Cabral pede apoio federal para segurança no Rio - EntornoInteligente

Correio Popular / O governador Sérgio Cabral (PMDB) e o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, embarcaram na manhã desta sexta-feira (21) para Brasília. Eles se reuniram às 11h com a presidente Dilma Rousseff para pedir o envio de tropas federais para apoiar a segurança na capital carioca.   Leia também, abaixo:   Três UPPs são atacadas e comandante é baleado Beltrame e Cabral estiveram reunidos até o início da madrugada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova depois que quatro Unidades de Polícia Pacificadora sofreram ataques simultâneos. O chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, e o comandante-geral da PM, coronel Luiz Castro Menezes, participaram do encontro. Cabral, no entanto, não esclareceu se pedirá o apoio das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança. “Isso (o ataque às UPPs) foi mais uma prova que o tráfico está enfraquecido e tenta enfraquecer a política de pacificação. Nesse momento, não temos o menor constrangimento para solicitar o apoio de Forças Federais. Só não posso adiantar como será esse pedido”, afirmou o governador, depois da reunião. O policiamento nas favelas de Manguinhos, Parque Arará (Benfica) Camarista Méier e Complexo do Alemão, todas na zona norte, segue reforçado. Pela manhã, um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou Manguinhos, onde a sede da UPP foi incendiada e o comandante da unidade, o capitão Gabriel de Toledo, foi baleado. Atingido na virilha, ele foi operado no Hospital Geral da Polícia Militar e seu estado de saúde é estável.   Três UPPs são atacadas e comandante é baleado Pelo menos três sedes de Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs) foram atacadas por criminosos na noite desta quinta-feira, 20, na zona norte do Rio. Uma delas foi incendiada e seu comandante, baleado. Outro PM foi ferido com uma pedrada. Dois suspeitos foram baleados e um deles foi preso. O tumulto começou na UPP de Manguinhos, por volta das 18h30. Policiais da unidade tinham ido até um prédio abandonado, que havia sido ocupado por invasores, com a intenção de cumprir uma ordem de desocupação. A retirada dos invasores começou pacífica, mas um grupo passou a atacar os policiais com pedradas. Um soldado foi ferido a pedrada e o tumulto aumentou, exigindo a intervenção do Batalhão de Choque. Traficantes se aproveitaram da confusão e atacaram policiais e a sede da UPP. Houve troca de tiros, durante a qual o capitão Gabriel de Toledo, comandante da UPP, foi baleado na coxa direita. Levado inicialmente ao Hospital Federal de Bonsucesso, na mesma região, ele foi submetido a exames e depois transferido para o Hospital da Polícia Militar, onde seria operado durante a madrugada. Criminosos também atacaram dois carros da PM e o contêiner onde funcionava a UPP, ateando fogo a eles. O incêndio atingiu a rede elétrica e deixou sem eletricidade parte do conjunto de favelas, composto por 13 comunidades. Por conta do tumulto e da troca de tiros, a circulação de trens da Supervia no ramal de Saracuruna, que passa perto da comunidade, foi interrompida por volta das 19h30 e regularizada apenas às 22 horas. A avenida Leopoldo Bulhões, principal via das imediações de Manguinhos, também foi interditada. Outros ataques Por volta das 20 horas, criminosos atacaram outra UPP, a Camarista-Méier, situada no complexo de favelas de Lins de Vasconcelos e inaugurada em 2 de dezembro de 2013. A unidade foi atingida a tiros por bandidos, mas ninguém foi atingido. O terceiro ataque foi à UPP do Alemão. Policiais foram surpreendidos por bandidos e houve tiroteio. Dois suspeitos foram baleados. Um deles conseguiu fugir, mas o outro foi preso. Seu nome não havia sido divulgado até a noite. Um quarto ataque (à UPP Arará e Mandela, vizinha de Manguinhos) também chegou a ser divulgada por moradores através das redes sociais, mas não havia sido oficialmente confirmada. Em nota, o governo do Estado do Rio afirmou que mantém “o firme compromisso assumido com as populações das comunidades e com a população de todo o Estado do Rio de Janeiro de não sair, em hipótese alguma, desses locais ocupados e manter a política da pacificação”. Ataques de criminosos a policiais e sedes de UPPs têm se tornado cada vez mais frequentes. Toledo foi o segundo oficial de UPP baleado neste mês. No dia 13, o subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, Leidson Alves, de 27 anos, morreu baleado na testa, no Parque Proletário, na Penha (zona norte). Desde que as UPPs começaram a ser implantadas, em 2008, 11 policiais que atuavam nessas unidades foram mortos.

Con Información de Correio Popular