Pausa nas Birras ! Porque férias com miúdos exigem muita energia

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Entornointeligente.com / Queridos pais e avós birrentos!

Estivemos a pensar e chegámos à conclusão de que temos a mesma relação com as férias dos miúdos do que a que temos com o frio e o calor: sempre que sentimos um, ansiamos desesperadamente pelo outro .

Quando os miúdos estão na escola vamos riscando os dias no calendário até ao final do ano letivo. Sonhamos com o alívio de não ter que preparar lancheiras de manhã, de conseguir dormir nem que seja mais um bocadinho , de não termos que os chatear por causa dos TPC ou aturar os seus ataques porque se lembraram de repente que tinham teste no dia seguinte.

Mas, mal começam as férias , a meio da manhã começamos a entrar em pânico com a quantidade de horas que ainda faltam para os deitar, a enervar-nos porque ainda estão de pijama, a irritarmo-nos quando nos perguntam constantemente qual é o “programa”, enquanto desdenham qualquer sugestão que lhes damos. E mal os vemos a jogar, catastrofizamos todas as guerras que ainda vamos ter sobre o tempo na Playstation .

Os próprios miúdos, que sonhavam com as férias, dois dias depois estão a dizer-nos que têm saudades dos amigos , que os professores não eram assim tão maus e que sempre era melhor do que ficar “enfiado nesta casa com os chatos dos meus irmãos…”

É nesta reflexão que percebemos que o rótulo de “férias” que tínhamos na cabeça veio dos nossos tempos de criança, de adolescente ou de adultos sem filhos, em que estes tempos eram sinónimo de descanso e liberdade! Continuamos a sentir o coração a bater pelas “férias”, até percebermos que são como aquele ex-namorado que venerávamos e que agora está gordo, careca e trabalha numa repartição das finanças (pedimos desculpa pela generalização!).

Por tudo isto, queríamos escrever-vos a dizer que estamos solidárias convosco. (A Ana acrescenta que envia uma força especial aos pais que vão passar as férias com os avós/sogros, mas lembra que já que estamos a escrever esta carta em conjunto prefere abster-se de desenvolver o tema.)

Como as nossas birras são o mais genuínas possíveis, e não só para produzir estas cartas, concluímos que vamos precisar de toda a nossa energia para sobreviver até os miúdos voltarem à escola e, por isso, interrompemos a nossa correspondência aqui nas páginas do PÚBLICO .

MAS, por favor, fiquem connosco nas redes sociais, Facebook e Instagram , onde vamos dando (e, esperemos, recebendo) notícias!

Em setembro, voltaremos cheias de novas ideias para este projeto que começou com duas pessoas , mas que, para nosso orgulho, se transformou numa comunidade de mães e avós birrentas de que muito nos orgulhamos.

Até setembro. 

No  Birras de Mãe , uma avó/mãe (e também sogra) e uma mãe/filha, logo de quatro filhos, separadas pela quarentena, começaram a escrever-se diariamente, para falar dos medos, irritações, perplexidade, raivas, mal-entendidos, mas também da sensação de perfeita comunhão que — ocasionalmente! — as invade. Mas, passado o confinamento, perceberam que não queriam perder este canal de comunicação, na esperança de que quem as leia, mãe ou avó, sinta que é de si que falam. Facebook e Instagram .

As autoras escrevem segundo o Acordo Ortográfico de 1990

LINK ORIGINAL: Publico

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