Reage, Rio!: Rio Open começa dia 19 e deve impulsionar a economia da cidade - EntornoInteligente

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RIO – Investir num calendário forte de eventos esportivos pode representar uma via para fazer valer os investimentos feitos em instalações construídas para Copa do Mundo e Olimpíada e ampliar a receita da cidade do Rio, avaliam especialistas. O Rio Open, que integra o seleto circuito de torneios da categoria ATP 500 de tênis e que terá sua edição de 2018 na semana seguinte à do carnaval, teve um impacto econômico de R$ 98,6 milhões no ano passado. Deste total, 80% ficaram na capital fluminense, segundo pesquisa da consultoria Deloitte.

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– O impacto econômico indireto gerado por um evento esportivo desse perfil tem um efeito multiplicador de renda. Ou seja, a receita e a publicidade geradas pelo torneio estimulam o consumo de bens e serviços diversos – destaca Giovanni Cordeiro, economista da Deloitte.

O Rio Open – que em sua quarta edição, em 2017, reuniu um público de 47 mil pessoas – integra o Rio de Janeiro a Janeiro, calendário de eventos divulgado no início deste ano e criado para impulsionar a economia fluminense. A iniciativa compõe a lista de 50 propostas levantadas no seminário Reage, Rio!, realizado em agosto último, com o objetivo de tirar o estado da crise atual.

– Eventos regulares no calendário têm uma importância enorme para a economia da cidade, porque, diferentemente de eventos como Copa do Mundo e Olimpíada, geram receita e empregos de forma permanente, além de promover o destino no Brasil e no exterior. O encadeamento da indústria do turismo é muito grande, interagindo com várias outras – pondera Pedro Trengrouse, professor dos MBAs da FGV.

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No calendário oficial – que começou com 93 projetos listados para 2018, mas deve crescer – apenas 13,3% dos eventos são esportivos, incluindo o Internacional Beach Tennis 2018, a Meia Maratona do Rio e o X Games, uma espécie de olimpíada de esportes radicais. No Rio Open, além dos jogos distribuídos em nove quadras de saibro no Jockey Club, na Lagoa, há uma área de entretenimento, com shows, gastronomia e estandes.

1.300 EMPREGOS DIRETOS

Do impacto total gerado pelo torneio de tênis em 2017 para a economia do Rio, R$ 26,7 milhões foram de impacto indireto. Para o turismo, em gastos com hospedagem, alimentação, transporte, cultura, lazer e compras, ficaram outros R$ 23,6 milhões. A maior fatia, de R$ 33,2 milhões, foi para fornecedores, mídia e premiação, enquanto R$ 15,1 milhões foram relativos a impostos. O braço social do evento mantém projetos de escolinhas de tênis para cerca de 800 crianças cariocas.

– O torneio gera 1.300 empregos diretos e outros 5.100 indiretos. Com nomes como Dominic Thiem, o atual campeão, e o croata Marlin Cilic em campo, o interesse cresce. Há transmissão internacional, mostrando o Rio para o mundo. Um quarto do público já vem de fora da cidade, mas a fatia de estrangeiros ainda é pequena, menos de 10% – conta Marcia Casz, diretora operacional de esportes da IMM, empresa de esporte e entretenimento que realiza o evento no Rio.

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