Produtor de 'Últimos homens em Aleppo' consegue visto para ir ao Oscar - EntornoInteligente

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RIO — O sírio Kareem Abeed, produtor do documentário indicado ao Oscar “Últimos homens em Aleppo”, conseguiu finalmente obter o visto para viajar para a cerimônia do Oscar em Los Angeles, nos Estados Unidos. No entanto, o fundador da organização civil retrada no filme “Capacetes brancos”, Mahmoud Al-Hattar, não obteve a autorização para entrar no país de Donald Trump.

Feras Fayyd, diretor do filme, divulgou a notícia em seu Twitter:

Good news:

My producer kareem abeed get his visa finally, finger cross that he mange to get in to U.S now.

— Feras Fayyad (@ferasfayy) 28 de fevereiro de 2018

“Meu produtor Kareem Abeed finalmente conseguiu o visto, dedos cruzados para que ele consiga entrar nos EUA agora”, escreveu Fayyd.

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Ambos enfrentavam o decreto de Trump que baniu a entrada nos EUA de cidadãos de uma série de países de maioria muçulmana. Abeed, que é sírio mas mora na Turquia, conseguiu no último momento a aprovação para viajar. Já o fundador dos “Capacetes brancos” teve o visto negado pelas autoridades sírias.

Fayyad lamentou a ausência de Al-Hattar que foi convidado pelo Academia para o Oscar, porém foi barrado pelo governo de Aleppo que acusa sua organização de ter vínculos com terroristas.

Mahmoud white helmet's co-founder & the main subject for last men in aleppo will not able to attend, we couldn't get him passport from the Syrian regime.

He is not able to share his story  on the ongoing Syrian's tragedy.

Very sad, but we will try our best to spread your message.

— Feras Fayyad (@ferasfayy) 1 de março de 2018

“Ele não está liberado para compartilhar a história da atual tragédia na Síria. Muito triste, porém vamos fazer o máximo para espalhar sua mensagem.”, afirmou o diretor.

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CAMPANHA DE BOICOTE DA RÚSSIA

Além dos problemas da equipe para comparecer à noite do Oscar, a produção vem enfrentando outros tipos de boicote. O diretor Feras Fayyad afirmou que o filme está sendo alvo de uma campanha difamatória da Rússia que o acusa de ser um simpatizante do terrorismo.

“É como se a Rússia quisesse hackear o Oscar assim como hackearam a eleição americana”, disse o diretor ao “The Guardian” .

De acordo com as denúncias, haveria uma rede online de produtores de notícias falsas, adeptos de teorias da conspiração e ativistas “anti-imperialismo”, apoiados pelo governo russo, divulgando uma série de artigos com objetivo de depreciar o trabalho de Fayyad.

Produtor de ‘Últimos homens em Aleppo’ consegue visto para ir ao Oscar

Con Información de OGlobo

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