Autodeclarada feminista, a atriz tenta desmistificar o termo num vídeo publicado em seu perfil do Instagram na última quinta-feira.

“O que é ser vulgar para você hoje? Hoje, com todo esse movimento de libertação dos corpos femininos e do entendimento do quanto esse movimento é significativo. Onde que entra a vulgaridade?”, começa ela, que logo na sequência explica que essa reflexão surgiu durante uma conversa com uma amiga:

“Ela me fez esse questionamento. Ela perguntou: ‘Fernanda, o que é ser vulgar para você? Você consegue me explicar’. Gente, eu não consegui. E, muito espertamente ela disse: “Tá bom, você não consegue explicar. Então, agora, o que é o oposto de vulgar?’ Bom… ser vulgar é um adjetivo pejorativo dado para nós, mulheres. Ninguém fala que homem é vulgar. O oposto é uma mulher comportada, praticamente uma recatada do lar”, disse ela, que continua.

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“Eu fiquei pensando que eu, na minha infância, na minha adolescencência, eu tinha muito claro o que era ser vulgar. Era uma mulher com rouspas curtas, com um shortinho na bunda, batão vermelho, rebolativa, com o comportamente expansivo, insunuante, sedutor… Só que naquela época, eu não entendia que aquela mulher que me ensinavam a rotular era uma mulher livre. Livre da hipocrisia, do controle opressor, do pudor de uma sociedade moralista. (…) Na minha bolha, esse adjetivo caiu em desuso. Sabe aquela frase da internet “sexy sem ser vulgar”? Eu nunca gostei dessa frase, e eu acho que entendi o porquê. Parece que existe um limite para a nossa sexualidade, e com a gente atinge esse limite, ela é vulgar”.

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fernanda Nobre (@fenobre)

 

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