Volta presencial obrigatória às salas de aulas já foi determinada por oito estados e pelo Distrito Federal

volta_presencial_obrigatoria_as_salas_de_aulas_ja_foi_determinada_por_oito_estados_e_pelo_distrito_federal.jpg

Entornointeligente.com / RIO – Depois de um ano e meio de atividades suspensas nas escolas pela pandemia, oito estados e o Distrito Federal decidiram pela volta obrigatória às aulas presenciais. Em quatro deles, houve até o fim dos rodízios em sala de aula e do distanciamento entre alunos previstos em um primeiro momento de retorno. Alunos das redes estaduais dessas nove unidades da federação só poderão seguir exclusivamente no ensino remoto em casos especiais, como no de comorbidades. A medida foi tomada com base no avanço da vacinação e na diminuição de casos e mortes por Covid-19.

Nunca é tarde:  Brasil teve aumento de quase 50% de idosos em universidades entre 2015 e 2019

O governo de São Paulo anunciou ontem que a medida valerá, obrigatoriamente, a partir da próxima segunda-feira, para instituições públicas e parte das privadas. Nas escolas estaduais, com a frequência presencial facultativa até então, a adesão dos estudantes ficou entre 55% e 70% , enquanto os demais permaneceram em situação remota, ou deixaram de acompanhar as aulas e entregar tarefas, de acordo com o secretário da Educação, Rossieli Soares. A rede pública reúne cerca de 3,5 milhões de alunos, distribuídos em mais de cinco mil escolas no estado.

— Quanto mais demorarmos a voltar, pior será para uma geração inteira — diz Soares. — Acompanhando sempre a área da saúde e com os números que temos hoje, estamos seguros desse passo.

O estado ainda derrubará a exigência do distanciamento mínimo entre os alunos em sala de aula, em novembro. Medidas sanitárias de precaução, como uso de máscaras e álcool gel, continuarão a ser exigidas pelo menos até o final do ano.

— Com o avanço da vacinação, inclusive entre adolescentes que tomaram a primeira dose, e com os indicadores de internações em melhora progressiva, estamos convictos de que a necessidade dos estudantes supera em muito a possibilidade de um risco maior — diz Paulo Menezes, coordenador do Comitê Científico que assessora o governo paulista na gestão da pandemia.

Lobby:  ‘Mães do Agro’ são recebidas pelo MEC para pedir visão mais positiva do setor nos livros escolares

Na rede privada, a liberação da quantidade de alunos em sala de aula é definida pelos municípios, o que pode variar dentro de um mesmo estado. Já o ensino remoto está liberado em todos os estados casos os colégios desejem — apenas São Paulo anunciou que vetará a modalidade a partir de novembro, mas a medida só vale para cidades que não têm conselhos municipais de educação, órgão que tem autonomia para tomar essa decisão.

PUBLICIDADE Para o pediatra e infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o momento da pandemia permite a flexibilização dos estados.

— Estamos no melhor cenário da pandemia no país, com menores níveis de transmissão, média móvel de casos e ocupação nos hospitais. As crianças já foram muito prejudicadas. A volta presencial é correta, começando pelas crianças e adolescentes saudáveis, com uso de máscara. E à medida que os números forem caindo, poderemos liberar para os mais vulneráveis — avalia.

LINK ORIGINAL: OGlobo

Entornointeligente.com

Smart Reputation

Boxeo Plus
Boxeo Plus

Smart Reputation

Más en EntornoInteligente.com