Violência na Venezuela marca aniversário da morte de Chávez - EntornoInteligente

Correio da manha / O primeiro aniversário da morte do ex-líder Hugo Chávez, morto devido a um cancro em 5 de março de 2013, foi marcado ontem na Venezuela por cerimónias civis e militares, mas também pela continuação dos protestos e confrontos, que desde fevereiro já fizeram 19 mortos

Opositores ergueram barricadas em várias cidades e a polícia reagiu com granadas de gás lacrimogéneo e carregando até contra quem não participava nos protestos.

Em Carrizal, os agentes, ao encontrarem uma barricada mas não encontrando quem a tinha erguido, atiraram granadas de gás contra edifícios residenciais e até contra o Centro Médico Docente Los Altos. Aos protestos dos médicos a polícia respondeu com agressões.

Em Chacao, controlada pela oposição, várias ruas foram bloqueadas por barricadas e houve confrontos com as forças de segurança, forçando a suspensão de autocarros e do metropolitano. Por toda a Venezuela a situação repetiu-se, com protestos contra o sucessor de Chávez, Nicolás Maduro, e contra a presença nas cerimónias do líder de Cuba, Raul Castro.

As principais cerimónias oficiais decorreram em Caracas sob forte segurança e foram acompanhadas por Maduro e pela cúpula do chavismo e representantes de vários países, entre eles, além de Castro, os presidentes da Bolívia e da Nicarágua. Um grande desfile militar percorreu a capital, seguindo-se uma cerimónia no Quartel da Montanha, onde os restos mortais de Chávez repousam num caixão de mármore.

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