Ministério Público pede nove anos de prisão para alegados membros da Resistência Galega - EntornoInteligente

jornal da madeira / A Audiência Nacional espanhola inicia na terça-feira o julgamento dos alegados membros da Resistência Galega Carlos Calvo e Xurxi Rodríguez, para quem o Ministério Público pede nove anos de prisão por integrarem a organização terrorista e posse de explosivos. A acusação sustenta que os membros integram uma célula armada do grupo, depois de o Supremo Tribunal espanhol ter considerado, a 24 de abril, que a Resistência Galega é uma organização terrorista ainda que em fase incipiente. O Ministério Público relata que os dois foram surpreendidos, a 15 de setembro de 2012, enquanto transferiam uma mochila com explosivos para um veículo, que era de Xurxo, no parque Castrelos de Vigo. De acordo com a acusação, os explosivos destinavam-se a futuras ações da Resistência Galega. Em janeiro, fontes da luta antiterrorista espanhola explicaram que a Resistência Galega tem ativos 15 membros operacionais em vários pontos da Galiza e os seus dois líderes instalados em Portugal, onde terão fabricado muitos dos engenhos explosivos usados nas últimas ações do grupo. Os dois principais líderes da Resistência Galega, Antón García Matos e María Asunción Losada Camba estarão a viver no norte de Portugal, segundo as mesmas fontes. Em novembro de 2013, os serviços de informação da Polícia Nacional espanhola detetaram a compra em Portugal de pelo menos seis armas pelos principais líderes da Resistência Galega, segundo notícias da imprensa regional galega. Entre 2005 e 2013 as autoridades espanholas detiveram 18 membros do movimento, mas destacaram a capacidade de regeneração da estrutura, que conta com suficiente apoio social em algumas zonas. Referem em especial o apoio do autodenominado "Movimento de Libertação Nacional Galego" (MNLG) e da Assembleia da Mocidade Independentista (AMI), criada pelo próprio García Matos. A Resistência Galega é um movimento armado, que luta pela independência da Galiza, e que foi criado em 2005, ano da sua primeira ação, quando colocou um engenho explosivo na casa de Francisco Vázquez Pereira, ex-dirigente da AMI acusado de ser delator da polícia. Desde aí, realizou 34 ações incendiárias ou com engenhos explosivos. Especialistas destacam que o grupo não procura causar vítimas mortais, mas sim provocar estragos materiais com fins propagandísticos.

Con Información de jornal da madeira