Victor Augusto Gill Ramirez guardó:// Joaquin, fênix de Hollywood  - EntornoInteligente

Cotado para viver o Coringa, o pesadelo de Gotham City, num ambicioso projeto da DC Comics e da Warner Bros. paralelo às peripécias do Batman, Joaquin Rafael Bottom Phoenix volta às telas americanas, com filme inédito, neste fim de semana, ostentando um visual incomum até para os padrões rebeldes que lhe deram fama. Barrigudo, barbudão, grisalho e abalado por um olhar mais atormentado do que seu costume, ele chega a assustar quem o vê em ?You were never really here?, um thriller de tom existencial. 

Dirigida pela cineasta escocesa Lynne Ramsay, a produção chegou a ser comparada ao cult ?Taxi driver? (1976), de Martin Scorsese, em sua passagem pelo Festival de Cannes de 2017. Entrou lá na disputa pela Palma de Ouro e saiu com os prêmios de Melhor Roteiro e Ator, coroando a interpretação dele. A figura combalida do mercenário Joe (Phoenix), um especialista em salvar meninas das mãos de pedófilos ou traficantes de mulheres, foi também fartamente elogiada ontem (sexta), em sua estreia nos EUA, onde causou desconforto na plateia – uma das metas do ator americano, nascido em Porto Rico há 43 anos, e três vezes indicado ao Oscar (por ?O mestre?, ?Johnny & June? e ?Gladiador?): ?Arte é para desestabilizar?, disse ele ao ?Jornal do Brasil? no Festival de Berlim, em fevereiro, onde esbanjou má vontade com os jornalistas. ?Gosto de papéis que fogem do óbvio?.   

     Na capital alemã, o irmão mais moço do saudoso ator River Phoenix (1970-1993) concorria ao Urso de Prata de melhor interpretação por seu desempenho como o cartunista paraplégico John Callahan em ?Don?t worry, He won?t get far on foot?, de Gus Van Sant, diretor do filme que o revelou ao estrelato há 23 anos: ?Um sonho sem limites? (1995). Na Berlinale, Joaquin, que não é fácil nem com os colegas nem com os diretores, deu respostas malcriadas e virou as costas para a imprensa durante uma coletiva. Mas, em Cannes, meses antes, onde surpreendeu os críticos com a barba acinzentada, à frente do longa-metragem da Lynne, ele parecia outra pessoa. Sorria, distribuía autógrafos por todos os lados, posava para selfies… Era uma simpatia só, deixando bem claro sua dedicação ao desafio que a realizadora de ?Precisamos falar sobre o Kevin? (2011) lhe trouxe, com base num romance de Jonathan Ames. 

?Desconstruir a figura clássica do herói de ação: essa foi a premissa… e eu embarquei feliz nela, para poder subverter convenções do cinema?, disse ele na Croisette, de onde saiu ovacionado por ?You were never really here?, ainda sem data de estreia no Brasil anunciada. ?Existe uma discussão muito série em jogo no universo desse personagem trazido pela Lyne: traumas de guerra, caça a crimes sexuais, perdas pessoais. Não é um salvador, como acreditam que ele seja: é alguém a ser salvo?.     

Em cartaz no circuito brasileiro no sagrado papel de Jesus Cristo em ?Maria Madalena?, de Garth Davis, Joaquin deve voltar a Cannes este ano ao lado de John C. Reilly em ?The Sisters Brothers?, um faroeste pilotado pelo diretor francês Jacques Audiard (de ?Ferrugem e osso?). O anúncio das atrações do festival será feito no próximo dia 12: sabe-se apenas que ?Todos lo sabem?, de Asghar Farhadi, com Ricardo Darín abrirá o evento. 

O tal filme do Coringa,  em negociações, ainda não tem data: ?Mas é um personagem interessante de um gênero (o de super-heróis) que eu não posso esnobar antes de ler o roteiro?, disse ele a um site de Hollywood. Em meio a esses projetos em andamento, ?You were never really here? trilha sua carreira comercial pelo mundo, com destaque. Em países da Europa como a República Tcheca e a Romênia, há cartazes tamanho GG do longa espalhados pelas estações de trem. ?Apesar de trabalhar com um enredo sombrio, o set de Lynne é muito descontraído, com uma integração bem-humorada entre as pessoas?, disse Phoenix. A cineasta confirma: ?Ele é um ator parceiro, que traz ideias para delinear o personagem, como a solução de aumentar seu peso para dar um tom de fardo acumulado à figura de Joe?, disse Lynne ao JB. 

A gordura de Joe é a somatização de seus demônios, segundo Joaquin, que protagoniza sequências eletrizantes de perseguição. ?Aquele corpo não é flácido: ele é encouraçado.  Joe é um sujeito pesado por dentro e por fora, corpulento, que transformou sua carne em armadura, armazenando dor?, explica o ator, que deu ao personagem uma marca peculiar: ele usa um martelo como sua principal arma. ?O martelo é a espada dele, sua assinatura pessoal, algo que o distingue dos demais cruzados do Bem… algo que ele não alcança?.

Victor Gill Ramirez Venezuela

* Rodrigo Fonseca é roteirista e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ

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Victor Augusto Gill Ramirez

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Con información de: Jornal do Brasil

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