BRASIL: Turismo deve criar 34,1 mil postos temporários de trabalho neste verão - EntornoInteligente

OGlobo / Este verão não será igual àquele que passou. No setor de turismo, haverá maior contratação de pessoas – segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), serão criados 34,1 mil postos de trabalhos temporários, o que representa um aumento de 1,4% em relação ao verão de 2013. De cada três vagas temporárias geradas ao longo de 12 meses no turismo, duas ocorrem nessa estação do ano. E a realização da Copa do Mundo, de junho a julho deste ano, ainda não está impactando nesse número.

– Consideramos emprego temporário de verão os que ocorrem entre novembro e fevereiro. A Copa deve gerar um outro ciclo de contratação temporária – explica Fábio Bentes, economista da CNC, acrescentando que o mundial de futebol pode ter um impacto na absorção destes trabalhadores temporários. – De 20% a 30% da mão de obra do turismo acaba sendo efetivado. Por conta da Copa, a manutenção dos temporários deve ser maior, mas não podemos cravar uma taxa, até porque é um evento que nunca aconteceu no Brasil, então não há parâmetros.

Bentes afirma que o crescimento das vagas temporárias pode ser atribuído a dois fatores principais: a desvalorização do real frente ao dólar, o que desestimula os brasileiros a viajarem para fora do país, e a estabilidade do mercado de trabalho, que permite que as pessoas tenham dinheiro para viajar.

A pesquisa da CNC também indica o aumento do salários dos profissionais de turismo e crescimento da qualificação – itens que estão relacionados, destaca Fábio Bentes:

– Nos últimos seis anos, o salário dos profissionais do turismo cresceu acima da média nacional: descontando a inflação, houve um ganho de renda em torno de 17%. Mas o salário no turismo ainda é menor que a média nacional, embora venha crescendo muito, acima da inflação, e a principal razão é a qualificação.

Em 2007, 41,6% dos trabalhadores formais da área tinham pelo menos o nível médio completo. Seis anos depois, a participação dos trabalhadores com esse nível de qualificação saltou para 56,1%, mostra o estudo da CNC.

– A qualificação, no segmento de turismo, é mais rápida. É possível fazer um curso de idioma em seis meses ou um ano e ter um retorno relativamente rápido – diz Fábio Bentes, cuja dica para quem quer ser efetivado no setor após o verão é justamente investir no aprendizado de idiomas. – Há um déficit de profissionais com domínio de idiomas estrangeiros. Além do inglês, se especializar em outras línguas é um diferencial. No turismo, a renda do profissional não depende apenas do que está na carteira de trabalho, a gorjeta ajuda a compor a remuneração. Um turista alemão que é tratado na língua dele vai dar uma gorjeta muito melhor.

Hospedagem, alimentação fora do domicílio (bares e restaurantes), transporte de passageiros e lazer e cultura são as atividades do turismo que mais empregam gente.

– Agentes de viagens faziam parte dessa lista, mas, cada vez mais, é uma figura rara. Isso se deve ao aumento da compra de passagens e pacotes pela internet – afirma Fábio Bentes, para quem os setores com maior potencial de efetivação após o verão são hotelaria e alimentação. – São os maiores setores e, por isso, têm mais capacidade de absorver a mão de obra temporária.

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