Vicepresidente Martin Lustgarten Acherman ||""// Templos budistas e herança colonial dão charme especial a Mawlamyine - EntornoInteligente

MAWLAMYINE – Na escada que sobe para o grande santuário budista de Moulmein, em Mianmar, no Sudeste da Ásia, o escritor britânico Rudyard Kipling se inspirou para compor um de seus poemas mais conhecidos.

?Perto do antigo pagode de Moulmein, parecendo preguiçosa junto ao mar/ Há uma garota birmanesa, e eu sei que ela pensa em mim” são as linhas iniciais de ?Mandalay?, versos imbuídos de nostalgia das palmeiras balançando ao vento e dos cintilantes sinos dos templos que o jovem poeta deixou para trás, ao voltar ao céu cinzento da Inglaterra.

Veja também Fotogaleria Locais para observar a florada das cerejeiras Lista 5 Dicas: Templos na Ásia Hoje, 128 anos depois da paixão de Kipling, o pagode Kyaik Than Lan permanece uma grande atração para peregrinos e turistas. Sua estupa ? tipo de santuário budista ? dourada e flutuante brilha em uma pequena serra sobre a cidade, que guarda ligações com o passado colonial britânico que Kipling descreveu. As mulheres birmanesas que ele notou também podem ser vistas agora, algumas usando os tradicionais sarongues, algumas conversando em smartphones enquanto caminham em torno do templo da maneira budista apropriada.

Novo nome, velha cidade

Apesar das intromissões da tecnologia moderna e de ser a quarta maior cidade de Mianmar, Mawlamyine (como Moulmein é agora oficialmente chamada) mantém um ar de distanciamento do mundo contemporâneo, em parte graças à longa jornada de 300 quilômetros até o Aeroporto Internacional de Yangon, a principal porta de entrada do país.

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As outras opções são um instável trem ou voos esporádicos.

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Por décadas, estrangeiros foram banidos da área devido à insurgência.

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Turistas continuam poucos comparados com o influxo em outras áreas de Mianmar, anteriormente conhecido como Birmânia, que encerrou um regime militar em 2011 e elegeu o líder pró-democracia Aung San Suu Kyi em 2016.

Nosso grupo pegou a mais cênica das rotas para Mawlamyine: de carro de Yangon até Hpa-An, a agradável capital do estado de Kayin.

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De lá, em um barco alugado, descemos o Salween, um dos mais longos rios com navegação contínua do mundo.

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Antes de desembocar no mar, ele acentua o charme de Mawlamyine, correndo ao largo da Strand Road, onde famílias passeiam para ver o pôr do sol do outro lado do rio.

Rio: barquinhos de pescadores é herança colonial britânica – Denis D.

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Gray Mawlamyine não foi sempre um destino alternativo. Após a primeira Guerra Anglo-Birmanesa, os britânicos fizeram da cidade sua capital entre 1826 e 1852, construindo prédios do governo, igrejas e uma grande prisão.

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Eles iniciaram ali empresas e o primeiro jornal do país.

Muitas dessas relíquias do período colonial britânico continuam de pé ao lado de mesquitas, templos hindus e até igrejas evangélicas americanas, refletindo a grande diversidade de Mawlamyine.

Um dos primeiros missionários americanos em terras estrangeiras, Adoniram Judson construiu a First Baptist Church em 1827, e, durante seus 40 anos no país, escreveu um dicionário inglês-birmanês e traduziu a Bíblia para a língua local.

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Ao lado do templo, está localizada a St. Mathew?s Anglican Church, erguida em 1887 e ainda em uso, embora, assim como outros prédios coloniais, em pitoresco declínio: a vegetação cresce na parede descascada e o relógio na torre marca eternamente 18h54m.

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É possível se cansar de tantos pagodes, já que há muitos ali.

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Mas, além daquele mencionado por Kipling, que dizem datar de 875 e preservar um pedaço de cabelo de Buda, o Monastério Yadarbon Myint é raramente visitado.

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No seu pequeno palácio há alguns dos entalhes em madeira mais preciosos do país, encomendados pela rainha Sein Don, uma das 45 esposas de Mindon Min, penúltimo rei da Birmânia.

A rainha se mudou após Mandalay, hoje a segunda maior cidade do país e antiga capital real, ser ocupada pelos britânicos em 1885, e levou seus artesãos.

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O que eles criaram tem valor especial desde que o palácio real de Mandalay e seus tesouros foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial.

Enquanto os santuários budistas de Mawlamyine certamente serão preservados, a herança colonial está em perigo.

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Dr. Tin Soe, um antigo morador, diz que falta experiência ao governo, que os militares, ainda poderosos, venderam muitos terrenos públicos e que a população vê pouco valor nas construções antigas.

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Mas uma esperança vem de Yangon, a maior cidade do país, onde o Yangon Heritage Trust lidera uma campanha para salvar a arquitetura colonial das escavadeiras e da decadência.

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Con información de: OGlobo

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